Escolhendo plano de telefonia em Vancouver

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Bem, hoje vamos aprender o que é Overage!Mas antes: escolher a empresa  de telefonia no Canadá é semelhante a escolha do banco. Depende muito da sua necessidade, das suas preferências.

Para quem chega aqui sem casa, como eu mencionei antes nos posts sobre aluguel, airbnb e planejamento, é fundamental ter um número. Você vai precisar ligar para lugares para agendar visitas, mandar mensagens para confirmar vaga, enfim, é fundamental ter um número local.

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Quando chegamos não encontramos de cara nenhuma oferta interessante. Eu tinha vendido meu celular no Brasil e tinha o objetivo de comprar um novo por aqui. Não troco de celular com muita frequencia – fiquei com meu último celular  mais do que 4 anos antes de vendê-lo. Queria umbom aparelho para durar ao menos o mesmo que o último durou.

Meu marido trouxe o aparelho que ele usava no Brasil. Não era um aparelho de ponta, tinha dois anos de uso. Mas funcionava super bem e a ideia não era trocá-lo.

Como de cara eu não precisava de um celular e a gente só precisava de uma conta, pegamos um chip da Virgin. Era uma oferta com mensagem e ligações locais ilimitadas, 1g de internet, por 50 dólares. O preço estava bom na frente do resto que vimos. Era conta, mas poderíamos cancelar a qualquer momento.

Usamos bastante o celular. O problema da Virgin é que ela é uma operadora um pouco mais cara do que as outras. Como uma Claro no Brasil.

Depois de 10 dias aqui, bem quando eu comecei a sentir de fato a falta do celular, teve uma promoção na Best Buy Mobile, em que o Iphone 6S estava “grátis” na conta por dois anos. Na verdade não é bem de graça, você dilui o preço do telefone em 24x, o tempo que você assina o contrato. Se eu quiser cancelar, pago o restante do celular e é isso aí.

Para conseguir o telefone assim, tinha que fechar o contrato com a Telus. Eu pagaria $90 por mês e teria direito ao telefone novo, mensagem e ligações locais ilimitadas e 2g de internet.

Acho que cabe dizer aqui que internet é BEM caro. 1g de internet chega a custar 30 dólares! E se você usa além da cota pode chegar a 100 dólares! É tenso. Depois que encerramos com a Virgin pagamos 30 dólares por 0.2 giga a mais do que o que tínhamos fechado com a empresa. Aqui eles chamam isso de overage.

Um plano na Telus, igual ao qual peguei, sem celular, sairia por C$60. Com um celular antigo, sairia por C$70 a C$80. Como eu sei como cuido do celular e quanto tempo um aparelho dura para mim,achei que valia pagar os C$90.

Acabamos optando por dar um update no celular do meu marido tb. Ele pegou um plano com o último sansung (não é o que explode=) pelo mesmo valor. Como a Telus faz desconto para cada item com eles que você compra, nossa conta ficou em C$175, com os dois celulares novos.

Eu poderia ter pego um plano mais modesto? Bem, eu realmente uso os 2g de internet que me passaram. E aqui no canadá tem uma coisa meio louca – se você recebe mensagem e ligações, você paga por isso. Isso quer dizer que se eu comprei um plano que tenho direito a 60 minutos de ligação e eu liguei 10, mas recebi 70 minutos de chamadas de outras pessoas, eu vou ter que pagar esses 20 minutos a mais (e todo overage é muito caro).

Daí vem a necessidade de um plano de mensagem e de ligação local ilimitada. Eu não peguei de ligação para o resto do Canadá pq não utilizaria. Em compensação, eu não posso atender números que sejam diferentes da região que moro, se não eu pago horrores. No inicio parece estranho, mas depois a gente se habitua.

Vale a pena pré-pago?

Para mim não valia. O pré pago custava 60 dólares, com 0.5g de internet e ligações locais e mensagens ilimitadas. A promoção da Virgin era mais barata.

O serviço é bom?

É ótimo! Nunca falhou uma ligação minha. No Brasil eu tive que sair da TIM pq não conseguia ligar para pessoas da minha casa. Na vivo eu até conseguia, mas caia o tempo todo, falhava horrores. A internet era péssima… O serviço no Brasil é muito ruim. O daqui é absurdamente melhor.

E a internet?

