O que vai na mala para um ano fora do Brasil?

HEAD_DICAS (1)

Bem, vamos pelo começo. Ao sair do país, cada pessoa tem o direito de levar duas malas de 32kls. Agora, o que levar?

Nas séries de desapego falei de como deixar roupas, móveis, livros. Hoje eu falo sobre como escolher o que vai na mala.

Primeiramente, é uma situação muito pessoal. Definir o que é importante o suficiente para levar precisa partir de suas necessidades. Estou aqui para dar umas dicas e falar do meu caso.

Como a gente se desapegou de muita coisa, quatro malas de 32Kls vai ser mais do que o suficiente. Acredito que vamos levar apenas três malas cheias,ou duas cheias e duas pela metade (já que temos 4 malas para usar). Isso nos ajudou na hora de decidir se levaríamos roupa de cama e banho, por exemplo. Como teremos espaço sobrando, claro que vamos levar.

Bem, mas vamos às malas: Faltando 25 dias para a viagem eu fechei a primeira mala. Lá estavam diversos casacos, roupas e sapatos que nem eu nem meu marido usaríamos mais antes da viagem. Foi bem fácil de selecionar, mesmo faltando quatro semanas praticamente.

A segunda mala fechamos faltando 15 dias para a viagem. Como estamos levando bastantes livros, ambas estão pesando entre 30 e 32kls, mesmo não estando completamente cheias (não precisamos abrir o ziper extensor).

Nessa viagem vamos levar dois conjuntos de cama, dois edredons, quatro toalhas de banho e duas de rosto. Por que tanta coisa? Porque eles estão novos – ou praticamente. Todos são de ótima qualidade e a gente não vê necessidade em gastar dinheiro comprando novos se a gente pode levar os nossos daqui.

Fora esses, vamos sim deixar lençóis e toalhas por aqui. Nosso critério de seleção foi o seguinte: as que estão mais usadas, mais desgastadas ou são de pior qualidade, a gente optou por não levar. Mas as que estão em bom estado serão muito úteis e vão para a nossa mala.

Fora isso, não vamos levar muitas coisas de casa para o nosso novo lar. Por exemplo, não vamos levar talheres, pratos, potes, panelas ou qualquer utensílio de cozinha. Acreditamos que nada que temos aqui que vale a pena o deslocamento. Muitas coisas podem quebrar e, para a gente, não vale a pena correr o risco. Várias coisas também estão velhas ou não são de muita qualidade. Essas ficarão com parentes ou vão para a doação.

Levar eletrodomésticos então, sem condições. Aqui em Santa Catarina é tudo 220v, lá é 110v. Provavelmente vamos levar uns quatro panos de prato e só. De resto, vão alguns itens pequeninos de decoração, fotos (sem moldura) e artesanatos da família/amigos.

Para fecha a lista, comprei uma panelinha especial para depilação. Procurei bastante se tinha alguma parecida por lá, mas não achei e escolhi levar uma daqui. Junto com ela eu estou levando cera e papel para depilação. Me sentirei mais confortável tendo essa “ferramenta” em mãos. Novamente, é algo bem particular.

De resto, apenas roupas, sapatos, livros e documentos.

Voltando para a aventura do fechamento da primeira mala, após colocar as toalhas notei que a mala ainda tava folgada. Decidi colocar alguns dos livros que eu vou levar. Esta mala (a nossa maior) chegou aos 30kls. Ainda assim, ficou folgada, nem sequer precisei abrir o ziper para espaço extra. Tá aí, a protagonista número 1:

IMG_9913.JPG

Na mala número dois, foi o kit depilação, edredons, resto da roupa de cama, pano de prato, mais alguns sapatos e mais livros.

Na mala três (e quatro, talvez) estou planejando colocar o resto das nossas roupas, os itens de decoração que faltam e os livros restantes. Esta(s) eu ainda não fechei.

Ah! As roupas e sapatos de última hora (aquelas que a gente vai usar antes da viagem) tb vão aqui.

