Planejamento inicial de Viagem para o Canadá (parte 2)

 Captura de tela 2016-04-18 às 21.29.09

Continuando o último post.

Setembro de 2015

(11 meses antes da viagem)

Na minha Universidade as coisas geralmente demoram um pouco, e eu já tinha meCaptura de tela 2016-04-19 às 20.20.02planejado com isso. Para eu conseguir as assinaturas que a University of British Columbia me pediu, esperei 22 dias. No final de setembro enviei para UBC toda a papelada que eles precisavam e tudo foi aprovado em mais ou menos cinco dias úteis. Assim que aprovado, eu recebi um login para acessar o sistema da Universidade e emitir um boleto para pagamento da taxa de aceite.

 

 

Outubro de 2015

(10 meses antes da viagem)

A UBC possui um sistema diferente de muitas outras universidades. Após a minha papelada ser aprovada, para eu receber uma carta de aceite eu precisava pagar uma taxa de cerca de $300 dólares canadenses. Pode ser paga por cartão de crédito e só com o Captura de tela 2016-04-19 às 20.20.48pagamento da mesma a carta oficial de aceite da Universidade é emitida. O meu boleto foi criado di primeiro de outubro, se eu não me engano. Paguei e o sistema acusou recebimento em menos de 48h. Falo um pouco mais sobre isso nesse post. Cerca de 10 dias depois recebi a carta oficial da UBC, meu principal documento para o visto.

Há universidades que pedem o pagamento desta caixa apenas quando o processo de visto é iniciado. Nos EUA o padrão é cobrar pela emissão de um documento específico para retirar o visto. Cada instituição tem a sua dinâmica, então é bom consultar. Pretendo fazer um post sobre como na UBC, quem faz doutorado recebe visto de estudante enquanto em outras instituições canadenses o visto é de trabalho. É importante sempre se comunicar com a sua instituição e entender que cada caso é um caso.

 

 

Novembro de 2015

(9 meses antes da viagem)

Nesta época a Capes não estava mais funcionando, mas meu prazo para participar do Edital do CNPQ (que foi aberto, todo mundo se inscreveu mas não classificaram ninguém) era deCaptura de tela 2016-04-19 às 20.20.58dezembro de 2015. Desde o começo de 2015 eu tinha como deadline novembro para estar com todas as cartas de aceite na mão para fazer esse procedimento. Como eu qualifiquei no começo de dezembro, queria qualificar em paz sem ter que me estressar por causa de documentos. E assim o fiz =)

 

 


Dezembro de 2015

(8 meses antes da viagem)

Qualifiquei e me inscrevi no edital do CNPQ. Supostamente o resultado sairia em março,Captura de tela 2016-04-19 às 20.21.08depois adiaram para abril e por último eles admitiram em abril de 2016 – para alguns participantes, por email – que não teria classificados.

Em Dezembro era hora de ser paciente e aguardar  resultado do edital até (inicialmente) Março.

Captura de tela 2016-04-19 às 20.49.13.png

 

Março de 2016

(Cinco meses antes da viagem)

Já falei algumas vezes que sou bem ansiosa. Passei janeiro, fevereiro e março na apreensão de não ter bolsa. No fim, infelizmente meu palpite estava certo. Mesmo sem nenhuma resposta oficial, em março eu achava que já estava bem claro que o CNPQ não contemplaria ninguém e se eu quisesse ir eu iria sem bolsa.Fiz as contas, fiz alguns contatos de freela, conversei com o meu companheiro, com as minhas orientadoras e faremos a matemática funcionar.

Nesse mês também começamos a nos programar,a pensar no que vamos vender, o que vamos deixar por aqui. Meu marido planejou e comunicou ao seu sócio sobre a nossa viagem há mais de dois anos, então na sua empresa está tudo programado para ele trabalhar de longe por um ano a partir de agosto. Toda essa experiência de viajar acompanhada do downloadcompanheiro é algo bem legal para compartilhar por aqui em um próximo post. Por enquanto, resumo em dizer que o plano era meu e virou nosso assim que eu expliquei para ele como era importante pra mim. Acredito sempre que casais precisam embarcar juntos no sonho um do outro e foi exatamente o que aconteceu no nosso caso. Coração canadense para o amor.

