Escolhendo plano de telefonia em Vancouver

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Bem, hoje vamos aprender o que é Overage!Mas antes: escolher a empresa  de telefonia no Canadá é semelhante a escolha do banco. Depende muito da sua necessidade, das suas preferências.

Para quem chega aqui sem casa, como eu mencionei antes nos posts sobre aluguel, airbnb e planejamento, é fundamental ter um número. Você vai precisar ligar para lugares para agendar visitas, mandar mensagens para confirmar vaga, enfim, é fundamental ter um número local.

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Quando chegamos não encontramos de cara nenhuma oferta interessante. Eu tinha vendido meu celular no Brasil e tinha o objetivo de comprar um novo por aqui. Não troco de celular com muita frequencia – fiquei com meu último celular  mais do que 4 anos antes de vendê-lo. Queria umbom aparelho para durar ao menos o mesmo que o último durou.

Meu marido trouxe o aparelho que ele usava no Brasil. Não era um aparelho de ponta, tinha dois anos de uso. Mas funcionava super bem e a ideia não era trocá-lo.

Como de cara eu não precisava de um celular e a gente só precisava de uma conta, pegamos um chip da Virgin. Era uma oferta com mensagem e ligações locais ilimitadas, 1g de internet, por 50 dólares. O preço estava bom na frente do resto que vimos. Era conta, mas poderíamos cancelar a qualquer momento.

Usamos bastante o celular. O problema da Virgin é que ela é uma operadora um pouco mais cara do que as outras. Como uma Claro no Brasil.

Depois de 10 dias aqui, bem quando eu comecei a sentir de fato a falta do celular, teve uma promoção na Best Buy Mobile, em que o Iphone 6S estava “grátis” na conta por dois anos. Na verdade não é bem de graça, você dilui o preço do telefone em 24x, o tempo que você assina o contrato. Se eu quiser cancelar, pago o restante do celular e é isso aí.

Para conseguir o telefone assim, tinha que fechar o contrato com a Telus. Eu pagaria $90 por mês e teria direito ao telefone novo, mensagem e ligações locais ilimitadas e 2g de internet.

Acho que cabe dizer aqui que internet é BEM caro. 1g de internet chega a custar 30 dólares! E se você usa além da cota pode chegar a 100 dólares! É tenso. Depois que encerramos com a Virgin pagamos 30 dólares por 0.2 giga a mais do que o que tínhamos fechado com a empresa. Aqui eles chamam isso de overage.

Um plano na Telus, igual ao qual peguei, sem celular, sairia por C$60. Com um celular antigo, sairia por C$70 a C$80. Como eu sei como cuido do celular e quanto tempo um aparelho dura para mim,achei que valia pagar os C$90.

Acabamos optando por dar um update no celular do meu marido tb. Ele pegou um plano com o último sansung (não é o que explode=) pelo mesmo valor. Como a Telus faz desconto para cada item com eles que você compra, nossa conta ficou em C$175, com os dois celulares novos.

Eu poderia ter pego um plano mais modesto? Bem, eu realmente uso os 2g de internet que me passaram. E aqui no canadá tem uma coisa meio louca – se você recebe mensagem e ligações, você paga por isso. Isso quer dizer que se eu comprei um plano que tenho direito a 60 minutos de ligação e eu liguei 10, mas recebi 70 minutos de chamadas de outras pessoas, eu vou ter que pagar esses 20 minutos a mais (e todo overage é muito caro).

Daí vem a necessidade de um plano de mensagem e de ligação local ilimitada. Eu não peguei de ligação para o resto do Canadá pq não utilizaria. Em compensação, eu não posso atender números que sejam diferentes da região que moro, se não eu pago horrores. No inicio parece estranho, mas depois a gente se habitua.

Vale a pena pré-pago?

Para mim não valia. O pré pago custava 60 dólares, com 0.5g de internet e ligações locais e mensagens ilimitadas. A promoção da Virgin era mais barata.

O serviço é bom?

É ótimo! Nunca falhou uma ligação minha. No Brasil eu tive que sair da TIM pq não conseguia ligar para pessoas da minha casa. Na vivo eu até conseguia, mas caia o tempo todo, falhava horrores. A internet era péssima… O serviço no Brasil é muito ruim. O daqui é absurdamente melhor.

E a internet?