 

Advertisements

Dicas para arrumar a mala para uma viagem longa

HEAD_DICAS (1)

a29f22da5b932fee3df487d5d408cf24_large-e1343153586686

Hoje trouxe algumas dicas para arrumar as malas para uma viagem de mudança (- mas que também podem ajudar nas férias!). Bem, tem várias matérias falando sobre o assunto, escolhi algumas dicas que pra mim são mais adequadas.

 

Captura de tela 2016-07-26 às 15.59.22.png1- Sacos à vácuo

É uma maravilha para diminuir espaço, principalmente de edredom ou de casacos fofinhos. Na foto dá pra ter uma ideia (mas tá meio exagerado isso ali)

É sempre bom estudar certinho para ver se a marca que você comprou realmente funciona. As importadas são bem melhores (e mais baratas) que as brasileiras.

Cuidar: Apesar do volume diminuir, o peso continua o mesmo. Tente não encher uma mala só com roupas em saco a vácuo porque provavelmente você vai passar do limite de peso.

2- Aproveitar os sapatos

Aproveitar os sapatos para colocar coisinhas dentro é uma ótima ideia. Sejam pequenos acessórios que possam quebrar, cremes, maquiagem ou ao menos suas meias. tudo poupa espaço e aproveita para não deixar o sapato vazio com muito peso em cima.

PS: Eu sempre limpo os sapatos antes de colocar na mala e os ponho dentro de um saco plástico para não sujarem o resto das roupas limpas.

3- Selar líquidos

Não esqueça de passar uma fita no seu shampoo ou nos seus cremes para etivar que a embalagem abra (ou estoure) e suje o resto dos itens na sua mala.

4- Proteger itens que quebram

Caso você decida levar algo que quebre, não esqueça de enrolar o item em papel bolha. Caso não tiver e não quiser comprar, sem problemas! Use suas próprias roupas para garantir que o item não vai quebrar. Eu sempre coloco casacos, roupas bem macias em volta do que pode quebrar. Eu também nunca coloco embalagens ou intens frágeis perto um dos outros. Sempre deixo um espaço no meio – ocupado por outros itens macios. Já viajei muito nessa vida e nunca quebrei nada. Aconselho vocês a usarem o método =D.

5- Usar suas roupas como proteção

Esse item é parecido com o último, também é para proteger o que quebra e até seus sapatos. Tente sempre colocar coisas macias para fazer uma cama no fundo da mala. Também deixe itens macios para fechar a mala, assim você não corre o risco de um salto de algum sapato acabar furando a sua mala.

6- Cintos nas laterais

Utilize as laterais das malas para deixar seus cintos abertos. Assim eles não amassam e ocupam menos espaço.

7- Documentos só na bagagem de mão!

A chance de perderem a sua mala não é grande, mas existe. Não deixe seus pertences mais importantes por lá. Carregue o que você mais precisa sempre na mala de mão.

8- Mala de mão apenas com líquidos até 100ml!

Essa é cliché, mas muita gente esquece. Líquidos com mais de 100ml não vão na mala de mão! Não adianta ter uma embalagem de 105ml ou uma de 200, mas que só tem 5ml de creme. Eles vão colocar fora.

9- Spray na mala de mão não pode

Essa  eu aprendi do pior jeito, quando botaram um spray meu novinho  de cabelo fora. Me falaram na ocasião que nem desodorante em spray pode! E, pasmem, não é questão de tamanho – o meu era de 50ml. O problema (que eu não sabia) é que eles consideram o spray como explosivo e não pode ser levado de forma alguma.

Já passei com spray em vôos? Já. Mas depois que jogaram meu belo sprayzinho fora, nunca mais.  Vai que realmente estoura? Eu é que não quero ser culpada por um acidente de avião.

Captura de tela 2016-07-26 às 16.26.4010 – Seja uma boa jogadora de tetris.

Eu sempre amei esse joguinho. Então pra mim, arrumar mala é mais ou menos assim. Você encaixa aqui, ali, e tudo vai cabendo certinho. Uma mala bem encaixada além de ser uma mala bem aproveitada é uma mala segura, já que os itens não ficam se movendo. 

