Levando o marido ou a esposa para o doutorado fora do Brasil

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Sou da opinião que um casal é um time. Muitas vezes nós colocamos nossas vontades em segundo plano para seguir um outro planejamento dentro de uma relação. Não estou aqui como um blog de autoajuda, que vai falar sobre relacionamentos e concessões. Acredito que a dinâmica de cada casal é diferente e “cagar regra” sobre o certo e o errado não me apetece.

couple-movingAqui em casa meu companheiro viu de perto a minha rota se desviar para o caminho da academia. Quando a gente se conheceu eu não tinha intenção nenhuma de virar professora universitária ou pesquisadora. Foi algo que eu descobri depois de algum tempo no mercado de trabalho convencional.

Ele me ajudou muito no processo, sempre me motivando. No momento em que eu decidi fazer a prova para entrar no mestrado ele já sabia que eu tinha intenção futura de crescer dentro do meio acadêmico, de virar doutora. Ele sabia da minha vontade de passar um ano fora do Brasil. Com a minha aprovação no curso, foi apenas uma questão de planejamento, de alinhar as nossas vidas para que, na hora que a viagem aparecesse, nós dois pudéssemos entrar de cabeça nisso.

Assim o time aqui de casa seguiu durante anos e anos até chegar 2016. O planejamento foi nosso, A + B. Meu marido é cinesta e ele criou ao longo dos últimos anos a possibilidade de trabalhar a distância. Algo que sem o planejamento de seis anos, talvez ele não conseguisse fazer.

Eu tenho perfeita noção das coisas que ele teve (e terá) que deixar para me acompanhar no que era meu sonho. O bonito é que por aqui, meu sonho se transformou no nosso sonho que agora é o sonho dele também. Sou muito agradecida por ele fazer parte disso e tenho certeza que essa experiência será única para ele também.

Acompanhei ao longo dos anos algumas colegas que sofreram com o marido que não queria deixar “a vida pra trás” para acompanhar a mulher, mas que se fosse a situação inversa com certeza exigiriam que elas fossem. Não vou nem entrar nesse ABSURDO. Relacionamentos que não identificam ambas as partes com a mesma parcela de participação, pra mim, possuem um grande problema de disparidade. É 50/50, um cooperando com o outro. Fico triste de ver uma pessoa sendo ignorada em uma escolha tão importante.

Sugiro que sempre mantenha a sua parceira/o por dentro do que está acontecendo, falem de lugares, funções que ela/ele podem desempenhar no lugar novo, planos, objetivos, o que a viagem pode trazer de bom e de ruim. Conversar é fundamental para tudo ser bem esclarecido e ninguém ficar com a impressão que um tem mais poder na relação e o outro é mais submisso.

Lógico que não é fácil deixar tudo para trás de um dia para o outro. Emprego, concurso, família, carreira. Mais uma vez o planejamento aparece como peça fundamental para o sucesso: não vai ser fácil, mas vai valer a pena.

 

Dedico esse post ao meu companheiro… sempre ao meu lado lutando contra os dragões que aparecem e celebrando a cada vitória árdua. S2

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