Nunca deixava 3g ligada no Brasil para não esgotar meu plano. Aqui eu tô sempre com a 4G ligada, sempre funciona bem e o meu plano dá para usar tranquilamente. Eu posso usar meu spotfy quando saio para correr, postar fotos, falar com o pessoal pelo whats e até ligar pelo skype sem problema algum. (mas no fim do mês sempre chegamos em 95% da nossa cota de intenet. Não falta, mas tb não sobra!)

 

 

Procurando apartamento em Vancouver (parte 1)

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Como eu contei em uns posts passados, eu esperava ter ficado nos apartamentos para alunos da UBC. Mas não deu certo. Fiquei numa lista de espera enorme e só me chamaram dois meses depois que a gente já estava alojado por aqui. Por que estou contando isso? Porque agradeço não ter ficado por lá. O alojamento da UBC – teríamos um ap individual, só nosso – é completamente fora de mão para o resto da cidade. Fica na pqp. Tem transporte público, mas para nós seria horrível ficar por lá.

 

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(breve pausa na busca por um lugarzinho para chamar de nosso)

Quando eu fiz as pesquisas ainda do Brasil, achei que seria tranquilão morar na UBC. Só chegando aqui e vendo como era a dinâmica da cidade que eu vi como seria ruim ficar por lá. Aqui entra meu primeiro alerta: alugar uma casa por um ano ou mais em um local que você não conhece é bastante complicado. No último post, sobre air bnb, eu falo de empresas que alugam ap por você, para quando você chegar no Canadá já ir direto para a sua casa. Como eu disse lá, o serviço parace prático, mas é um tanto desnecessário em diversos casos. É preciso analisar bem se vale a pena para você.

Se você é mais perfeccionista, exigente, etc, eu realmente não recomendo que você chegue aqui com a casa alugada. Claro que existem exceções, mas a chance de você pegar um lugar que não curta tanto é grande. Nós alugamos o nosso ap dois dias antes do nosso air bnb vencer. Estávamos há uma semana na cidade. Na hora a localização pareceu ser amazing. Hoje a gente quer mudar de lugar assim que tivermos uma oportunidade.

Isso que a gente já tinha conhecido a cidade, sabia dos ônibus, nas distâncias. Mas tem coisa que só o dia a dia na cidade vai fazer você aprender. Na minha próxima casa eu quero morar perto do skytrain (metro). Aqui a gente precisa pegar um ônibus para ir até o trem. No começo parece tranquilo, mas depois, quando você precisa fazer compras no mercado, chegar rápido em um compromisso, entre tantos outros, você começa a perceber a diferença. (Sobre transporte público devo fazer um post bem em breve com mais detalhes).

Eu acho fundamental estar na cidade para decidir o local. Mas sei bem que o bolso às vezes não tem como aguentar a nossa liberdade de escolha, então optamos pelo mais barato dentro da grande visão.

Então antes de contar efetivamente como foi a nossa busca, sugiro que você pense em alguns fatores que podem influenciar na sua escolha:

Você sabe onde vai trabalhar e estudar? Sabe a frequencia?

Isso ajuda bastante a definir o lugar. Eu pego apenas um ônibus para UBC, fato que me ajudou na escolha. Mas não sabia que o ônibus era tão demorado (1h a 1h30). Eu vi no google maps, mas lá tá por volta de uma hora. Raramente eu levei uma hora para chegar até UBC.  Quando escolhi aqui, foi o lugar mais próximo da UBC que conseguimos pagar. Naquela época queria ficar mais próximo da Universidade por pensar que iria ao menos 3x por semana para lá.

Mais para frente eu descobri que as minhas expectativas enquanto a universidade  acabaram não ocorrendo e acabo me descolando até lá apenas uma vez por semana. Nos outros dias eu trabalho de casa, afinal, se eu fosse até lá eu ficaria sozinha em uma biblioteca. Então para mim é bem mais proveitoso ficar sozinha no meu home office, sem barulho, bem mais aconchegante e sem perder 3 horas de deslocamento por dia. Se eu soubesse que não teria outros compromissos na UBC, eu teria escolhido um lugar mais longe (ou com mais trocas de ônibus), mas que fosse melhor e mais barato.

Por isso, saber exatamente o que você vai fazer, pode ajudar na escolha. (Farei um post contando melhor sobre as expectativas com o sanduíche e a realidade que encontrei).

Craigslist salva

Uma semana antes de sair do Brasil já veja diariamente, multiplas vezes, o que está saindo no Craigslist.É bom pra controlar preços e demanda.

Dependendo do caso você já pode agendar visitas. Alguns lugares que a gente ligou quando chegou só tinha visita disponível uma semana, cinco dias depois. Vale a pena ver tudo isso.