Seguro saúde é necessário no Canadá?

HEAD_BURO

Na maioria das vezes – SIM!

hea

Bem, vou explicar melhor. Quando você vai com visto de turista, é sempre importante ter um seguro. Se você nunca ouviu falar das contas gigantescas de pessoas que ficaram doentes nas férias sem ter seguro, é bom se informar. A não ser que você nade em dinheiro, não vai querer que aconteça isso com você.

Agora vamos ao importante – se você vai com visto de estudante ou de trabalho, precisa de seguro? Quase sempre sim. Em várias províncias – como em British Columbia – há um período de carência até que você entre no sistema de saúde canadense. Eles recomendam que você faça um seguro por pelo menos três meses, o tempo de vigência do “SUS” do Canadá.

Têm províncias (Ontário e Alberta, se não me engano) onde isso não é necessário. MAS SE INFORME MELHOR com pessoas dessas províncias, ok?

A University of British Columbia já manda automaticamente uma fatura do seguro saúde desses três meses. O valor: C$180. Como eu vou com o meu marido, já solicitei uma extensão para ele também (também é C$180).

Até aí, tudo tranquilo. Mas na verdade, tive uma dor de cabeça bem grande. Infelizmente só dá pra pagar a taxa do seguro da UBC por transferência bancária e digamos que a transição de uma conta corrente brasileira para uma conta de pessoa jurídica no exterior não deu muito certo com o Banco do Brasil… Bem, conto mais detalhes no próximo post. O importante é saber que no fim tudo se “resolveu”.

Por último: Em um post futuro vou falar sobre o sistema de saúde no Canadá. However,  já adianto – quem acha que é de graça em todos lugares está errado. Nós, em British Columbia, vamos ter que pagar mensalmente um valor para o governo canadense. Em breve, mais detalhes.

Por enquanto, that’s all folks!

 

Como é levar a família para morar fora do país – filhos adolescentes!

 

HEAD_SITUACOES

maxresdefault.jpg

Bem, todo mundo sabe que lidar com adolescente pode ser um pouco complicado. Eu não fui uma garota muito problemática, mas lembro que quando meus pais me falaram que a gente ia passar um ano fora eu fui bem chata com eles.

Eu estava prestes a fazer 14 anos, naquela idade onde amizade é tudo na vida da pessoa. Minha vida social tava começando a existir, eu tinha uma banda, a última coisa que eu queria era sair do meu ciclo. Reclamei, mas não tinha muita opção.

O fato de eu já ser fluente em inglês facilitou muito a minha vida ( e a dos meus pais). Imagino que nessa idade, ir para um lugar que você não consegue se comunicar, deve ser bem mais complicado do que quando eu fui aos 9 anos. São fases muito diferentes.

Existe bulling nas escolas americanas? Na minha época existiu e não era igual o daqui. Não sei se é pelo fato de eu ter estudado na mesma escola da primeira série ao terceirão no Brasil, mas lá eu senti umas coisas diferentes. Não era por ser estrangeira, por incrível que pareça. A maioria do problema que senti foi por ser menina, ter mudado de colégio e os meninos terem “se empolgado”com a novidade. Algumas meninas me tratavam muito mal, ficavam fazendo piada das minhas roupas, da minha aparência, enquanto alguns meninos eram insistentes e faziam umas gracinhas abusivas ao ponto de eu reclamar para diretoria. Mas tudo isso durou menos de um mês.

Captura de tela 2016-05-11 às 12.29.36.png

Na primeira semana eu não almocei no banheiro, como aqueles filmes de high school mostram os excluídos fazendo. Mas eu também não almocei no refeitório. Fiquei na sala de música. Fui para o refeitório quando recebi um convite de uma colega que me chamou para sentar na mesa que ela e suas amigas sentavam. E assim começaram algumas amizades que tenho até hoje.

