Procurando apartamento em Vancouver (parte 1)

HEAD_BURO

Como eu contei em uns posts passados, eu esperava ter ficado nos apartamentos para alunos da UBC. Mas não deu certo. Fiquei numa lista de espera enorme e só me chamaram dois meses depois que a gente já estava alojado por aqui. Por que estou contando isso? Porque agradeço não ter ficado por lá. O alojamento da UBC – teríamos um ap individual, só nosso – é completamente fora de mão para o resto da cidade. Fica na pqp. Tem transporte público, mas para nós seria horrível ficar por lá.

 

img_0355

(breve pausa na busca por um lugarzinho para chamar de nosso)

Quando eu fiz as pesquisas ainda do Brasil, achei que seria tranquilão morar na UBC. Só chegando aqui e vendo como era a dinâmica da cidade que eu vi como seria ruim ficar por lá. Aqui entra meu primeiro alerta: alugar uma casa por um ano ou mais em um local que você não conhece é bastante complicado. No último post, sobre air bnb, eu falo de empresas que alugam ap por você, para quando você chegar no Canadá já ir direto para a sua casa. Como eu disse lá, o serviço parace prático, mas é um tanto desnecessário em diversos casos. É preciso analisar bem se vale a pena para você.

Se você é mais perfeccionista, exigente, etc, eu realmente não recomendo que você chegue aqui com a casa alugada. Claro que existem exceções, mas a chance de você pegar um lugar que não curta tanto é grande. Nós alugamos o nosso ap dois dias antes do nosso air bnb vencer. Estávamos há uma semana na cidade. Na hora a localização pareceu ser amazing. Hoje a gente quer mudar de lugar assim que tivermos uma oportunidade.

Isso que a gente já tinha conhecido a cidade, sabia dos ônibus, nas distâncias. Mas tem coisa que só o dia a dia na cidade vai fazer você aprender. Na minha próxima casa eu quero morar perto do skytrain (metro). Aqui a gente precisa pegar um ônibus para ir até o trem. No começo parece tranquilo, mas depois, quando você precisa fazer compras no mercado, chegar rápido em um compromisso, entre tantos outros, você começa a perceber a diferença. (Sobre transporte público devo fazer um post bem em breve com mais detalhes).

Eu acho fundamental estar na cidade para decidir o local. Mas sei bem que o bolso às vezes não tem como aguentar a nossa liberdade de escolha, então optamos pelo mais barato dentro da grande visão.

Então antes de contar efetivamente como foi a nossa busca, sugiro que você pense em alguns fatores que podem influenciar na sua escolha:

Você sabe onde vai trabalhar e estudar? Sabe a frequencia?

Isso ajuda bastante a definir o lugar. Eu pego apenas um ônibus para UBC, fato que me ajudou na escolha. Mas não sabia que o ônibus era tão demorado (1h a 1h30). Eu vi no google maps, mas lá tá por volta de uma hora. Raramente eu levei uma hora para chegar até UBC.  Quando escolhi aqui, foi o lugar mais próximo da UBC que conseguimos pagar. Naquela época queria ficar mais próximo da Universidade por pensar que iria ao menos 3x por semana para lá.

Mais para frente eu descobri que as minhas expectativas enquanto a universidade  acabaram não ocorrendo e acabo me descolando até lá apenas uma vez por semana. Nos outros dias eu trabalho de casa, afinal, se eu fosse até lá eu ficaria sozinha em uma biblioteca. Então para mim é bem mais proveitoso ficar sozinha no meu home office, sem barulho, bem mais aconchegante e sem perder 3 horas de deslocamento por dia. Se eu soubesse que não teria outros compromissos na UBC, eu teria escolhido um lugar mais longe (ou com mais trocas de ônibus), mas que fosse melhor e mais barato.

Por isso, saber exatamente o que você vai fazer, pode ajudar na escolha. (Farei um post contando melhor sobre as expectativas com o sanduíche e a realidade que encontrei).

Craigslist salva

Uma semana antes de sair do Brasil já veja diariamente, multiplas vezes, o que está saindo no Craigslist.É bom pra controlar preços e demanda.

Dependendo do caso você já pode agendar visitas. Alguns lugares que a gente ligou quando chegou só tinha visita disponível uma semana, cinco dias depois. Vale a pena ver tudo isso.

Só não pague NADA antes de estar aqui e ver o ap. Scam é muito comum por lá.

Tenha dinheiro ou comprovante de dinheiro em mãos

Teve lugar aqui que queria que a gente apresentasse seis meses de aluguel para comprovar que a gente tinha como pagar. SEIS MESES! Teve outros que algumas pessoas ofereciam adiantar três meses de aluguel para garantir o Ap. Por via de dúvidas, traga um pouco mais que duas ou três vezes o valor do aluguel que pretende pagar, assim você também pode oferecer essa vantagem. (Não esqueça do depósito que você sempre precisa pagar e geralmente é metade do valor do aluguel).