Só não pague NADA antes de estar aqui e ver o ap. Scam é muito comum por lá.

Tenha dinheiro ou comprovante de dinheiro em mãos

Teve lugar aqui que queria que a gente apresentasse seis meses de aluguel para comprovar que a gente tinha como pagar. SEIS MESES! Teve outros que algumas pessoas ofereciam adiantar três meses de aluguel para garantir o Ap. Por via de dúvidas, traga um pouco mais que duas ou três vezes o valor do aluguel que pretende pagar, assim você também pode oferecer essa vantagem. (Não esqueça do depósito que você sempre precisa pagar e geralmente é metade do valor do aluguel).

Para quem vem alugar um quarto

Até agora só falei do nosso caso, de casal que veio alugar um ap. Mas tem muita gente – inclusive casais – que ficam em quartos alugados dentro de casas de repúblicas ou até bedstays.  Para morar com outras pessoas tem várias comunidades de facebook que podem auxiliar na escolha. Não recomendo que feche a estadia ainda no Brasil, mas com certeza dá para começar um diálogo e agendar uma visita ainda por aí. No caso dos bedstays você geralmente fecha com agências ainda no Brasil e chega já com o seu cantinho pronto.

Arrume uma linha telefônica assim que chegar

Você pode arrumar apenas um chip ou fazer uma linha. O importante é ter um número daqui para ligar para os contatos e mandar mensagens para verificar a disponibilidade dos aps. A gente só coneguiu efetivamente começar a busca por aps por aqui depois de ter nosso número.

Aqui eu explico o caminho das trevas de quando você muda de país (o que precisa ser feito antes, o que vem em sequencia…) Leia isso antes para saber o que você precisa para ter um telefone por aqui.

Boa sorte e até o próximo post também sobre aluguel!

Fazendo o Sin Number no Canadá

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Num dos meus últimos posts eu falo sobre a ordem das coisas que eu precisava fazer no Canadá assim que chegasse.

Hoje, enfim, retorno a esta lista com a primeira tarefa: Sin Number.

Chegamos no Canadá em uma quarta-feira, uma da manhã, com um fuso horário de quatro horas (ou seja, no Brasil era 5h). Confesso que a gente ainda estava bobo com a viagem de 38 horas, mas no mesmo dia fomos pegar nosso sin number e fazer nossa conta do banco.

Essa ali embaixo sou eu, descendo a rua da nossa casa provisória em direção ao centro. Note que estava calor (era na última semana de agosto).

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Então vamos a saga do SIN.

Levamos nosso passaporte e a carta que recebemos ao desembarcar. Conto aqui, sobre o desembarque e sobre essa tal carta.

Fomos há um Sevice Center no Canadá, avisamos que tínhamos acabado de chegar e precisávamos do SIN. Eles nos atenderam na hora e em menos de 20 minutos a gente já estava com o número. Foi muito tranquilo, não pegamos fila alguma e fomos super bem atendidos.

Agora vem a pergunta importante: Precisava ser no mesmo dia?

Bem, acho bom analisar de duas formas…

Como nós não trouxemos uma quantidade grande de dinheiro em espécie, a gente precisava abrir a nossa conta o quanto antes para transferir dinheiro para cá. Sem o dinheiro a gente não conseguiria alugar uma casa. Chegamos no dia 24/08 e precisavamos de uma casa para dia 1/9. Sendo assim, cada dia contava e era necessário sim.

Se a gente tivesse trazido dinheiro em espécie, se tivesse já uma casa alugada, tivesse mais de três semanas para achar um ap ou histórico de crédito no país, a gente não precisaria.

Então minha dica é: se você tem algum desses últimos quatro fatores listados, fique tranquila, não precisa apressar nada. Agora se veio em condições parecidas com a minha – CORRE, FILHA, QUE O TEMPO É POUCO!

No próximo post eu falo sobre a escolha e alguns dramas do Banco Canadense.

Chegada no Canadá – como foi?

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Foram muitas horas e horas de vôo.

Embarcamos no aeroporto na segunda-feira, perto da uma da tarde. Nosso vôo saiu perto das três.

Chegamos em São Paulo. Esperamos até perto da meia noite.

Chegamos pela manhã em NY. Desembarcamos, recolhemos as nossas malas, passamos pela imigração. Fizemos o check-in para o próximo voo, colocamos as malas na esteira e partimos para LAX. (Vale a pena dizer que era um Voo da Delta que compramos pq dizia ser direto SP-LAX. Como vcs podem ver, não foi direto.)