 

Dei uma pulada nisso, mas durante os meses de janeiro e fevereiro eu comecei a pesquisar muito sobre custo de vida para fazer um planejamento mais detalhado de quanto a gente precisaria por mês para nos mantermos. Falarei disso mais para frente, sobre os gastos planejados para um casal, para uma pessoa sozinha e para alguém(s) com filhos. É claro que também pesquisei sobre o processo do visto. Tenho um post sobre se vale contratar ou não um serviço de auxílio e dois posts (esse 1 e esse 2) sobre o visto em si.

 

Abril de 2016 A.K.A (esse mês!)

Captura de tela 2016-04-19 às 21.04.29(Quatro meses antes da viagem)

Entramos com o pedido de visto neste mês. Pra ser sincera, se eu fosse aconselhar alguém eu diria para entrar com o pedido em março para viajar em agosto. Cinco meses antes me parece ser mais tranquilo que quatro. Ainda assim, tem gente que recebe o visto em menos de um mês, enquanto outros demoram 60 dias úteis. Loteria ou Lotação, não sei dizer.

Por enquanto esse foi meu planejamento no plano do passado, mostrando o que fiz até agora.

Para o próximo post, mostrarei meu planejamento do futuro, para os próximos 100 dias.

Planejamento inicial de Viagem para o Canadá (parte 1)

Captura de tela 2016-04-18 às 21.29.09

Já falei em alguns dos meus posts que adoro listas, acho uma bela forma de se organizar. A minha proposta deste post é falar um pouco mais sobre o nosso processo de viagem e o planejamento em forma de um calendário.

Seja para você que está doutorado ou você que pensa em estudar no Canadá (graduação ou pós) acredito que esse calendário poderá ser adptado ao seu caso. Vou dividir essa lista em dois posts, se não vai ficar muito gigante.

Relembro que meu plano é viajar em Agosto de 2016.

Meu planejamento começou prévio começou há muito tempo, quando comecei aos poucos guardar uma graninha para esse momento. Acredito que foi lááááá em 2012, quando eu terminava meu mestrado. A ideia de fazer doutorado sanduíche é de 2009, mas resolvi terminar meu mestrado, ver como as coisas estavam indo para começar a poupar especificamente para esse plano.

Fiquei um ano apenas lecionando (precisava de um break e uma imersão maior em sala de aula) e comecei a cursar o doutorado no primeiro semestre de 2014. Meu plano era começar a pesquisa sobre o local onde eu iria neste ano, mas tive inúmeros problemas que me fizeram adiar para o começo de 2015 a pesquisa efetiva.

Então vamos lá:

Captura de tela 2016-04-19 às 20.19.14.png

Janeiro de 2015

(1 ano e 6 meses antes da viagem)

Comecei a buscar possíveis orientadoras fora do Brasil. Explico aqui no post “” certinho como foi o processo. Vou me ater aqui apenas aos prazos.

Como eu queria buscar com calma, ler bastante a produção das pessoas que eu encontrava sem atrapalhar os meus trabalhos (na época eu lecionava full time na Universidade Federal de Santa Catarina e cursava o doutorado, bem de boa)

Para quem busca uma universidade, acho que três meses dá e sobra para pesquisar sozinho sobre o assunto. Dá para escolher a instituição e já entrar em contato para descobrir como é o processo seletivo. Já ouvi pessoas falarem que para entrar em agosto/setembro os processos podem se iniciar um ano antes dependendo da Universidade/Faculdade escolhida. Esta antecedência de 1 ano e 6 meses é uma boa garantia que você não vai perder as inscrições do lugar que escolher.

