Desapego 3: Tchau, passado!

Desapegar é preciso. Seguir em frente é evoluir. Esquecer o passado é superar” a filosofia de algum sábio por aí se popularizou há algum tempo na internet.

 

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Imagem do projetodiego, uma página de facebook cheia de ilustrações maravilhosas. Essa foi feita especialmente para mim S2

 

Não, este post não é sobre esquecer o que a gente já viveu ou deixar para trás os  que fizeram e fazem parte da nossa vida. Esse texto é sobre entender que a vida é feita em fases e às vezes precisamos desapegar para seguir em frente.

No nosso caminho, frequentemente nos encontramos em situações com duas saídas: seguir carregando malas e malas de um peso que não mais nos pertence ou procurar um novo trajeto, deixando o que ficou para trás no passado.

Entenda seu passado, abrace seu presente, mas não deixe que o seu futuro seja planejado por fatos que já passaram.

Seja ousado, pense em construir algo diferente, ponha a mão na massa. Levante um futuro que você quer, não o que os outros esperam que você faça.

É difícil seguir uma trilha diferente daquela que está ali, parada e prontinha na nossa frente. Trocamos o certo por um lugar fora da nossa zona de conforto. No entanto, é apenas quando a gente para de seguir os tijolinhos e busca um caminho alternativo que a nossa vida realmente se transforma.

É preciso ter coragem para seguir em novos caminhos. É necessário enfrentar seus medos para quebrar de amarras do passado. Se liberar de algo que temos há anos é antes de tudo pavoroso. Afinal, nos acostumamos com tudo, até com a nossa infelicidade.

Aceitar que as coisas não estão bem e correr atrás de uma realidade diferente dá medo. Faz a gente repensar aquilo que a gente sabe que está errado “mas será que eu realmente estou insatisfeita? será que não reclamo de barriga cheia?”

O questionamento é sempre válido. Mas ele não pode ser impeditivo da sua evolução. Há sempre espaço para mudança, então aproveite para mudar enquanto você pode.

Mude seu quarto. Mude seu estado civil. Mude de cidade, de país, de curso, de profissão. Mas principalmente, sempre mude a sua forma de ver o mundo.

Realize seus sonhos e nunca se prenda aos objetivos realizados como se eles fossem o máximo que você pode alcançar.

Busque novas metas, em outras galáxias, conheça o novo para poder sonhar diferente do que você sonhou ontem. 

 

 

Desapego 2: Tchau, roupas!

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Honestamente, acredito que esse post possa servir para todas as pessoas, as que estão ou não indo viajar/mudar/etc.

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Uma vez por mês eu arrumo meu guarda-roupa. Sou um tanto bagunceira, e por mais que eu organize tudo, na hora da corrida eu tiro alguma coisa do lugar, deixo alguma pilha desarrumada e coisas do tipo. Há cerca de um ano eu fui fazer uma arrumação e decidi tirar tudo de dentro do guarda-roupa e fazer aquela faxina geral. Quando eu olhei a minha cama completamente coberta por todas aquelas roupas, fiquei muito depre.

Comecei a ver como eu tinha coisa que não usava, como eu tinha comprado coisas desnecessárias. Me bateu um peso tremendo na consciência. Pelo menos duas vezes por ano eu separo roupas para doar e ainda assim eu tinha coisas demais… Fiquei com vergonha dos meus excessos, do meu consumismo burro. Decidi que iria mudar.

É incrível quando você começa a reavaliar o seu modo de consumir. De lá pra cá doei muita coisa, vendi outras e comprei praticamente nada. O que adquiri nesse meio tempo foram coisas que eu realmente queria, que eu uso frequentemente e que realmente têm o meu estilo, me deixam confortável.

É um processo de rever não apenas o seu consumo, mas os seus gostos, seu corpo, sua forma de se enxergar e se sentir confortável com aquilo que você tem. Eu realmente recomento que todos façam isso para conseguir ter essa epifania que eu tive. Faz muito bem.

Mas bem, tirando a parte de confissão, vamos ao que interessa para quem vai viajar. Descobri o Mercado Livre como uma ótima ferramenta para vender não só roupas, mas acessórios, eletros, dvds, sapatos, enfim, aquilo que você não usa mais. Vendi por lá algumas peças mais caras, de marca. Peças mais baratas, vendi em brechós. E ainda sobrou muita coisas que eu doei (na verdade a maioria absoluta das coisas) .

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Esses são alguns itens que eu colequei a venda pelo mercado livre. Alguns eu vendi, outros ainda estão à venda.Para ra ver o que ainda tem por lá é só clicar aqui.

No processo de decidir o que eu iria passar para frente e o que ficaria comigo, eu considerei:

  • FICAM
    • Eu preciso gostar de usar e me sentir confortável
    • Roupas que eu uso regularmente
    • Roupas quentinhas
    • Roupas para usar por baixo de casacos
    • Sapatos confortáveis
    • Sapatos fechados (não adianta, eu odeio sapato aberto)

 

  • NÃO FICO
    • Roupas que me deixam desconfortável
    • Roupas que eu não uso a mais de seis meses (tirando vestido de festa)
    • Roupas que não cabem mais, mas que eu achava que um dia poderiam voltar a caber
    • Roupas que mantenho por afeto
    • Roupas quase repetidas (sabe quando você tem uma roupa que ama, e uma parecida que nunca usa? ENtão) 
    • Sapatos alto de festa (mantive três, todos confortáveis e que eu realmente uso em ocasiões especiais) 
    • Sapato aberto (não uso aqui no calor, até parece que vou usar em Vancouver)

Tenho hoje 1/3 das roupas e sapatos que eu tinha há um ano. E sou muito mais feliz. Algumas peças (vestidos de festa, roupas bem verão) eu vou deixar na casa da minha mãe. Mas a maioria vai comigo. Afinal, como hoje eu só tenho roupas que eu gosto e que eu realmente uso, vou precisar de todas por lá. Sem dramas de “o que eu devo levar???”. Levarei tudo que eu uso e aqueles casacos mais fortes que por aqui raramente eu vou usar.

“Mas você vai comprar algo lá?” você pode me perguntar. Provavelmente. Um casaco mais resistente, uma bota mais quentinha. De resto, levando as minhas roupas daqui eu vou conseguir me virar muito bem (lembrando que eu sou do Sul do país, aqui tem uma espécie de inverno).

Espero que minha história tenha ajudado você a repensar no seu estilo de vida. Garanto que vale a pena.