Seguro saúde é necessário no Canadá?

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Na maioria das vezes – SIM!

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Bem, vou explicar melhor. Quando você vai com visto de turista, é sempre importante ter um seguro. Se você nunca ouviu falar das contas gigantescas de pessoas que ficaram doentes nas férias sem ter seguro, é bom se informar. A não ser que você nade em dinheiro, não vai querer que aconteça isso com você.

Agora vamos ao importante – se você vai com visto de estudante ou de trabalho, precisa de seguro? Quase sempre sim. Em várias províncias – como em British Columbia – há um período de carência até que você entre no sistema de saúde canadense. Eles recomendam que você faça um seguro por pelo menos três meses, o tempo de vigência do “SUS” do Canadá.

Têm províncias (Ontário e Alberta, se não me engano) onde isso não é necessário. MAS SE INFORME MELHOR com pessoas dessas províncias, ok?

A University of British Columbia já manda automaticamente uma fatura do seguro saúde desses três meses. O valor: C$180. Como eu vou com o meu marido, já solicitei uma extensão para ele também (também é C$180).

Até aí, tudo tranquilo. Mas na verdade, tive uma dor de cabeça bem grande. Infelizmente só dá pra pagar a taxa do seguro da UBC por transferência bancária e digamos que a transição de uma conta corrente brasileira para uma conta de pessoa jurídica no exterior não deu muito certo com o Banco do Brasil… Bem, conto mais detalhes no próximo post. O importante é saber que no fim tudo se “resolveu”.

Por último: Em um post futuro vou falar sobre o sistema de saúde no Canadá. However,  já adianto – quem acha que é de graça em todos lugares está errado. Nós, em British Columbia, vamos ter que pagar mensalmente um valor para o governo canadense. Em breve, mais detalhes.

Por enquanto, that’s all folks!

 

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Quais procurações fazer antes de deixar o Brasil?

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Ah, viagens. Aquele momento que você foge de burocracias! #sóquenão

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Bem, é sempre recomendado que você deixe alguém juridicamente responsável por você quando for passar algum tempo fora.

Você pode deixar alguém responsável pelos seus bens, pelas suas contas, por decisões envolvendo a sua saúde. Mas uma das funções mais importantes e fundamentais é deixar alguém responsável pelo seu banco.

Muitas funções só podem ser feitas pessoalmente por lá. Uma delas é a transferência de valores para uma conta no exterior. E o que acontece se você tá lá fora, não deixou uma procuração com alguém e precisa transferir dinheiro pelo seu banco? Se arrepende.

Um fato bem complicado que me explicaram no Banco do Brasil é que se você movimenta a sua conta fora do Brasil é bem provável que ela seja bloqueada diversas vezes. Para desbloquear, alguém precisa ir até a sua agência no Brasil e cadastrar uma nova senha. Daí você pode se perguntar “Mas eu não tenho como resolver sem ser pessoalmente ou com algum responsável pela minha conta?” Não! Se a sua conta do BB ficar bloqueada, você só poderá desbloquear pessoalmente (ou com alguém que tenha uma procuração sua). Não tem internet ou 0800 que resolva. É só em pessoa!

Já pensou se você não tem um responsável? Como fica? Questionei pessoas no Banco do Brasil e a resposta foi “Não teria o que fazer. A pessoa ficaria sem acesso a conta“. É mole?

Tem vários procedimentos que o BB só autoriza pessoalmente. E se você manda uma outra pessoa, ela precisa ter  uma procuração específica para responder por você no banco. Nem a procuração de plenos poderes resolve, viu? Precisa ser uma que tenha o número da conta, agência, entre outras informações.

Fui a um cartório perto da UFSC e eles já tinham o modelo prontinho para estudantes/professores que vão para fora do país. A procuração permite, entre várias coisas, que meu representante faça transferências em meu nome. A belezinha custou 48 reais.

Sugiro que você visite um cartório perto de sua Universidade, provavelmente eles já tiveram casos parecidos e devem ter um modelo pronto.

Já fui no Banco do Brasil e cadastrei a procuração, assim meu representante não precisa levar ela toda vez que foi até lá.

Fica a dica: não viaje sem fazer a tal procuração. Você nunca sabe quando pode precisar =).

As bolsas para doutorado sanduíche voltaram!

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Pessoal, estava devendo aqui um post sobre a volta das bolsas para doutorado sanduíche. O sistema da Capes reabriu, permitindo novas aplicações – para quem está por fora, tava tudo parado desde abril de 2015.

 

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Quer saber como funciona? Tem um post aqui explicando o sistema Capes e outro aqui o CNPQ (que nesse momento, julho de 2016, está fechado ainda).

