Como entrar em contato com uma instituição e um professor fora do Brasil?

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Continuando a minha saga…

Passou uma semana e nada do professor que eu escolhi me responder. Até me questionei se ele era tão “presente” como tinham me falado… Enviei um outro email para ele, pedindo desculpas pela insistência (tratar pessoas com educação nunca é demais!) e falando que eu tinha um prazo para definir o meu orientador e se fosse possível, precisava da resposta dele o quanto antes.

O professor realmente era um cara excepcional. Ele me respondeu com toda gentileza, super interessado no meu trabalho, querendo me receber na sua universidade. Mas tinha um grande porém… Ele me relatou que estava com um problema de saúde muito grave, tinha acabado de receber o diagnóstico e era possível que ele tivesse um tratamento que exigisse muito dele e que provavelmente ele não estaria ao meu lado como gostaria. Fiquei super em choque, me comovi muito… Confesso que fiquei um dia todo pensando no que fazer, se aceitava ou não.

No fim, optei por não trabalhar com ele por compreender que eu atrapalharia o tratamento e de forma alguma eu queria fazer isso. Tentei me colocar na situação dele e achei que ter uma orientanda naquela hora seria muito inconveniente.E foi assim que desisti de trabalhar com o primeiro professor que eu entrei em contato.

No dia seguinte enviei um email para aquela professora fodástica que eu queria trabalhar. Pensei – que saber? Vou tentar. YOLO. Para minha surpresa ela me respondeu um dia depois, dizendo que tinha interesse em trabalhar comigo e que queria saber mais sobre o meu trabalho. Dei pulinhos. Anexei meu plano de trabalho e enviei para ela.

Aqui entra um porém – você pode estar se perguntando, como é um plano de trabalho? O meu foi bem simples.  Tentei ser super breve e coloquei os seguintes campos

  • Scholar (meu nome)

  • Period (o período proposto para a minha pesquisa)

  • Dissertation Title ( o título da minha tese – Olha a pegadinha: em inglês thesis é de mestrado e dissertation é de doutorado!)

  • Plan of Activities (expliquei o que eu pretendia fazer por lá, pq eu queria ir, etc)

  • Objectives (não apenas os objetivos do trabalho, mas o de fazer sanduíche)

  • Timetable

Mandei essa proposta e um resumo do meu projeto em inglês. Vale dizer aqui que o meu projeto original do doutorado tem 40 páginas e o que eu mandei para ela tinha quatro – Objetividade nesse caso é fundamental!

A professora me respondeu no dia seguinte, elogiando meu trabalho, elogiando meu currículo, dizendo que estaria muito feliz de trabalhar comigo… Foi um verdadeiro sonho! Ela foi só elogios, senti que ela realmente queria trabalhar comigo e fiquei impressionada com uma pessoa com o currículo dela me achar interessante assim!

Ficamos de nos falar mais para a frente, onde eu enviaria mais detalhes sobre a carta de aceite que eu precisava dela e da universidade. Quando eu peguei os detalhes com o secretário do meu curso ( e tb no site da Capes) enviei para ela. Daí entrou o problema – a Universidade em questão não trabalhava com a nomenclatura de Doutorado Sanduíche e ela ainda precisava ser colocada oficialmente como minha co-orientadora em co-tutela. No meu departamento esse não era um procedimento comum. Entre o vai e vem de informações, tive que fazer um pedido para a minha coordenadora levar ao colegiado para ver se seria possível realizar tal tarefa (mais burocracia impossível).

Nesse meio tempo de esperar respostas do meu departamento, comecei a questionar toda a burocracia que eu estava enfrentando. Comecei a ter umas crises, pensar sobre o meu futuro como professora, pesquisadora, sobre o que eu queria realmente. A professora americana era uma querida, mas vivia perguntando sobre novidades e eu não tinha uma sequer para passar para ela. Comecei a ficar muito incomodada com a situação, ela lá, super prestativa, e eu aqui, enrolando e enrolando pq meu departamento não me dava respostas. Resolvi explicar para ela que o procedimento não era comum no meu departamento e infelizmente eu teria que negar o aceite/convite. Foi muito difícil fazer isso. Mas hoje penso que as coisas ocorrem sempre por algum motivo, pois foi no meio desse tsunami que o Canadá reapareceu na minha vida. (!)

 

 

 

 

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