Para quem vem alugar um quarto

Até agora só falei do nosso caso, de casal que veio alugar um ap. Mas tem muita gente – inclusive casais – que ficam em quartos alugados dentro de casas de repúblicas ou até bedstays.  Para morar com outras pessoas tem várias comunidades de facebook que podem auxiliar na escolha. Não recomendo que feche a estadia ainda no Brasil, mas com certeza dá para começar um diálogo e agendar uma visita ainda por aí. No caso dos bedstays você geralmente fecha com agências ainda no Brasil e chega já com o seu cantinho pronto.

Arrume uma linha telefônica assim que chegar

Você pode arrumar apenas um chip ou fazer uma linha. O importante é ter um número daqui para ligar para os contatos e mandar mensagens para verificar a disponibilidade dos aps. A gente só coneguiu efetivamente começar a busca por aps por aqui depois de ter nosso número.

Aqui eu explico o caminho das trevas de quando você muda de país (o que precisa ser feito antes, o que vem em sequencia…) Leia isso antes para saber o que você precisa para ter um telefone por aqui.

Boa sorte e até o próximo post também sobre aluguel!

Advertisements

Como abrir uma conta de Banco no Canadá?

HEAD_BURO

img_0837

Primeiramente, fique tranquila. É MUITO menos burocrático que qualquer coisa que você vá fazer no banco no Brasil.

A primeira coisa a fazer é ter o SIN Number. Sem ele você não abre a conta.

Você então vai até o banco, pede para abrir uma conta. Eles te levam para umas salinhas, onde alguém te atende. Uma funcionária cuidou do nosso processo. COm nosso passaporte, Poe letter e Sin Number ela abriu a conta.

Acho que uma das coisas mais chatas é que a gente tinha que pedir para ela explicar tudo novamente. Não por causa do inglês, mas pq ela falava como se a gente conhecesse bancos canadenses e como eles funcionam. E não a gente não conhecia. E não, não é igual ao Brasil. Tem muitas coisas diferentes. Me senti uma criança de 10 anos que foi ao banco pela primeira vez e ela era a tia meio grossa que não tinha muita paciência para perguntas bobas. Mas, SORRY, prefiro fazer 1000 perguntas idiotas a não saber como as coisas funcionam. Síndrome de jornalista talvez. Enfim.

Demorou quase duas horas para ela fazer tudo. Saímos de lá com o meu cartão de débito.

Outra coisa importante – para conta de estudante não há conta conjunta. Eu não sabia disso. A conta ficou só no meu nome, se eu quisesse incluir meu marido, seria uma conta diferente.

O procedimento deve ser semelhante em todos os bancos, o negócio é escolher algum que você prefira. Sobre isso, talvez eu faça um post no futuro avaliando os bancos. Posso falar que não estou 100% satisfeita com o meu banco aqui – mas tb nem sei se isso é 100% possível. Adianto que tive alguns problemas, inclusive já fizeram algumas cobranças não autorizadas/avisadas, tive que pagar por coisa que não sabia que teria que pagar e ainda por cima eles não foram  atenciosos como eu esperava.

Para resumir, escolhi o Scotia para ganhar ingressos de graça e para economizar na taxa mensal, já que ele não tem taxa para conta de estudante. No fim, não ter taxa quer dizer que você fica sem alguns serviços básicos –  você paga umas coisas absurdas como quase $60 dólares por um talão de cheques.

Ah! E o cartão para eu tirar meus ingressos gratuitos foi para um endereço errado e até agora não consegui arrumar a situação…Ou seja, o próposito inicial não foi alcançado. Paguei mais que pagaria em uma conta normal e não ganhei meus tickets. Damn.

Eu não recomento o Scotia, mas também, sendo honesta, não saberia o que recomendar.

Fazendo o Sin Number no Canadá

HEAD_BURO

Num dos meus últimos posts eu falo sobre a ordem das coisas que eu precisava fazer no Canadá assim que chegasse.

Hoje, enfim, retorno a esta lista com a primeira tarefa: Sin Number.

Chegamos no Canadá em uma quarta-feira, uma da manhã, com um fuso horário de quatro horas (ou seja, no Brasil era 5h). Confesso que a gente ainda estava bobo com a viagem de 38 horas, mas no mesmo dia fomos pegar nosso sin number e fazer nossa conta do banco.

Essa ali embaixo sou eu, descendo a rua da nossa casa provisória em direção ao centro. Note que estava calor (era na última semana de agosto).