Captura de tela 2016-04-19 às 20.19.42

Maio de 2015

(1 ano e 3 meses antes da viagem)

Maio era meu deadline para montar lista das professoras que eu gostaria de trabalhar. Depois de ler os trabalhos e os currículos atentamente, fechei minha lista. Aqui comecei a procurar também modelos de carta para entrar em contato com os profissionais. No post Como escolher uma instituição e um professor para fazer doutorado sanduíche fora do Brasil falo um pouco sobre isso.

Para quem está em outros processos, suponho que 1 ano e três meses antes de sua viagem é bom você agilizar a documentação que os processos seletivos – como college – podem pedir. Não fiz post sobre isso ainda, mas farei em breve.

Junho de 2015

(1 ano e dois meses antes da viagem)

Depois de pesquisar a lista e o formato da carta de primeiro contato, enviei meu primeiro email para um orientador.

Enviar o pedido com tanta antecedência, pelo menos no caso do doutorado sanduíche, doutorado pleno e pós-doutorado é muito importante. Ouvi falar de pessoas que entraram em contato com mais de 10 professores e só começaram a ouvir respostas depois de 15, 20 contatos diferentes!

Quando você faz esse processo sem a indicação de um orientador ou intermediador, da forma que eu fiz, a resposta é basicamente uma loteria. A primeira pessoa que você entrar em contato pode te responder prontamente, mas também é possível que você entre em contato com 30 pessoas que vão te dar negativa.

Aqui eu relembro o porque da lista. Minha ideia sempre foi: se o primeiro não der certo, eu continuo a lista e não perco tempo procurando tudo novamente. O primeiro professor me respondeu em cerca de 10 dias, ele me aceitou, mas estava em uma situação bem especial (desabafo no post). Ainda em Junho entrei em contato com a segunda professora, que me respondeu e me aceitou em três dias.

Captura de tela 2016-04-19 às 20.19.51No entanto, durante o mês de julho enfrentei alguns problemas burocráticos entre as Universidades e acabei repensando minha ida para os EUA e focando no Canadá.

Captura de tela 2016-04-19 às 20.19.56Agosto de 2015

(Um ano antes da viagem)

Semanas esperando um posicionamento do meu departamento me levaram a repensar meu futuro acadêmico. Troquei o país que eu achava que deveria ir pelo lugar que eu realmente queria ir: O Canadá (História bonitinha contada neste post.

Entrei em contato com a minha topo de lista Canadense…. e tirei na loteria! (depois de TANTOS problemas eu merecia muito!). A professora me respondeu no outro dia e em menos de uma semana eu já estava tratando com a University of British Columbia sobre a minha ida.

Sendo assim, em agosto mesmo começaram os tramites com a UBC. Recebi umas documentações que eu precisava preencher, algumas assinaturas etc. Iniciei o processo aqui.

Para não ficar muito extenso o processo, continuo o calendário no próximo post.

 

Chegou o pedido de exames médicos!

HEAD_BURO

hea.jpg

Ontem à noite, enquanto eu trabalhava em um artigo, meu companheiro chegou em casa e me perguntou se eu tinha visto meu email. Como eu estava super compenetrada no que fazia, fiquei  umas três horas sem ver minha caixa. Abri imediatamente e lá o encontrei – o pedido de exames médicos chegou!

Confesso que foi uma grande grande surpresa! Seis dias úteis depois que a gente encaminhou o pedido de visto já recebemos a solicitação de exames! Realmente, a gente não esperava que fosse tão rápido, ainda mais com a previsão de 50 a 60 dias úteis (para o processo todo) que foi passada para a gente.

Tanto a gente não contava com isso que só vai dar para fazer os exames na segunda semana de maio. Meu marido viaja a trabalho amanhã e fica 10 dias na estrada, impossibilitando a gente de fazer os testes antes. Se acontecer algo parecido com você, não se preocupe. No pedido de exames, eles colocam um prazo de 30 dias após o recebimento do mesmo para fazer os procedimentos.