MAAAAS tem mais.

Algumas regras novas surgiram, é bom prestar atenção.

A primeira delas que tá dando o que falar é a necessidade da qualificação. Bem, eu tenho uma opinião bem forte sobre isso. Galerê, qualificar é o MÍNIMO para uma pessoa sair do nosso país recebendo por isso. Pense bem. A pessoa ganha uma puta bolsa (sim, parece pouco, mas pare para pensar o que isso representa no país em que vivemos), o MÍNIMO que o governo precisa ter certeza é que a sua pesquisa é válida. Se não, a pessoa pode ganhar a bolsa e ter uma pesquisa ruim, sem nexo, mal desenvolvida e lá se foi $$$$ pelos ares, investidos em uma pessoa que não estava preparada para tal.

Daí você pode dizer “ah, mas para que cursar todas as disciplinas antes de partir?” Bem, pense assim. Quando você termina seus créditos na sua Universidade, isso quer dizer que você teoricamente que esgotou todas as possibilidades de conhecimento na instituição brasileira, que aproveitou tudo que era necessário dentro das disciplinas (ou pelo menos espera-se). Assim, você estará com o seu máximo potencial para aproveitar tudo que a universidade gringa pode te oferecer.

O outro porém é que a seleção só é válida para quem viaja de Março a Outubro de 2017. Quem queria partir esse ano, em poucas palavras, se FU… só ano que vem. Mas pelo menos abriu, vamos ser positivos.

Então, pense bem antes de reclamar por causa da qualificação. Novamente: o mínimo que se espera de um estudante que quer ser patrocinado pelo governo é que sua pesquisa tenha validade e que ele esteja na melhor forma para aproveitar realmente o tempo fora.

É difícil qualificar? PRA CARALHO. Mas, confie em mim, não é NADA que você não consiga fazer com PLANEJAMENTO. Eu trabalhava 60 horas por semana nos primeiros anos do meu doutorado e consegui terminar todas as matérias com A e qualificar. Foi fácil? óbvio que não. Mas se eu não tivesse planejado eu não tinha conseguido. Planeje, trabalhe e alcance seus objetivos. A academia é difícil, mas não é impossível.

E aí? Bora se inscrever? Acessa lá o site da capes.

ATUALIZAÇÃO:

Aparentemente a exigência da qualificação foi revogada. É bom verificar entrando em contato com a Capes se continua ou não de pé. Mas a minha opinião ainda é a mesma: qualifique antes de viajar, meu povo. É melhor pra todo mund0 – principalmente para você. 

 

 

Faltam… 30 dias para a viagem!

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FALTA UM MÊS!

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Antes de começar, aquela lembrança básica: fiz alguns posts sobre planejamento, com a minha organização desde 2014 e até com uma tabela que traz o que fazer até o dia da  viagem.

A fila continua andando!

Vamos lá para a tabela.

Faltam:

  • Consultas Médicas
    • Mais uma consulta até agosto e o check out será completo =D
  • Seguro de Saúde
    • Decidimos fechar mais próximo da viagem. No nosso caso é mais simples, a UBC já tem um seguro padrão, não vamos buscar outro. É só pagar um boleto.
  • Acertos com a Universidade brasileira
    • Pedir afastamento, etc. Ainda é muito cedo, só devo encaminhar os pedidos em agosto.
  • Reuniões na pós do Brasil 
    • Só falta confirmar a data, mas também será em agosto.
  • Pastinha da viagem
    • Como na imigração vários documentos são pedidos, vou separar tudo certinho em uma pasta para ter ali tudo que eles possam pedir. Devo fazer um post mais para frente falando sobre os documentos interessantes de deixar na bagagem de mão.
  • Acertos bancários 
    • Ainda precisamos descobrir certinho como funciona transferência e qual o melhor jeito de levar dinheiro para fora.
  • Malas
    • Na verdade, só falta arrumar e separar algumas coisas que ficão e outras que vão.
  • Providências de Chegada: Escolher banco, serviço de telefonia
    • É uma tarefa bem complicada pelo o que eu cosegui acompanhar… mais para frente eu vou falar melhor sobre isso.
  • Providências de Chegada: Moradia 
    • Fiz um post sobre como aplicar para moradia dentro da Universidade canadense, mas ainda não sabemos se teremos um lugarzinho dentro da UBC. O escritório de moradia me informou que até final de julho eles devem dar uma resposta sobre o housing. Quando eles avisarem  (cerca de 30 dias antes da viagem) vamos nos agilizar para procurar um outro lugar se necessário. Ou seja, no próximo countdown já teremos notícias.