Screen Shot 2016-09-23 at 9.25.07 AM.png

Então vamos a saga do SIN.

Levamos nosso passaporte e a carta que recebemos ao desembarcar. Conto aqui, sobre o desembarque e sobre essa tal carta.

Fomos há um Sevice Center no Canadá, avisamos que tínhamos acabado de chegar e precisávamos do SIN. Eles nos atenderam na hora e em menos de 20 minutos a gente já estava com o número. Foi muito tranquilo, não pegamos fila alguma e fomos super bem atendidos.

Agora vem a pergunta importante: Precisava ser no mesmo dia?

Bem, acho bom analisar de duas formas…

Como nós não trouxemos uma quantidade grande de dinheiro em espécie, a gente precisava abrir a nossa conta o quanto antes para transferir dinheiro para cá. Sem o dinheiro a gente não conseguiria alugar uma casa. Chegamos no dia 24/08 e precisavamos de uma casa para dia 1/9. Sendo assim, cada dia contava e era necessário sim.

Se a gente tivesse trazido dinheiro em espécie, se tivesse já uma casa alugada, tivesse mais de três semanas para achar um ap ou histórico de crédito no país, a gente não precisaria.

Então minha dica é: se você tem algum desses últimos quatro fatores listados, fique tranquila, não precisa apressar nada. Agora se veio em condições parecidas com a minha – CORRE, FILHA, QUE O TEMPO É POUCO!

No próximo post eu falo sobre a escolha e alguns dramas do Banco Canadense.

Chegada no Canadá – como foi?

HEAD_BURO

Foram muitas horas e horas de vôo.

Embarcamos no aeroporto na segunda-feira, perto da uma da tarde. Nosso vôo saiu perto das três.

Chegamos em São Paulo. Esperamos até perto da meia noite.

Chegamos pela manhã em NY. Desembarcamos, recolhemos as nossas malas, passamos pela imigração. Fizemos o check-in para o próximo voo, colocamos as malas na esteira e partimos para LAX. (Vale a pena dizer que era um Voo da Delta que compramos pq dizia ser direto SP-LAX. Como vcs podem ver, não foi direto.)

Esperamos quase 10 horas em LA até pegármos o voo para Vancouver.

Chegamos em Vancouver 00:01 de quarta-feira (quatro horas da manhã, no Brasil).

Pegamos as nossas malas, passamos pelo guardinha. Ele perguntou o que a gente tava fazendo no Canadá, falei que era a estudo (eu) e trabalho (marido). Ele nos deu boas vindas e pediu para a gente ir até uma outra sala da imigração.

Fomos lá, entramos em uma pequena fila (tinha outros dois casais esperando). O outro oficial nos atendeu, pegou nossos documentos (passaporte e carta de aceite) e pediu para a gente esperar. Uns 15, 20 minutos depois ele voltou com nossos passaportes e com a Poe Letter (uma carta que especifica mais detalhadamente o que a gente pode fazer no país e sempre que saírmos do Canadá precisamos levá-la junto conosco. Ela tb é necessária para tirar o sin e para tirar o bcid).

Assim, com todo o processo, levamos cerca de uma hora.

Eu tava tensíssima pensando se encontraria um taxi naquele horário que levasse nossas quatro malas gigantes. No fim, tinham MUITOS taxis disponíveis, foi uma preocupação desnecessária. Pelo o que eu vi, não tem pq  marcar transfers caríssimos… O preço do taxi é tabelado e tem vários a disposição (mesmo em horários ruins, como no nosso caso).

Em resumo, a imigração foi bem simples. Ainda bem, pq a gente estava literalmente dormindo em pé. O cansaço é uma coisa absurda. Acho que a ansiedade, a tensão, colaboram demais para tudo ser mais cansativo. Então tentem relaxar e se preparem físicamente para aguetar o tranco!

Nos próximos posts eu começo a falar sobre os processos de chegada, listados aqui.

Screen Shot 2016-12-09 at 4.32.39 PM.png

(muito café – ou no meu caso chá – para ficar acordada na maratona da viagem)

Primeiros passos no Canadá

HEAD_DICAS (1)

CHEGAMOS!

Bem, a essa altura já estaremos em Vancouver. Estou falando no passado por ter escrito esse post ainda no Brasil. Acredito que não vou ter tempo na chegada para escrever (nem meios, pois ainda estarei sem internet e sem computador).

IMG_9906

*fotinho ilustrativa minha em Las Vegas, não em Vancouver. Em breve fotos canadenses!

Decidi então publicar a minha listinha do que teremos que fazer assim que chegarmos a Vancouver. E olha… nesse primeiro momento, vai ter coisa pra caramba para resolver.

