Sobre expectativas e realidade

HEAD_DIAADIA

Escrevo hoje para as amigas que sempre perguntam como eu estou, às que sempre ocupadas acabam não falando comigo com tanta frequência e às que acompanham de longe meus posts pensando em talvez um dia mudar de país também.

Fez 100 dias que estamos aqui em Vancouver. Poucas coisas foram como planejamos. Foram cinco anos de planos para fazer essa viagem e, honestamente, por mais que você tente antecipar imprevistos e situações a vida sempre acaba surpreendendo a gente.

Não fazia noção que a falta de sol faz tão mal. Sou catarina, tô acostumada com chuva em mais de 1/3 do ano. Achei que ia levar de letra..

Quem trabalha em home office – eu trabalho há uns sete anos – sabe como é solitária a nossa jornada. Não tem colega contando novidades do final de semana, não com quem compartilhar risadas e problemas do dia a dia, não tem amigo secreto. Isso misturado com a minha introspecção, a falta de sol, a chuva constante, uma tese para escrever, roteiros para criar e, principalmente, falta de quem amamos, é foda. É não ter para onde ir/fugir quando tá chovendo (o tempo todo). É ver que a vida por aí segue e a nossa por aqui se afasta cada dia mais um pouquinho. É passar dias e dias dentro de casa pensando se os planos realmente valeram a pena. Resumo: é doido.

Hoje, depois de quase 70 dias só chovendo, fez um solão. Deu para repensar a vida com mais doçura, com mais claridade. Mudança nunca é fácil, mas mudar é imprescindível– pelo menos para mim. É importante saber que nem sempre os dias são bons e que nunca podemos nos esquecer o como somos afortunados em ter as oportunidades que temos. Só eu sei como agradeço todos os dias pelo meu companheiro de jornada,sempre aqui do meu lado.

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Enfim, o textão foi pretexto para compartilhar essa foto que me lembra que todos os desafios são válidos para chegar onde almejamos. Tem horas ruins, tem horas boas. O que vale mesmo é aproveitar nosso tempo.

Bem, fiquei os últimos 100 dias fora, resolvendo os problemas que apareciam por aqui. Mas tem gente que pratica esportes, outros cozinham, uns pintam. Minha válvula de escape desde sempre foi a escrita. Decidi retomar o trabalho por aqui e contar aos poucos como foi – e como está sendo – a minha estadia por aqui.

 

Vai que alguém lê?

 

 

 

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