Novidades:

  • Procurações e outros documentos 
    • Fui a um cartório próximo a UFSC e eles já tinham um modelo prontinho de produração para pessoas que cursam doutorado sanduíche. Lá tinha todas as funções necessárias para passar para um terceiro – inclusive para mexer na conta do banco e transferir dinheiro para o exterior.
  • RG
    • Fiz! Aparentemente fica pronto antes de agosto.
  • Marcar Despedidas
    • Combinamos já com a família e já programamos com os amigos.
  • Traduções juramentadas
    • Por segurança, vou levar alguns documentos com tradução juramentada, caso seja necessário por lá.

 

Providências que estão ok há mais semanas:

  • Visto 
    • Foi aprovado no dia 30 de maio. Fiz um post com a timeline do processo.
  • Venda de móveis 
    • Como saímos do AP que a gente morava, vários móveis a gente já vendeu. Viemos para um apartamento mobiliado, então só trouxemos os nossos pertences pessoais, nada de móveis e eletrodomésticos. Como AP alugado já era praticamente mobiliado, não tínhamos tanta coisa assim, mas o que deu para vendemos, nós vendemos. A graninha que rendeu está guardada para nos ajudar nas despesas iniciais de montar o ap no Canadá.
  • Sair do Ap Alugado 
    • Nós morávamos de aluguel e sempre é bem complicado entregar o Ap (ainda mais depois de quatro anos de uso). Resolvemos sair antes de lá e ficar nessas últimas semana em um Ap da nossa família. Assim vamos economizar mais um pouco para a nossa viagem.
  • Providências de Chegada: AirB&B, Hotel ou outra
  • Vendas de roupas, livros e objetos 
    • Processo finalizado! Fiz um post sobre o que levar e o que deixar e um sobre vender roupas, outro sobre móveis e outro sobre livros.

CONTINUA PASSANDO MUITO RÁPIDO!

Mas tem muita coisa ainda para sair do vermelho e entrar na lista verdinha vai começar a andar!

Desapego 3: Tchau, passado!

Desapegar é preciso. Seguir em frente é evoluir. Esquecer o passado é superar” a filosofia de algum sábio por aí se popularizou há algum tempo na internet.

 

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Imagem do projetodiego, uma página de facebook cheia de ilustrações maravilhosas. Essa foi feita especialmente para mim S2

 

Não, este post não é sobre esquecer o que a gente já viveu ou deixar para trás os  que fizeram e fazem parte da nossa vida. Esse texto é sobre entender que a vida é feita em fases e às vezes precisamos desapegar para seguir em frente.

No nosso caminho, frequentemente nos encontramos em situações com duas saídas: seguir carregando malas e malas de um peso que não mais nos pertence ou procurar um novo trajeto, deixando o que ficou para trás no passado.

Entenda seu passado, abrace seu presente, mas não deixe que o seu futuro seja planejado por fatos que já passaram.

Seja ousado, pense em construir algo diferente, ponha a mão na massa. Levante um futuro que você quer, não o que os outros esperam que você faça.

É difícil seguir uma trilha diferente daquela que está ali, parada e prontinha na nossa frente. Trocamos o certo por um lugar fora da nossa zona de conforto. No entanto, é apenas quando a gente para de seguir os tijolinhos e busca um caminho alternativo que a nossa vida realmente se transforma.

É preciso ter coragem para seguir em novos caminhos. É necessário enfrentar seus medos para quebrar de amarras do passado. Se liberar de algo que temos há anos é antes de tudo pavoroso. Afinal, nos acostumamos com tudo, até com a nossa infelicidade.

Aceitar que as coisas não estão bem e correr atrás de uma realidade diferente dá medo. Faz a gente repensar aquilo que a gente sabe que está errado “mas será que eu realmente estou insatisfeita? será que não reclamo de barriga cheia?”

O questionamento é sempre válido. Mas ele não pode ser impeditivo da sua evolução. Há sempre espaço para mudança, então aproveite para mudar enquanto você pode.

Mude seu quarto. Mude seu estado civil. Mude de cidade, de país, de curso, de profissão. Mas principalmente, sempre mude a sua forma de ver o mundo.

Realize seus sonhos e nunca se prenda aos objetivos realizados como se eles fossem o máximo que você pode alcançar.

Busque novas metas, em outras galáxias, conheça o novo para poder sonhar diferente do que você sonhou ontem. 

 

 

Desapego: Tchau, Móveis!

HEAD_DICAS (1)

Vou me mudar para outro país, não tenho onde deixar minhas coisas, moro de aluguel. E agora?

Esse post é bem simples, apesar de ser um assunto bem particular. Conto aqui a minha experiência.