Nunca deixava 3g ligada no Brasil para não esgotar meu plano. Aqui eu tô sempre com a 4G ligada, sempre funciona bem e o meu plano dá para usar tranquilamente. Eu posso usar meu spotfy quando saio para correr, postar fotos, falar com o pessoal pelo whats e até ligar pelo skype sem problema algum. (mas no fim do mês sempre chegamos em 95% da nossa cota de intenet. Não falta, mas tb não sobra!)

 

 

Procurando apartamento em Vancouver (parte 1)

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Como eu contei em uns posts passados, eu esperava ter ficado nos apartamentos para alunos da UBC. Mas não deu certo. Fiquei numa lista de espera enorme e só me chamaram dois meses depois que a gente já estava alojado por aqui. Por que estou contando isso? Porque agradeço não ter ficado por lá. O alojamento da UBC – teríamos um ap individual, só nosso – é completamente fora de mão para o resto da cidade. Fica na pqp. Tem transporte público, mas para nós seria horrível ficar por lá.

 

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(breve pausa na busca por um lugarzinho para chamar de nosso)

Quando eu fiz as pesquisas ainda do Brasil, achei que seria tranquilão morar na UBC. Só chegando aqui e vendo como era a dinâmica da cidade que eu vi como seria ruim ficar por lá. Aqui entra meu primeiro alerta: alugar uma casa por um ano ou mais em um local que você não conhece é bastante complicado. No último post, sobre air bnb, eu falo de empresas que alugam ap por você, para quando você chegar no Canadá já ir direto para a sua casa. Como eu disse lá, o serviço parace prático, mas é um tanto desnecessário em diversos casos. É preciso analisar bem se vale a pena para você.

Se você é mais perfeccionista, exigente, etc, eu realmente não recomendo que você chegue aqui com a casa alugada. Claro que existem exceções, mas a chance de você pegar um lugar que não curta tanto é grande. Nós alugamos o nosso ap dois dias antes do nosso air bnb vencer. Estávamos há uma semana na cidade. Na hora a localização pareceu ser amazing. Hoje a gente quer mudar de lugar assim que tivermos uma oportunidade.

Isso que a gente já tinha conhecido a cidade, sabia dos ônibus, nas distâncias. Mas tem coisa que só o dia a dia na cidade vai fazer você aprender. Na minha próxima casa eu quero morar perto do skytrain (metro). Aqui a gente precisa pegar um ônibus para ir até o trem. No começo parece tranquilo, mas depois, quando você precisa fazer compras no mercado, chegar rápido em um compromisso, entre tantos outros, você começa a perceber a diferença. (Sobre transporte público devo fazer um post bem em breve com mais detalhes).

Eu acho fundamental estar na cidade para decidir o local. Mas sei bem que o bolso às vezes não tem como aguentar a nossa liberdade de escolha, então optamos pelo mais barato dentro da grande visão.

Então antes de contar efetivamente como foi a nossa busca, sugiro que você pense em alguns fatores que podem influenciar na sua escolha:

Você sabe onde vai trabalhar e estudar? Sabe a frequencia?

Isso ajuda bastante a definir o lugar. Eu pego apenas um ônibus para UBC, fato que me ajudou na escolha. Mas não sabia que o ônibus era tão demorado (1h a 1h30). Eu vi no google maps, mas lá tá por volta de uma hora. Raramente eu levei uma hora para chegar até UBC.  Quando escolhi aqui, foi o lugar mais próximo da UBC que conseguimos pagar. Naquela época queria ficar mais próximo da Universidade por pensar que iria ao menos 3x por semana para lá.

Mais para frente eu descobri que as minhas expectativas enquanto a universidade  acabaram não ocorrendo e acabo me descolando até lá apenas uma vez por semana. Nos outros dias eu trabalho de casa, afinal, se eu fosse até lá eu ficaria sozinha em uma biblioteca. Então para mim é bem mais proveitoso ficar sozinha no meu home office, sem barulho, bem mais aconchegante e sem perder 3 horas de deslocamento por dia. Se eu soubesse que não teria outros compromissos na UBC, eu teria escolhido um lugar mais longe (ou com mais trocas de ônibus), mas que fosse melhor e mais barato.

Por isso, saber exatamente o que você vai fazer, pode ajudar na escolha. (Farei um post contando melhor sobre as expectativas com o sanduíche e a realidade que encontrei).