Se fosse possível  voltar no tempo e conversar comigo mesma, eu diria as seguintes coisas:

  • Essa é uma experiência única, de conhecer lugares, situações, um mundo muito diferente do seu! Aproveite MUITO porque quando você ficar velha vai pensar em tudo que poderia ter feito e não fez. Se joga!
  • Pensa em como você vai falar inglês bem depois de tudo isso? Sempre que você viajar não vai ter problemas para se comunicar! Vai ser bom pra escola, faculdade, trabalho…
  • Abra sua cabeça para novas experiências e seu coração para novas amizades. Suas amigas no Brasil vão continuar sendo suas amigas e nesse novo lugar você poderá fazer amizades tão importantes quanto as suas antigas. O coração é grande cabe todo mundo S2.

Essa seria eu, com 31, falando com a Fernanda de 13.

Resumindo, what doesn’t kill you makes you stronger. Com certeza seu teen vai sair muito melhor depois da experiência. Experiência própria 😉

Para ler as dicas de viajar com crianças, veja neste post.

 

 

 

O que as pessoas dizem quando você fala que vai morar no Canadá?

HEAD_SITUACOES

Sabe quando você vai super alegre contar para as pessoas que você vai morar no Canadá?

Geralmente nós esperamos as coisas estarem minimamente encaminhadas para começar a noticiar. Para essas coisas estarem “minimamente encaminhadas” é bem normal que um longo caminho já tenha sido percorrido. Afinal, só a decisão em si já é algo bem prolongado. Depois vem a escolha do lugar, a viabilização financeira, a busca pelo convite, o planejamento, o visto… São vários passos que demoram um pouco, nada é do dia para a noite.

Daí você vai empolgadíssima contar para uma pessoa e ela diz?

– Mas é muito frio! Você tem certeza?

069583_crop

“Não, não tinha pensado nisso! Vou desistir agora!” Será que é isso que as pessoas esperam ouvir? Custa ser um pouco mais empático com o sonho alheio?

Eu amo frio. Meu sonho é fugir do misto de umidade extrema com calor sufocante. Sou do tipo que prefere praia fora da temporada, odeio torrar no sol e fico suada por qualquer coisa. Como eu tenho pressão muito baixa, fico muito improdutiva no verão, desmaio, passo mal. Meu sonho é morar no frio. Mas vamos continuar o diálogo. Daí, suponhamos que como eu, você diga:

– Eu adoro o Frio. Não vai ter problema não.

– Ai, mas você vai ter coragem de deixar sua família? Eu nunca faria isso.

… Sim, deixar a família é uma coisa muito difícil. É o principal fator que às vezes dá vontade de desistir. Nunca pense que uma pessoa que está indo para fora do Brasil, ou até fora de sua cidade, não considerou tudo que terá que deixar para trás. É difícil demais. Por isso, é um sacanagem imensa apelar para a ferida da pessoa e colocar o dedo lá para ver a pessoa sangrar. Pra que?

Como vamos para Vancouver, sempre acabo dizendo que lá não é tão frio quanto o resto do Canadá. Daí sempre vem alguma criatura para dizer que lá chove muito. Bom, em Vancouver chove cerca de 16o dias por ano. Eu moro em Santa Catarina. Não tem um levantamento tão preciso como no Canadá, mas na minha cidade acredita-se que chova de 110 a 150 dias por ano. Em 2015 ficamos um período de 43 dias seguidos sem um dia de sol. Acho que eu dou conta tranquilamente.

Fiz esse post basicamente para dizer que quando um amigo/familiar/conhecido chega para contar uma novidade que ele está feliz, não fique questionando a felicidade alheia. Embarque na empolgação, incentive a pessoa. Quando alguém chega e conta que está grávida ou que vai casar você não olha (pelo menos se espera que não) pra cara da pessoa e diz – “Nossa, ter filho é tão trabalhoso…” ou “-Pra que casar? Tanta gente se separa!”. Poxa, pessoal. Sejamos mais empáticos, por favor.

Um sorriso e uma palavra de incentivo ajudam não só o próximo, mas nós mesmos a também pensar em decisões que podem nos fazer feliz.