Uma coisa muito importante de destacar é que os exames são feitos apenas por médicos e clínicas cadastradas no site do consulado. No nosso caso, a mais próxima é em Curitiba. Por tal, precisamos nos programar para uma viagem até lá para realizar os procedimentos.

Pelo o que eu li e pelo o que já me falaram, o recebimento dos exames significa que sua aplicação foi aprovada e que agora é só mostrar os testes para eles carimbarem o nosso passaporte com a permissão de morar no Canadá S2.

É um sentimento muito bom esse de sentir que o sonho está mais próximo… Cada casinha que a gente avança no jogo da vida em direção a Vancouver é muito comemorada.

Mais para a frente eu falo sobre como foi fazer os exames.

Cheers por agora e rumo ao exame médico em alguns dias =D

 

 

 

Pós-Doutorado no Canadá, pode fazer?

Captura de tela 2016-04-18 às 21.29.09

Recentemente recebi um feedback super positivo de vocês e algumas pessoas me pediram para falar sobre Pós-Doutorado no Canadá.

Bem, como eu já havia pesquisado sobre o assunto, resolvi afinal os detalhes para fazer este post.

Inicialmente, aproveito o espaço para dizer que há um edital brasileiro para pós-doc no Canadá aberto! É pela CNPq e fica aberto até dia 24 de maio. No site oficial há mais informações para você se inscrever.

Captura de tela 2016-04-19 às 22.45.28.png

Começamos pelo básico. O pós-doc não é uma continuação do Doutorado. Em primeiro lugar, o objetivo principal não é uma titulação e sim a experiência que a nova pesquisa irá trazer. As recomendações sempre são que você faça o pós-doc em outra instituição, fugindo da sua experiência anterior e buscando novas especialidades e experiências.

Entendo que há duas possibilidades bem claras no Brasil – se você já é professor em uma Universidade brasileira e se você é um ex-aluno de doutorado.

Se você é um professor, o caminho que geralmente as pessoas recorrem é trabalhar como um Visiting Scholar na Universidade estrangeira pretendida. Frequentemente há (ou a havia) editais de fomento brasileiros para auxiliar professores daqui a ficarem até um ano fora do Brasil (com uma bolsa que equivale quase ao dobro da de doutorado, diga-se de passagem).

Agora se você não tem um vínculo com o Brasil, um caminho bem atraente é tentar bolsas e incentivos da instituição ou do governo do país de destino. Mas que fique claro que também pode tentar uma visita de Visiting Scholar com bolsa do Brasil.

Então como tentar? Em ambos os casos o contato inicial é muito semelhante com o do doutorado sanduíche. Você pode procurar grupos de pesquisa do seu interesse, professores com investigações que te atraem ou até procurar alguém que você já trocou ideia (e contato) em algum evento acadêmico por aí. Uma outra sugestão é ficar de olho em chamadas para pós-doutorandos. Alguns departamentos (nacionais e gringos) divulgam em seus sites as oportunidades.

No email de contato você pode questionar se a pessoa responsável pelo grupo de pesquisa teria interesse em receber você, se teria alguma bolsa, se toparia desenvolver algum projeto para ganhar uma verba para a pesquisa… É difícil limitar aqui por depender muito da sua área de pesquisa. Áreas de saúde e tecnologia conseguem verbas de investimento com bem mais facilidade do do que a área de artes e comunicação, por exemplo. São aproachs bem diferentes.

Há quem diga que três anos é o ideal para uma pesquisa ser desenvolvida.Novamente, acredito depender muito da área. Ah, quando você faz Pós-Doutorado você deixa de ser tratado como aluno e passa a ser tratado como colega, afinal, você subiu na escala da evolução acadêmica quando recebeu o título de doutor. rs.