Craigslist salva

Uma semana antes de sair do Brasil já veja diariamente, multiplas vezes, o que está saindo no Craigslist.É bom pra controlar preços e demanda.

Dependendo do caso você já pode agendar visitas. Alguns lugares que a gente ligou quando chegou só tinha visita disponível uma semana, cinco dias depois. Vale a pena ver tudo isso.

Só não pague NADA antes de estar aqui e ver o ap. Scam é muito comum por lá.

Tenha dinheiro ou comprovante de dinheiro em mãos

Teve lugar aqui que queria que a gente apresentasse seis meses de aluguel para comprovar que a gente tinha como pagar. SEIS MESES! Teve outros que algumas pessoas ofereciam adiantar três meses de aluguel para garantir o Ap. Por via de dúvidas, traga um pouco mais que duas ou três vezes o valor do aluguel que pretende pagar, assim você também pode oferecer essa vantagem. (Não esqueça do depósito que você sempre precisa pagar e geralmente é metade do valor do aluguel).

Para quem vem alugar um quarto

Até agora só falei do nosso caso, de casal que veio alugar um ap. Mas tem muita gente – inclusive casais – que ficam em quartos alugados dentro de casas de repúblicas ou até bedstays.  Para morar com outras pessoas tem várias comunidades de facebook que podem auxiliar na escolha. Não recomendo que feche a estadia ainda no Brasil, mas com certeza dá para começar um diálogo e agendar uma visita ainda por aí. No caso dos bedstays você geralmente fecha com agências ainda no Brasil e chega já com o seu cantinho pronto.

Arrume uma linha telefônica assim que chegar

Você pode arrumar apenas um chip ou fazer uma linha. O importante é ter um número daqui para ligar para os contatos e mandar mensagens para verificar a disponibilidade dos aps. A gente só coneguiu efetivamente começar a busca por aps por aqui depois de ter nosso número.

Aqui eu explico o caminho das trevas de quando você muda de país (o que precisa ser feito antes, o que vem em sequencia…) Leia isso antes para saber o que você precisa para ter um telefone por aqui.

Boa sorte e até o próximo post também sobre aluguel!

É hoje!

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Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.

Sonhe (Clarice Lispector)

Criei esse post com o título “É hoje” há três meses, quando eu comecei a fazer a contagem regressiva de 10 em 10 dias. Só tive coragem de começar a escrever algo aqui, hoje, a poucas horas da viagem.

Bem, como descrever um momento assim? Em que algo que você planejou há anos está prestes a acontecer. Não tenho filho, mas já casei, noivei, qualifiquei no doutorado, fui aprovada para o mestrado e depois o doutorado, me formei, virei mestre, ganhei edital, estreiei filme, ganhei prêmios de reconhecimento pelo meu trabalho, passei em concurso público… Posso dizer do fundo do coração que já vivenciei muitos momentos emocionantes, tanto profissionalmente como de cunho pessoal.

Por mais que cada feito tenha o seu mérito, acho que o destaque vai lá para o começo dessa timeline, na minha primeira grande conquista. Depois de dois anos estudando feito louca, passei no vestibular do melhor e mais concorrido curso de jornalismo do país – simplesmente porque eu teimava que tinha que fazer o melhor de todos. Como estudei a vida toda em escola pública me deparei com quilos de matérias e conteúdos que eu nunca tinha visto na vida. Não parei de estudar e não desisti depois de não passar nas provas. Tudo por acreditar que o futuro que eu queria construir para mim dependia daquela aprovação.

Foi uma grande construção (e várias pequenas desconstruções) para chegar até aqui. Hoje penso que a espera desse dia bate todas os outras, talvez por ser o resultado de tanto trabalho acumulado e –  ainda por cima  – ter base em uma expectativa bem mais antiga.

Vou contextualizar: contei aqui que eu morei com meus pais nos EUA quando criança. Meu pai fazia o doutorado sanduíche e levou a família junto. Lembro que a volta pro Brasil foi meio traumática. Eu tinha bem mais amigos nos EUA, morava perto de tudo (no brasil eu morava na pqp), tinha mais brinquedos e principalmente: meus pais e eu éramos bem mais felizes por lá. Voltei tendo certeza que um dia eu voltaria a morar fora e que viveria aquela intensidade novamente.