Esperamos quase 10 horas em LA até pegármos o voo para Vancouver.

Chegamos em Vancouver 00:01 de quarta-feira (quatro horas da manhã, no Brasil).

Pegamos as nossas malas, passamos pelo guardinha. Ele perguntou o que a gente tava fazendo no Canadá, falei que era a estudo (eu) e trabalho (marido). Ele nos deu boas vindas e pediu para a gente ir até uma outra sala da imigração.

Fomos lá, entramos em uma pequena fila (tinha outros dois casais esperando). O outro oficial nos atendeu, pegou nossos documentos (passaporte e carta de aceite) e pediu para a gente esperar. Uns 15, 20 minutos depois ele voltou com nossos passaportes e com a Poe Letter (uma carta que especifica mais detalhadamente o que a gente pode fazer no país e sempre que saírmos do Canadá precisamos levá-la junto conosco. Ela tb é necessária para tirar o sin e para tirar o bcid).

Assim, com todo o processo, levamos cerca de uma hora.

Eu tava tensíssima pensando se encontraria um taxi naquele horário que levasse nossas quatro malas gigantes. No fim, tinham MUITOS taxis disponíveis, foi uma preocupação desnecessária. Pelo o que eu vi, não tem pq  marcar transfers caríssimos… O preço do taxi é tabelado e tem vários a disposição (mesmo em horários ruins, como no nosso caso).

Em resumo, a imigração foi bem simples. Ainda bem, pq a gente estava literalmente dormindo em pé. O cansaço é uma coisa absurda. Acho que a ansiedade, a tensão, colaboram demais para tudo ser mais cansativo. Então tentem relaxar e se preparem físicamente para aguetar o tranco!

Nos próximos posts eu começo a falar sobre os processos de chegada, listados aqui.

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(muito café – ou no meu caso chá – para ficar acordada na maratona da viagem)

Seguro saúde é necessário no Canadá?

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Na maioria das vezes – SIM!

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Bem, vou explicar melhor. Quando você vai com visto de turista, é sempre importante ter um seguro. Se você nunca ouviu falar das contas gigantescas de pessoas que ficaram doentes nas férias sem ter seguro, é bom se informar. A não ser que você nade em dinheiro, não vai querer que aconteça isso com você.

Agora vamos ao importante – se você vai com visto de estudante ou de trabalho, precisa de seguro? Quase sempre sim. Em várias províncias – como em British Columbia – há um período de carência até que você entre no sistema de saúde canadense. Eles recomendam que você faça um seguro por pelo menos três meses, o tempo de vigência do “SUS” do Canadá.

Têm províncias (Ontário e Alberta, se não me engano) onde isso não é necessário. MAS SE INFORME MELHOR com pessoas dessas províncias, ok?

A University of British Columbia já manda automaticamente uma fatura do seguro saúde desses três meses. O valor: C$180. Como eu vou com o meu marido, já solicitei uma extensão para ele também (também é C$180).

Até aí, tudo tranquilo. Mas na verdade, tive uma dor de cabeça bem grande. Infelizmente só dá pra pagar a taxa do seguro da UBC por transferência bancária e digamos que a transição de uma conta corrente brasileira para uma conta de pessoa jurídica no exterior não deu muito certo com o Banco do Brasil… Bem, conto mais detalhes no próximo post. O importante é saber que no fim tudo se “resolveu”.

Por último: Em um post futuro vou falar sobre o sistema de saúde no Canadá. However,  já adianto – quem acha que é de graça em todos lugares está errado. Nós, em British Columbia, vamos ter que pagar mensalmente um valor para o governo canadense. Em breve, mais detalhes.

Por enquanto, that’s all folks!

 

Quais procurações fazer antes de deixar o Brasil?

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Ah, viagens. Aquele momento que você foge de burocracias! #sóquenão

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Bem, é sempre recomendado que você deixe alguém juridicamente responsável por você quando for passar algum tempo fora.

Você pode deixar alguém responsável pelos seus bens, pelas suas contas, por decisões envolvendo a sua saúde. Mas uma das funções mais importantes e fundamentais é deixar alguém responsável pelo seu banco.

Muitas funções só podem ser feitas pessoalmente por lá. Uma delas é a transferência de valores para uma conta no exterior. E o que acontece se você tá lá fora, não deixou uma procuração com alguém e precisa transferir dinheiro pelo seu banco? Se arrepende.

