Procurando apartamento em Vancouver (parte 1)

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Como eu contei em uns posts passados, eu esperava ter ficado nos apartamentos para alunos da UBC. Mas não deu certo. Fiquei numa lista de espera enorme e só me chamaram dois meses depois que a gente já estava alojado por aqui. Por que estou contando isso? Porque agradeço não ter ficado por lá. O alojamento da UBC – teríamos um ap individual, só nosso – é completamente fora de mão para o resto da cidade. Fica na pqp. Tem transporte público, mas para nós seria horrível ficar por lá.

 

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(breve pausa na busca por um lugarzinho para chamar de nosso)

Quando eu fiz as pesquisas ainda do Brasil, achei que seria tranquilão morar na UBC. Só chegando aqui e vendo como era a dinâmica da cidade que eu vi como seria ruim ficar por lá. Aqui entra meu primeiro alerta: alugar uma casa por um ano ou mais em um local que você não conhece é bastante complicado. No último post, sobre air bnb, eu falo de empresas que alugam ap por você, para quando você chegar no Canadá já ir direto para a sua casa. Como eu disse lá, o serviço parace prático, mas é um tanto desnecessário em diversos casos. É preciso analisar bem se vale a pena para você.

Se você é mais perfeccionista, exigente, etc, eu realmente não recomendo que você chegue aqui com a casa alugada. Claro que existem exceções, mas a chance de você pegar um lugar que não curta tanto é grande. Nós alugamos o nosso ap dois dias antes do nosso air bnb vencer. Estávamos há uma semana na cidade. Na hora a localização pareceu ser amazing. Hoje a gente quer mudar de lugar assim que tivermos uma oportunidade.

Isso que a gente já tinha conhecido a cidade, sabia dos ônibus, nas distâncias. Mas tem coisa que só o dia a dia na cidade vai fazer você aprender. Na minha próxima casa eu quero morar perto do skytrain (metro). Aqui a gente precisa pegar um ônibus para ir até o trem. No começo parece tranquilo, mas depois, quando você precisa fazer compras no mercado, chegar rápido em um compromisso, entre tantos outros, você começa a perceber a diferença. (Sobre transporte público devo fazer um post bem em breve com mais detalhes).

Eu acho fundamental estar na cidade para decidir o local. Mas sei bem que o bolso às vezes não tem como aguentar a nossa liberdade de escolha, então optamos pelo mais barato dentro da grande visão.

Então antes de contar efetivamente como foi a nossa busca, sugiro que você pense em alguns fatores que podem influenciar na sua escolha:

Você sabe onde vai trabalhar e estudar? Sabe a frequencia?

Isso ajuda bastante a definir o lugar. Eu pego apenas um ônibus para UBC, fato que me ajudou na escolha. Mas não sabia que o ônibus era tão demorado (1h a 1h30). Eu vi no google maps, mas lá tá por volta de uma hora. Raramente eu levei uma hora para chegar até UBC.  Quando escolhi aqui, foi o lugar mais próximo da UBC que conseguimos pagar. Naquela época queria ficar mais próximo da Universidade por pensar que iria ao menos 3x por semana para lá.

Mais para frente eu descobri que as minhas expectativas enquanto a universidade  acabaram não ocorrendo e acabo me descolando até lá apenas uma vez por semana. Nos outros dias eu trabalho de casa, afinal, se eu fosse até lá eu ficaria sozinha em uma biblioteca. Então para mim é bem mais proveitoso ficar sozinha no meu home office, sem barulho, bem mais aconchegante e sem perder 3 horas de deslocamento por dia. Se eu soubesse que não teria outros compromissos na UBC, eu teria escolhido um lugar mais longe (ou com mais trocas de ônibus), mas que fosse melhor e mais barato.

Por isso, saber exatamente o que você vai fazer, pode ajudar na escolha. (Farei um post contando melhor sobre as expectativas com o sanduíche e a realidade que encontrei).

Craigslist salva

Uma semana antes de sair do Brasil já veja diariamente, multiplas vezes, o que está saindo no Craigslist.É bom pra controlar preços e demanda.

Dependendo do caso você já pode agendar visitas. Alguns lugares que a gente ligou quando chegou só tinha visita disponível uma semana, cinco dias depois. Vale a pena ver tudo isso.

Só não pague NADA antes de estar aqui e ver o ap. Scam é muito comum por lá.

Tenha dinheiro ou comprovante de dinheiro em mãos

Teve lugar aqui que queria que a gente apresentasse seis meses de aluguel para comprovar que a gente tinha como pagar. SEIS MESES! Teve outros que algumas pessoas ofereciam adiantar três meses de aluguel para garantir o Ap. Por via de dúvidas, traga um pouco mais que duas ou três vezes o valor do aluguel que pretende pagar, assim você também pode oferecer essa vantagem. (Não esqueça do depósito que você sempre precisa pagar e geralmente é metade do valor do aluguel).