Desde cedo, quando decidi ser escritora, eu queria morar fora. Até na adolescência, quando eu tive uma banda e achava que ia viver de música, eu sabia que moraria fora. Hoje, escritora/cineasta/jornalista/professora/pesquisadora/#mevironos30, fico feliz porque finalmente o dia chegou.

Para os que pensam: Mas será que eu consigo? Será que eu vou ter apoio? Será que eu tenho coragem?

Eu não tive indicação para conseguir o convite da professora da University of British Columbia. Não entrei nem no doutorado nem no mestrado conhecendo sequer um professor dos cursos. Minha orientadora do mestrado virou minha orientadora cinco meses antes do dia da minha defesa, até aquele momento eu tinha me virado completamente sozinha. No doutorado fiquei o primeiro ano sem orientação também.

A única coisa que eu pensei que era garantida em todo processo eram as bolsas do sanduíche. E o que aconteceu? Elas ficaram indisponíveis bem no semestre que eu podia tentar. Karma? Talvez. Acredito mesmo é que todos os obstáculos são oportunidades para a gente se superar. Sempre existe uma alternativa, às vezes a gente desanima e é difícil enxergar, mas cave um pouquinho mais que a oportunidade vai aparecer.

Digo com orgulho que consegui chegar aqui no suor e com muito, mas muito trabalho. Também tive um tanto de sorte e essa sorte tem nome: minha família. Eles sempre me apóiam, foram um verdadeiro porto seguro para quando eu achava que tudo estava desabando. Imagino que sem eles seria infinitamente mais difícil seguir em frente…

Desabafo aqui com esperança de que meu relato emocionado possa incentivar alguém por aí a não desistir dos seus sonhos. Mesmo daqueles que você se questionou milhares de vezes se realmente conseguiria alcançar. Com persistência, amor e trabalho você pode conseguir. Apenas não desista. 

Agora… chega logo, Canadá!

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(Essa fotinho é na Universidade de Toronto, em 2013, na minha lua de mel. Fomos para o Canadá e pela primeira vez descobrimos o quão incrível esse país era. Saímos de lá com a maior sensação que um dia a gente ainda ia morar por lá. E não é que estávamos certos?)

Seguro saúde é necessário no Canadá?

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Na maioria das vezes – SIM!

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Bem, vou explicar melhor. Quando você vai com visto de turista, é sempre importante ter um seguro. Se você nunca ouviu falar das contas gigantescas de pessoas que ficaram doentes nas férias sem ter seguro, é bom se informar. A não ser que você nade em dinheiro, não vai querer que aconteça isso com você.

Agora vamos ao importante – se você vai com visto de estudante ou de trabalho, precisa de seguro? Quase sempre sim. Em várias províncias – como em British Columbia – há um período de carência até que você entre no sistema de saúde canadense. Eles recomendam que você faça um seguro por pelo menos três meses, o tempo de vigência do “SUS” do Canadá.

Têm províncias (Ontário e Alberta, se não me engano) onde isso não é necessário. MAS SE INFORME MELHOR com pessoas dessas províncias, ok?

A University of British Columbia já manda automaticamente uma fatura do seguro saúde desses três meses. O valor: C$180. Como eu vou com o meu marido, já solicitei uma extensão para ele também (também é C$180).

Até aí, tudo tranquilo. Mas na verdade, tive uma dor de cabeça bem grande. Infelizmente só dá pra pagar a taxa do seguro da UBC por transferência bancária e digamos que a transição de uma conta corrente brasileira para uma conta de pessoa jurídica no exterior não deu muito certo com o Banco do Brasil… Bem, conto mais detalhes no próximo post. O importante é saber que no fim tudo se “resolveu”.

Por último: Em um post futuro vou falar sobre o sistema de saúde no Canadá. However,  já adianto – quem acha que é de graça em todos lugares está errado. Nós, em British Columbia, vamos ter que pagar mensalmente um valor para o governo canadense. Em breve, mais detalhes.

Por enquanto, that’s all folks!

 

Melhores Vlogs para planejar a ida para o Canadá

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Captura de tela 2016-07-04 às 17.48.56Youtube é um santo remédio para quem está tenso procurando informações sobre lugares diferentes. Você consegue achar vídeos super interessantes de pessoas que moram no lugar ou que viajaram para o lugar falando de despesas, diversão, comprar, comida, estilo de vida, leis… A lista não acaba.