Hoje, quarta, é o primeiro dia que estaremos no Canadá. A chegada do nosso vôo estava prevista para terça-feira às 11 horas da noite (horário de Vancouver). Com todo o processo de imigração + bagagens, creio que chegamos no hotel por volta da uma da manhã. Soma aí que uma da manhã lá é cinco da manhã em Santa Catarina.

Quarta é um dia cheio de atividades, o primeiro capítulo da nossa chegada. Vamos lá para o que está planejado:

  • Air BnB
    • Como chegamos na madrugada, tivemos que ficar em um hotel pertinho do aeroporto. Na quarta cedinho (ou mais cedo que a gente conseguir) vamos para a casa que alugamos no Airbnb. Esse será nosso endereço provisório para conseguirmos resolver as primeiras pendências no país.
  • Fazer o SIN number
    • Esse é o CPF do Canadá. Ele é o primeiro documento canadense que nós teremos. Pelo o que pesquisei, você vai até o local onde fazem ele e na mesma hora sai já com o número. É necessário o visto, a permissão de trabalho/estudo e um endereço. Mais para frente eu farei um post sobre ele.
  • Comprar o Celular
    • Não dá pra fazer quase nada sem ter um telefone. Assim que a gente conseguir o Sin, vamos para bater perna nas lojas buscar uma boa oferta para telefonia. Também explicarei melhor como foi a escolha em breve.
  • Abrir conta no Banco
    • Para abrir a conta no banco, o que precisamos: Visto, endereço, Sin e número de Celular! Ou seja, basicamente existe uma sequência para seguir nesse primeiro momento. Pelo o que pesquisamos, é bem tranquilo o processo, assim que abrir a conta, já recebemos um cartão de débito e podemos fazer transferências do Brasil para o Canadá. Vou explicar como foi e como escolhemos o banco mais para frente.
  • Pagar seguro saúde da UBC
    • Lembram que eu falei sobre os rolos para pagar o seguro saúde da UBC nesse post e nesse post? Então, precisamos passar no HSBC e pagar o meu seguro saúde. Depois encaminhamos o formulário do pagamento do seguro do meu marido por email (esse pode ser com cartão de crédito).
  • Metropass
    • Comprar o cartaozinho do transporte público em Vancouver. Como chegamos no final do mês, não vale a pena comprar o mês inteiro. Vamos recarregar com uns C$ e depois na virada do mês a gente compra o mensal. Se você está se perguntando: mas pq eles não pagam a viagem em dinheiro? Bem, aqui no Canadá é necessário ter o dinheiro certinho na hora de pagar. Não tem troco. Assim, é bem mais fácil usar o cartão, né. Mais explicações no futuro post tb.

 

Essas são as providências emergenciais! Das que a gente vai chegar e fazer sem nem ter dado um rolê na cidade ainda. Depois que a gente fizer isso tudo, vamos começar a fazer o resto com um pouco mais de tranquilidade. Mas, honestamente, me conhecendo, até conseguir o nosso AP, nada vai ser muito tranquilo!

Se der tempo ainda na quarta começaremos o capítulo dois da chegada:
apagar

  • Procura por um AP
    • Saímos do Brasil com um bairro queridinho: Kitslano. Ele fica bem localizado entre o centro e a UBC. Em uns 20 a 30 minutinhos eu chego na universidade de bus. Conseguimos ir praticamente a pé até o centro da cidade. Seria ótimo morar por lá. Porém, vamos procurar também em outros lugares, como Fairview, Cambie, Shaughnessy, Marpole, Mount Pleasant (que até onde vimos possuem mais prédios e ficam no máximo a 45 minutos de busão da UBC). Downtown e Westend seriam legais, mas são as partes mais caras da cidade, então descartamos. North Vancouver, East Vancouver e Burnaby seriam opções, mas como ficam mais de uma hora de distância da universidade, só em último caso mesmo. Vai rolar bastante posts sobre como foi o aluguel e sobre os bairros da cidade. Inclusive, tô pensando em fazer uma série sobre cada bairro de Vancouver. Senti muita falta disso quando pesquisei, acredito que eu possa contribuir com isso.
  • BC ID
    • Para não ficar andando com o passaporte para cima e para baixo, fazer o RG canadense é bem importante. Assim que der um tempinho, o faremos.
  • Conhecer a cidade!
    • Tá aí uma coisa que vamos estar loucos para fazer, mas provavelmente só vai rolar depois que a gente pegar o ap. Mas, é claro, enquanto a gente procura AP, faz os passos burocráticos da mudança, estaremos sempre de olho ao nosso redor =).

Bem, esse segundo capítulo tem bastante coisa para ser resolvida. Mais explicações (e o terceiro capítulo) ficam para um próximo post!