Um fato bem complicado que me explicaram no Banco do Brasil é que se você movimenta a sua conta fora do Brasil é bem provável que ela seja bloqueada diversas vezes. Para desbloquear, alguém precisa ir até a sua agência no Brasil e cadastrar uma nova senha. Daí você pode se perguntar “Mas eu não tenho como resolver sem ser pessoalmente ou com algum responsável pela minha conta?” Não! Se a sua conta do BB ficar bloqueada, você só poderá desbloquear pessoalmente (ou com alguém que tenha uma procuração sua). Não tem internet ou 0800 que resolva. É só em pessoa!

Já pensou se você não tem um responsável? Como fica? Questionei pessoas no Banco do Brasil e a resposta foi “Não teria o que fazer. A pessoa ficaria sem acesso a conta“. É mole?

Tem vários procedimentos que o BB só autoriza pessoalmente. E se você manda uma outra pessoa, ela precisa ter  uma procuração específica para responder por você no banco. Nem a procuração de plenos poderes resolve, viu? Precisa ser uma que tenha o número da conta, agência, entre outras informações.

Fui a um cartório perto da UFSC e eles já tinham o modelo prontinho para estudantes/professores que vão para fora do país. A procuração permite, entre várias coisas, que meu representante faça transferências em meu nome. A belezinha custou 48 reais.

Sugiro que você visite um cartório perto de sua Universidade, provavelmente eles já tiveram casos parecidos e devem ter um modelo pronto.

Já fui no Banco do Brasil e cadastrei a procuração, assim meu representante não precisa levar ela toda vez que foi até lá.

Fica a dica: não viaje sem fazer a tal procuração. Você nunca sabe quando pode precisar =).

As bolsas para doutorado sanduíche voltaram!

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Pessoal, estava devendo aqui um post sobre a volta das bolsas para doutorado sanduíche. O sistema da Capes reabriu, permitindo novas aplicações – para quem está por fora, tava tudo parado desde abril de 2015.

 

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Quer saber como funciona? Tem um post aqui explicando o sistema Capes e outro aqui o CNPQ (que nesse momento, julho de 2016, está fechado ainda).

MAAAAS tem mais.

Algumas regras novas surgiram, é bom prestar atenção.

A primeira delas que tá dando o que falar é a necessidade da qualificação. Bem, eu tenho uma opinião bem forte sobre isso. Galerê, qualificar é o MÍNIMO para uma pessoa sair do nosso país recebendo por isso. Pense bem. A pessoa ganha uma puta bolsa (sim, parece pouco, mas pare para pensar o que isso representa no país em que vivemos), o MÍNIMO que o governo precisa ter certeza é que a sua pesquisa é válida. Se não, a pessoa pode ganhar a bolsa e ter uma pesquisa ruim, sem nexo, mal desenvolvida e lá se foi $$$$ pelos ares, investidos em uma pessoa que não estava preparada para tal.

Daí você pode dizer “ah, mas para que cursar todas as disciplinas antes de partir?” Bem, pense assim. Quando você termina seus créditos na sua Universidade, isso quer dizer que você teoricamente que esgotou todas as possibilidades de conhecimento na instituição brasileira, que aproveitou tudo que era necessário dentro das disciplinas (ou pelo menos espera-se). Assim, você estará com o seu máximo potencial para aproveitar tudo que a universidade gringa pode te oferecer.

O outro porém é que a seleção só é válida para quem viaja de Março a Outubro de 2017. Quem queria partir esse ano, em poucas palavras, se FU… só ano que vem. Mas pelo menos abriu, vamos ser positivos.

Então, pense bem antes de reclamar por causa da qualificação. Novamente: o mínimo que se espera de um estudante que quer ser patrocinado pelo governo é que sua pesquisa tenha validade e que ele esteja na melhor forma para aproveitar realmente o tempo fora.

É difícil qualificar? PRA CARALHO. Mas, confie em mim, não é NADA que você não consiga fazer com PLANEJAMENTO. Eu trabalhava 60 horas por semana nos primeiros anos do meu doutorado e consegui terminar todas as matérias com A e qualificar. Foi fácil? óbvio que não. Mas se eu não tivesse planejado eu não tinha conseguido. Planeje, trabalhe e alcance seus objetivos. A academia é difícil, mas não é impossível.

E aí? Bora se inscrever? Acessa lá o site da capes.

ATUALIZAÇÃO:

Aparentemente a exigência da qualificação foi revogada. É bom verificar entrando em contato com a Capes se continua ou não de pé. Mas a minha opinião ainda é a mesma: qualifique antes de viajar, meu povo. É melhor pra todo mund0 – principalmente para você.