Conheço duas pessoas que fizeram Pós-Doc no Canadá. As duas me falaram maravilhas. Porém, ambas foram através de agências brasileiras e eram docentes em Universidades Federais do Brasil. Em um caso a pessoa foi atrás de uma pesquisa que gostou e no outro a pessoa conheceu uma chefe de pesquisa do Canadá em uma visita à Universidade brasileira que ele lecionava.

Ainda sobre o Canadá, achei alguns depoimentos de experiência  nesse site.

Linko também uma matéria da Folha (antiga de 2010) falando sobre a falta de interesse em pós-doc. Retirei essa tabela de baixo de lá

Captura de tela 2016-04-19 às 22.39.43.png

Bem, ainda dá tempo para tentar contato com uma instituição canadense e participar do edital aberto no CNPq. Procure algum grupo de pesquisa e tente se encaixar como Visiting Scholar!

Ah, no pós-doc geralmente você leciona, viu? A ideia é que o aluno de doutorado que tenha problema em atuar como professor ganhe a segurança suficiente para tal durante o pós-doc.

 

 

 

Um pouco sobre o Canadá (parte 2 – curiosidade históricas)

HEAD_DIAADIA

No meu último post tentei fazer algo bem didático, falando sobre o território do Canadá e situando socialmente e geograficamente sobre o espaço do país. Aqui eu faço algo um pouco diferente. Trago um apanhado de informações e curiosidades um pouco mais profundas para quem pretende morar no Canadá:

1. Começamos pelo nome. Canadá deriva de “Kanata”, a forma com que nativos Hurons e Iroquois já chamavam o país antes dos Europeus chegarem. Na língua nativa significa algo como “aldeia”. Há quem defenda que o nome Canadá em si é um erro linguístico de Jaques Cartier um explorador Francês que nomeou o país com base no que ouvia (para ele o T era D).

2. Pesquisadores suspeitam que os primeiros habitantes do Canadá (na verdade, de toda a America) tenham vindo da Ásia há 30.000 anos por uma faixa de terra entre a Sibéria e o Alasca. Ds que permaneceram no Canadá, muitos viviam de forma nômade, se dedicanco a caça, pesca e cultivo de algumas plantas que resistiam o clima frio.

3. Com mais de 20% da população nascida fora do Canadá, estudos apontam que mais do que 20% da população, ou seja, cerca de 7 milhões de pessoas, falam um idioma diferente do inglês ou francês em casa. No caso da British Columbia, o mandarim é mais falado que o francês. Em Vancouver, é estimado que mais de 50% da polulação tenha nascido em outros países.

 

Captura de tela 2016-04-18 às 20.26.20.png

 

4. A moeda oficial do Canadá é o dólar Canadense. A moeda vale um pouco menos do que o Dólar Americano.

5. Muita gente acha que o sistema de Saúde é inteiramente gratuito no Canadá. A informação varia de província pra província. Há locais onde há uma cobertura maior e há lugares onde algumas especialidades não são cobertas (oftalmologista, nutricionista, dentista, etc). Em algumas províncias a pessoa só tem acesso ao plano de saúde público se tiver trabalhando, enquanto em lugares como British Columbia é preciso pagar uma mensalidade para ter acesso ao benefício. Ou seja, não é como o SUS – tanto no aspecto positivo como no negativo.

6. A diversidade cultural do Canadá é encantadora. O Canadense não tem um biotipo padrão, é uma terra de muita mistura étnica. Não pense que só verá pessoas com cabelo loiro e olhos azuis.

7. Os apartamentos canadenses geralmente possuem janelas bem maiores do que os nossos. A ideia é aproveitar ao máximo o sol, principalmente no inverno quando os dias duram muito pouco.