Já fiz um post pro blog falando dos meus vlogs favoritos sobre o Canadá. Hoje eu vou falar de vídeos específicos que me ajudaram muito no planejamento.

CUSTO DE VIDA:

Já falei antes que o Mais ao Norte é um dos meus canais favoritos. Esse vídeo em particular é ótimo para quem quer calcular os custos de morar por lá. Os meninos são super conscientes e fazem um relato muito bom sobre os gastos para um casal no Canadá.

 

O QUE LEVAR:

Eu adoro o canal da Amanda. Tem vários vídeos bem legais, ela é bem didática e explica desde o processo dela de imigração até o que ela compra no supermercado. Para as doutorandas, mestrandas e graduandas por aí e que planejam se mudar, indico esse vídeo bem legal que ela fez sobre o que ela decidiu por na mala pro Canadá.

 

 

OS PRIMEIROS PASSOS DA CHEGADA NO CANADÁ:

A Kitty tem MUITOS vídeos que me ajudaram no planejamento da ida para o Canadá. Escolher um foi bem difícil. Mas acho que esse aqui é bem global e fácil de qualquer um – independente do curso que está fazendo – se identificar.

 

O Olá Mapple é um canal super novo, mas que também tem uns vídeos bem interessantes para quem está planejando a viagem para o Canadá. Gosto bastante desse

 

SOBRE ALUGUEL:

Tem muitos vídeos falando sobre esse tema. Tanto a Kitty, como a Amanda e até o Mais ao Norte falam sobre aluguel, airb&b, basement, etc. Escolhi um de uma vlogueira diferente das que eu falei por aqui, que faz alguns vídeos sobre Toronto bem legais.

 

 

MENÇÕES HONROSAS:

Esse vídeo da Amanda é ótimo para quem quer planejar uma mudança de verdade para o Canadá. Ela explica certinho os custos do processo de imigração deles. ATENÇÃO: esses não são os valores para quem vai por doutorado sanduíche, ok? Ela explica os valores de quem vai fazer uma faculdade por lá.

 

 

 

Nesse vídeo a Kitty mostra os documentos que precisamos apresentar para o visto (revelando os dela). É bem interessante para entender como funciona o visto para o Canadá. (e ela tem vários outros com detalhamento de como justificar grana, laços com o Brasil, carta de intenções, etc)

 

Tem família com filhos? Quer saber os gastos extras dos pequenos? A Malucas do Fala Maluca fizeram um vídeo muito legal sobre quanto uma família com filhos gasta para se manter no Canadá.

Visto para o Canadá – Documentos (parte 2)

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Continuamos com a saga do visto! No último post eu falei das comprovações financeiras. Agora falo de comprovantes de vínculo com o Brasil, o item que vai mostrar para quem avalia o seu processo que você voltará a sua terra natal.

De tudo que eu pesquisei, listo os que são mais necessários:

  • Carta de vínculo com emprego no Brasil

No caso de você sair do Brasil e ainda assim manter o emprego, é aceitável apresentar uma carta do seu chefe falando sobre o que você vai fazer fora, o que eles vão ganhar com isso, se você ainda receberá salário.

Se você foi contemplado por uma bolsa da Capes/CNPQ/Outra agência os comprovantes de contemplação valem também como vínculo e prova de renda no Brasil. Não esqueça que para um ano no Canadá é preciso comprovar cerca de $11 mil doláres canadenses para uma pessoa e $14 mil dólares canadenses para um casal (quem vai com filho adiciona cerca de $2 mil por dependente). Coloquei os valores que eu lembro de cabeça, mas para ter certeza acesse o site do CIC.

  • Carta de vínculo estudantil com Brasil

No caso de você ser aluno de alguma Universidade você pode anexar uma carta da sua coordenação sobre a sua saída condicional com a sua volta. É interessante incluir o tempo que você vai passar no Canadá, há quantos meses/anos você tá matriculada no Brasil, quanto tempo você tem para concluir o curso.
No meu caso, como sou aluna de Doutorado e vou para fora a convite de uma professora do Canadá, eu anexei quatro cartas: Uma da minha coordenação Brasileira, uma da minha orientadora Brasileira, uma da Universidade que eu vou no Canadá e uma da minha orientadora no Canadá.

  • Carta de vínculo familiar

Você tem uma filha que você precisará voltar ao Brasil para cuidar? Ou uma mãe? Ou uma avó? Anexar uma carta dessa pode ser interessante para provar que você não pretende ficar no Canadá para o resto da vida e que tem vínculos familiares com o Brasil.