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Nós morávamos de aluguel, há quatro anos, no mesmo apartamento. Quando alugamos, lá no começo de 2012, não precisamos mobiliar muito.

O local tinha: armários (na cozinha, sala, varanda, área de serviço e dois quartos), escrivaninha, mesa de bar (aquelas que dividem a cozinha da sala).

Levamos uma cama (que já era do meu marido), ganhamos uma geladeira, um microondas e uma máquina de lavar usada – meus pais estavam trocando. Meu irmão também estava trocando o sofá e me deu o antigo que ele tinha. A mesa da sala meus pais me deram de presente, junto com um aparador. A cadeira para a escrivaninha era minha há alguns bons anos já e quando nos mudamos, ela veio junto.

Resumindo, tivemos que pagar o caminhão de mudança, compramos uma TV, um fogão e uma estante para nossos livros. Compramos também alguns eletrodomésticos básicos e assessórios de cozinha. E foi isso. Bem mais simples do que mobiliar uma casa inteira, não é?

Talvez tenha sido por isso que na hora de vender e doar as nossas coisas, não tivemos muito estresse. O que estava bem velhinho, como o sofá, a máquina de lavar e a cama, resolvemos doar. O resto eu fiz um evento no facebook e convidamos nossos amigos para participarem do nosso desapego. Postei também em umas comunidades de vendas da cidade em que moramos, mas não deu muito certo por lá. No fim, vendemos tudo para conhecidos mesmo.

Fiz preços bem baixos, muita gente veio até me falar que eu poderia cobrar mais. Mas achei desnecessário. Precisávamos sair logo do nosso ap alugado e eu não queria ficar barganhando. Não tenho vocação para ficar negociando preço. Se eu botei um preço, acho que aquilo ali é justo e ponto final. Não sou do tipo que vai cobrar mais caro do que o produto vale para ficar negociando o preço final. Acho isso uma perda de tempo e um tanto desconfortável ficar implorando para uma pessoa te pagar um valor X.

Doamos muitas panelas, potes, copos, talheres, roupa de cama, roupa de banho… Tinha muita coisa acumulada. Nos livramos de quase tudo.

Vamos levar para o Canadá algumas roupas de camas, edredom e toalhas de banho que sobraram. Todas estão em bom estado e não temos necessidade de comprar algo novo por lá. E com o desapego das roupas, vai sobrar mala para a gente levar coisas extras. De resto, cafeteira, torradeira, batedeira, liquidificador, livros e tantas outras coisas menores ficaram com as nossas famílias. Quando a gente voltar a gente recupera.

Como ficaremos um ano, temos o direito de trazer utensílios domésticos/eletronicos com a gente. Isso também foi um motivo que a gente relaxou um pouco. E, para ser sincera, a gente também não é nada consumista, do tipo que precisa ter uma casa cheia de itens, uma cozinha completa… Tendo o básico, uma televisão e um videogame com acesso ao netflix nós já estamos bem felizes.

E foi assim, basicamente, que a gente deu adeus a nossa casinha. Hoje estamos de passagem na casa dos meus pais, nos organizando para a partida no próximo mês.

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Hotel, AirB&B, Apartamento: onde ficar quando você acabou de chegar

HEAD_DIAADIAFinalmente a listinha dos dias andou! Aleluia!

Semana passada resolvemos os nossos primeiros dias por Vancouver. Ainda não sabemos onde vamos morar, estamos esperando uma resposta do housing da UBC para começar a procurar aps.

De qualquer forma, mesmo se der certo, o ap da UBC só ficará disponível dia 1ro de setembro. Além disso, sabemos que geralmente a data de entrada dos apartamentos é no primeiro dia do mês.

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Como a gente chega em Vancouver perto da meia noite, ficaria difícil ir até a casa de alguém para nos receber. Assim, nossa primeira noite será em um hotel perto do aeroporto. No dia seguinte a gente segue para um ap, alugado por 9 dias, via AirB&B.

Optamos por alugar pelo AirB&B porque a diferença de preço é absurda. É muito mais barato que hotel. Pelo menos nesse período que a gente vai.

Pegamos um ap onde gostaríamos de morar caso o housing da UBC não de certo. É na região de Kitslano, um local que não fica tão longe da Universidade e é mais barato que a região central.

FIquei umas duas semanas pesquisando até a gente fechar com esse ap. O preço foi ótimo e o local é excelente. Para quem está procurando um local para ficar no começo vale bastante a pena o Airb&b. Para ficar mais tempo não vale, acaba saindo muito caro. É só até arrumar uma moradia mesmo. E o lado bom de alugar uma casa/ap é que tem cozinha, o que nos possibilita economizar bons $$, não precisando comer o tempo todo fora.

Ficadica =)