8. Não há uma culinária típica no Canadá. A famosa poutine é o que mais se aproxima de comida do país.Como muitos descendentes asiáticos moram no Canadá, há uma quantidade bem grande de comida típica oriental, mas a Poutine é a comida clássica de lá.wendys-poutine.jpg

 

9. Falando em comida, o Canadá tem seu próprio Starbucks – o nome é Tim Hortons.A rede foi fundada em 1964 e tem mais de 4.500 unidades no Canadá e nos EUA.tim-hortons-gift-cards

10. O Canadá tem uma qualidade de vida com índices invejáveis, sempre o colocando no topo das listas de melhores lugares para viver no mundo. Este ano o Fórum Econômico Mundial em Davos na Suíça classificou o Canadá na segunda posição do ranking de melhor país do mundo para viver.  A própria Suíça ficou no topo da lista.

11. A educação fundamental no Canadá é considerada uma das melhores do mundo e mais de 95% dos alunos de 6 a 18 anos estudam em escolas públicas. O ensino superior é pago, mas muitas bolsas são concedidas. Alunos que são canadenses (naturalizados também) têm um desconto de 50% ou mais nos valores das Universidades e Faculdades canadenses.Mesmo assim, é muito comum pessoas que terminam a High School (Ensino Médio) e optam por não ingressar na faculdade.

12. No entanto, para que as escolas públicas sejam tão boas e o atendimento de saúde seja praticamente ou de graça, os impostos são elevados. canadian-provincial-taxes_502914bc01c88.jpgComo diria um professor meu da Graduação “Não existe almoço grátis”.

 

 

13. Este item tem tudo a ver com os anteriores. Com uma distribuição de renda justa todos, muitos não vêem necessidade de cursar o ensino superior. É possível viver bem no Canadá sem ter um trabalho dos sonhos, sem viver para o trabalho. Abaixo mostro uma tabela com o salário mínimo canadense (fica em torno de $2mil mês)Captura de tela 2016-04-18 às 20.40.47

 

Muitos estrangeiros falam/criticam que o canadense não é ambicioso, não temdownloadgrandes sonhos de riqueza e o que ele realmente preza é a qualidade de vida. Quantos likes esses canadenses merecem, heim?

14. No último ano houve uma mudança muito importante na política canadense. O novo primeiro ministro Justin Trudeau, do partido Liberal, foi eleito depois de uma década de liderança do partido conservador. Trudeau assumiu pedindo desculpa aos nativos canadenses pelos anos de matança e desconsideração, instaurou em seus ministérios 50% de mulheres e 50% de homens, prometeu trabalhar para uma igualdade salarial entre mulheres e homens, autorizou a chegada de refugiados Sírios (e recebeu alguns pessoalmente). Estas são só algumas das medidas desse cara FODA que até os americanos andaram se manifestando pedindo que ele governasse os Estados Unidos também. Dá até orgulho de pensar em ter um líder político assim.Captura de tela 2016-04-18 às 20.56.02

15. O Canadá tem o maior litoral do mundo (202.080 km). Para terem noção, é quase 27 vezes maior que o Brasil (7.491 km). Claro que a maioria é puro gelo. Mas para os saudosos de praia, no Canadá há inúmeras que são excelentes para banho (preferencialmente no verão).

Por agora é só. Se gostarem, posso juntar mais dados para vocês.

Um pouco mais sobre o Canadá (parte 1 – curiosidades gerais)

HEAD_DIAADIAResolvi escrever um pouco sobre o Canadá em si. Alguns de vocês podem ter chego até esse site pela curiosidade de fazer um doutorado fora do Brasil, sem saber muito sobre a cultura canadense. Outros podem ser grandes fãs do Canadá e estão aqui para saber mais sobre uma perspectiva acadêmica do país.

Bem, trouxe algumas informações que podem ser bem básicas para muitos de vocês e outras que podem ser novas, dependendo do seu interesse por aqui.

Na primeira leva vão informações mais gerais e no próximo post eu falo mais sobre aspectos históricos e culturais.

Captura de tela 2016-04-18 às 17.09.16

As informações acima (e algumas abaixo) foram retiradas da Wikipedia. Tirei prints por achar que seriam interessante para começar a contextualizar. O Canadá é o segundo maior país em extensão do mundo, perdendo apenas para a Russia (Sim, ele é maior que a China).