Se você é casada e seu marido/esposa é importante apresentar a certidão de casamento, assim como se você tiver filhas/os é importante apresentar a certidão de nascimento (independente de te acompanharem ou não).

Last but definitely not least:

  • Carta de intenção

Quando eu contratei o serviço de despachante, perguntei umas três vezes se essa carta era necessária. Vi em diversos blogs e vlogs pessoas que viajaram falando da importância da mesma. Quem me atendeu disse que não precisava todas as vezes que eu perguntei.

No dia que eu fui entregar a documentação pessoalmente (a empresa faz pelo VAC de SP) eu a questionei mais uma vez. Daí, depois de eu insistir muito, ela decidiu confirmar ligando para um outro consultor da empresa matriz em São Paulo. Advinha o que ele disse? Que precisava.

Recomendo que mesmo que você escute a sua consultora dizendo que “não precisa, é besteira” que você faça a carta e a anexe ao processo do mesmo jeito. Se eu tivesse feito a carta de qualquer forma e levado no dia da entrega dos documentos para a empresa despachante, eu teria ganhado um tempo. Sem contar que: e se ela não tivesse ligado para outra pessoa para confirmar? E se eu não tivesse insistido perguntando sobre carta? Vai que faltasse essa informação que a carta esclareceu?

A empresa com certeza não me reembolsaria por uma falha deles. Confie em você e leve a sua documentação extra.

Só mais um desabafo – quem me atendeu também esqueceu de pedir a certidão de casamento minha e de meu marido. Acreditem se quiser… Todo o propósito do visto dele é ser vinculado ao meu e a pessoa não lembrou de pedir a certidão. Quem levou de qualquer jeito foi eu, pq eu já tinha lido bastante e sabia que era imprescindível.

Ainda sobre a carta de intenção, ela pode ser em português e pode ser uma por família/casal. Já vi marido e mulher escrevendo cartas separadas e já vi o aplicante principal escrevendo uma só (meu caso). Daí depende de cada caso. Como eu apresentei bastante documentação extra, julguei que não fosse necessário mais essa.

É fundamental falar porque você está indo para o Canadá, o que irá fazer e porque você vai voltar. Todos dizem que como – inicialmente pelo menos –  não há uma entrevista essa carta deverá ser como se você estivesse explicando para um membro do consulado suas intenções em visitar o país. Explique certinho como vai, porque vai, com quanto vai, com quem vai, e, principalmente quando volta. Não esqueça de falar da importância da viagem para você.

 

 

Visto para o Canadá – Documentos (parte 1)

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Bem, independente de fazer com uma empresa ou sozinho, você vai precisar de documentos além dos formulários que você vai preencher.

Vou passar a lista que me passaram para visto de estudante e de trabalho aberto em categorias:

Comprovantes de renda

  • Imposto de renda do ano com recibo
  • Prolabores/vencimentos/ contracheque (últimos 3 meses)
  • Carteira de Trabalho Assinada
  • Contrato social (caso seja sócio de alguma empresa)
  • Extrato conta corrente (assinado pela sua gerente e dos últimos 3 meses)
  • Extrato poupança/aplicação (assinado pela sua gerente e dos últimos 3 meses)
  • Extrato previdência privada(assinado pela sua gerente e dos últimos 3 meses)

Supondo que você é empresário: Você pode apresentar o IR da sua empresa e o contrato social.

Supondo que você é freela/autônomo: Você pode apresentar as notas fiscais dos serviços que você prestou, carta dos clientes falando dos serviços e dos preços.

Supondo que você é empregado: Você pode apresentar uma carta do empregador falando sobre quanto você recebe, quanto tempo você vai ficar fora.

Supondo que você não tem emprego: Você pode apresentar uma carta de custeio de quem vai pagar pelo seu tempo no Canadá. Vale lembrar que você terá que apresentar IR, Contracheque, Extratos, dessa pessoa. Ou seja, você deverá apresentar os seus documentos comprovantes de renda e da pessoa que vai te custear também.

Detalhe: Caso você trabalhe e queria complementar ou que não tenha a renda suficiente e queira apresentar alguém que vai custear o seu tempo no Canadá, também é possível. Paitrocínio e Mãetrocínio tão valendo.