No entanto, a população é bem mais baixa do que a dos maiores países do mundo em densidade populacional. Trouxe uma comparação bem legal abaixo:

Captura de tela 2016-04-18 às 17.08.47

Ou seja: Em todo o território canadense, moram menos pessoas do que no estado da Califórnia, nos EUA! Me impressionei bastante com esse dado. No site oficial com dados do País consta que em Janeiro de 2016 a população era de um pouco mais de 36 milhões.

O Canadá tem 10 províncias e três territórios.

Captura de tela 2016-04-18 às 18.42.16

Províncias e suas capitais:  Alberta (Edmonton); British Columbia (Victoria); Prince Edward Island (Charlottetown); Manitoba (Winnipeg); New Brunswick (Fredericton); Nova Scotia (Halifax); Ontario (Toronto); Québec (Québec); Saskatchewan (Regina); Newfoundland and Labrador (St. John’s).

Territórios: Territórios do Noroeste (Yellowknife); Yukon (Whitehorse) e Nunavut (Iqaluit).

Quando eu falei que ia para Vancouver, muita gente me perguntava se eu sabia falar francês, por achar que este era o idioma de lá. Pois então, só se fala francês oficialmente em uma província no Canadá, em Québec. As outras todas a língua oficial é o Inglês. Ottowa (Capital do Canadá) fica na província de Ontário e há bastante relatos que lá o francês é quase tanto usado como o inglês. Ainda assim, a língua oficial da província é a inglesa.

Foquei este post em características do Canadá. Mais para a frente farei um post mais específico sobre outras províncias e territórios, principalmente a de British Columbia, para onde eu vou.

Por enquanto, deixo estes dados sobre a divisão da população.

Captura de tela 2016-04-18 às 17.11.25

Ainda pelo site do Governo Canadense estima-se que mais de 20% da população do país não tenha nascido lá. As províncias mais populares para os imigrantes são Ontário, Québec e British Columbia.

De acordo com o site do Itamaraty, baseado no censo canadense de 2010 seria possível estimar o número de brasileiros no Canadá em 26 mil pessoas. No entanto, principalmente nos últimos cinco anos muitos brasileiros estão migrando para o Canadá, o que aumentaria bastante esse número.

Li em uma matéria do jornal O Tempo que ” Somente este ano (2014), o país da América do Norte (Canadá) espera receber mais de 20 mil alunos brasileiros para o estudo de inglês e francês. Para alguns, no entanto, passar um tempo no país não é suficiente, eles querem emigrar definitivamente, especificamente para a província do Québec”.

Claro que estes 20 mil não vão imigrar, mas alguns deles, principalmente os que vão para fazer um College no país, acabam iniciando um processo de imigração definitiva. Mais para frente eu falo mais sobre migração via faculdade/trabalho.

Dentro deste número – provavelmente a maior porcentagem – são os milhares de alunos de línguas, que vão para o Canadá estudar temporariamente inglês ou francês. Os alunos de pós-graduação são minoria, mas ainda estão com um número significativo, crescendo a cada ano.
Bom, este post já está bem extenso. Tem muito mais o que falar, em uma próxima série passo mais dados gerais. No próximo post, trago alguns dados e curiosidade históricas do Canadá.

 

Referências:

Governo do Canadá

Wikipedia

Air Canada

Site Itamaraty

Visto para o Canadá – Documentos (parte 2)

HEAD_BURO

Continuamos com a saga do visto! No último post eu falei das comprovações financeiras. Agora falo de comprovantes de vínculo com o Brasil, o item que vai mostrar para quem avalia o seu processo que você voltará a sua terra natal.

De tudo que eu pesquisei, listo os que são mais necessários:

  • Carta de vínculo com emprego no Brasil

No caso de você sair do Brasil e ainda assim manter o emprego, é aceitável apresentar uma carta do seu chefe falando sobre o que você vai fazer fora, o que eles vão ganhar com isso, se você ainda receberá salário.

Se você foi contemplado por uma bolsa da Capes/CNPQ/Outra agência os comprovantes de contemplação valem também como vínculo e prova de renda no Brasil. Não esqueça que para um ano no Canadá é preciso comprovar cerca de $11 mil doláres canadenses para uma pessoa e $14 mil dólares canadenses para um casal (quem vai com filho adiciona cerca de $2 mil por dependente). Coloquei os valores que eu lembro de cabeça, mas para ter certeza acesse o site do CIC.

  • Carta de vínculo estudantil com Brasil

No caso de você ser aluno de alguma Universidade você pode anexar uma carta da sua coordenação sobre a sua saída condicional com a sua volta. É interessante incluir o tempo que você vai passar no Canadá, há quantos meses/anos você tá matriculada no Brasil, quanto tempo você tem para concluir o curso.
No meu caso, como sou aluna de Doutorado e vou para fora a convite de uma professora do Canadá, eu anexei quatro cartas: Uma da minha coordenação Brasileira, uma da minha orientadora Brasileira, uma da Universidade que eu vou no Canadá e uma da minha orientadora no Canadá.

  • Carta de vínculo familiar

Você tem uma filha que você precisará voltar ao Brasil para cuidar? Ou uma mãe? Ou uma avó? Anexar uma carta dessa pode ser interessante para provar que você não pretende ficar no Canadá para o resto da vida e que tem vínculos familiares com o Brasil.

Se você é casada e seu marido/esposa é importante apresentar a certidão de casamento, assim como se você tiver filhas/os é importante apresentar a certidão de nascimento (independente de te acompanharem ou não).

Last but definitely not least:

  • Carta de intenção

Quando eu contratei o serviço de despachante, perguntei umas três vezes se essa carta era necessária. Vi em diversos blogs e vlogs pessoas que viajaram falando da importância da mesma. Quem me atendeu disse que não precisava todas as vezes que eu perguntei.

No dia que eu fui entregar a documentação pessoalmente (a empresa faz pelo VAC de SP) eu a questionei mais uma vez. Daí, depois de eu insistir muito, ela decidiu confirmar ligando para um outro consultor da empresa matriz em São Paulo. Advinha o que ele disse? Que precisava.

Recomendo que mesmo que você escute a sua consultora dizendo que “não precisa, é besteira” que você faça a carta e a anexe ao processo do mesmo jeito. Se eu tivesse feito a carta de qualquer forma e levado no dia da entrega dos documentos para a empresa despachante, eu teria ganhado um tempo. Sem contar que: e se ela não tivesse ligado para outra pessoa para confirmar? E se eu não tivesse insistido perguntando sobre carta? Vai que faltasse essa informação que a carta esclareceu?

A empresa com certeza não me reembolsaria por uma falha deles. Confie em você e leve a sua documentação extra.

Só mais um desabafo – quem me atendeu também esqueceu de pedir a certidão de casamento minha e de meu marido. Acreditem se quiser… Todo o propósito do visto dele é ser vinculado ao meu e a pessoa não lembrou de pedir a certidão. Quem levou de qualquer jeito foi eu, pq eu já tinha lido bastante e sabia que era imprescindível.

Ainda sobre a carta de intenção, ela pode ser em português e pode ser uma por família/casal. Já vi marido e mulher escrevendo cartas separadas e já vi o aplicante principal escrevendo uma só (meu caso). Daí depende de cada caso. Como eu apresentei bastante documentação extra, julguei que não fosse necessário mais essa.

É fundamental falar porque você está indo para o Canadá, o que irá fazer e porque você vai voltar. Todos dizem que como – inicialmente pelo menos –  não há uma entrevista essa carta deverá ser como se você estivesse explicando para um membro do consulado suas intenções em visitar o país. Explique certinho como vai, porque vai, com quanto vai, com quem vai, e, principalmente quando volta. Não esqueça de falar da importância da viagem para você.