Para quem vem alugar um quarto

Até agora só falei do nosso caso, de casal que veio alugar um ap. Mas tem muita gente – inclusive casais – que ficam em quartos alugados dentro de casas de repúblicas ou até bedstays.  Para morar com outras pessoas tem várias comunidades de facebook que podem auxiliar na escolha. Não recomendo que feche a estadia ainda no Brasil, mas com certeza dá para começar um diálogo e agendar uma visita ainda por aí. No caso dos bedstays você geralmente fecha com agências ainda no Brasil e chega já com o seu cantinho pronto.

Arrume uma linha telefônica assim que chegar

Você pode arrumar apenas um chip ou fazer uma linha. O importante é ter um número daqui para ligar para os contatos e mandar mensagens para verificar a disponibilidade dos aps. A gente só coneguiu efetivamente começar a busca por aps por aqui depois de ter nosso número.

Aqui eu explico o caminho das trevas de quando você muda de país (o que precisa ser feito antes, o que vem em sequencia…) Leia isso antes para saber o que você precisa para ter um telefone por aqui.

Boa sorte e até o próximo post também sobre aluguel!

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Primeiros passos no Canadá

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CHEGAMOS!

Bem, a essa altura já estaremos em Vancouver. Estou falando no passado por ter escrito esse post ainda no Brasil. Acredito que não vou ter tempo na chegada para escrever (nem meios, pois ainda estarei sem internet e sem computador).

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*fotinho ilustrativa minha em Las Vegas, não em Vancouver. Em breve fotos canadenses!

Decidi então publicar a minha listinha do que teremos que fazer assim que chegarmos a Vancouver. E olha… nesse primeiro momento, vai ter coisa pra caramba para resolver.

Hoje, quarta, é o primeiro dia que estaremos no Canadá. A chegada do nosso vôo estava prevista para terça-feira às 11 horas da noite (horário de Vancouver). Com todo o processo de imigração + bagagens, creio que chegamos no hotel por volta da uma da manhã. Soma aí que uma da manhã lá é cinco da manhã em Santa Catarina.

Quarta é um dia cheio de atividades, o primeiro capítulo da nossa chegada. Vamos lá para o que está planejado:

  • Air BnB
    • Como chegamos na madrugada, tivemos que ficar em um hotel pertinho do aeroporto. Na quarta cedinho (ou mais cedo que a gente conseguir) vamos para a casa que alugamos no Airbnb. Esse será nosso endereço provisório para conseguirmos resolver as primeiras pendências no país.
  • Fazer o SIN number
    • Esse é o CPF do Canadá. Ele é o primeiro documento canadense que nós teremos. Pelo o que pesquisei, você vai até o local onde fazem ele e na mesma hora sai já com o número. É necessário o visto, a permissão de trabalho/estudo e um endereço. Mais para frente eu farei um post sobre ele.
  • Comprar o Celular
    • Não dá pra fazer quase nada sem ter um telefone. Assim que a gente conseguir o Sin, vamos para bater perna nas lojas buscar uma boa oferta para telefonia. Também explicarei melhor como foi a escolha em breve.
  • Abrir conta no Banco
    • Para abrir a conta no banco, o que precisamos: Visto, endereço, Sin e número de Celular! Ou seja, basicamente existe uma sequência para seguir nesse primeiro momento. Pelo o que pesquisamos, é bem tranquilo o processo, assim que abrir a conta, já recebemos um cartão de débito e podemos fazer transferências do Brasil para o Canadá. Vou explicar como foi e como escolhemos o banco mais para frente.
  • Pagar seguro saúde da UBC
    • Lembram que eu falei sobre os rolos para pagar o seguro saúde da UBC nesse post e nesse post? Então, precisamos passar no HSBC e pagar o meu seguro saúde. Depois encaminhamos o formulário do pagamento do seguro do meu marido por email (esse pode ser com cartão de crédito).
  • Metropass
    • Comprar o cartaozinho do transporte público em Vancouver. Como chegamos no final do mês, não vale a pena comprar o mês inteiro. Vamos recarregar com uns C$ e depois na virada do mês a gente compra o mensal. Se você está se perguntando: mas pq eles não pagam a viagem em dinheiro? Bem, aqui no Canadá é necessário ter o dinheiro certinho na hora de pagar. Não tem troco. Assim, é bem mais fácil usar o cartão, né. Mais explicações no futuro post tb.

 

Essas são as providências emergenciais! Das que a gente vai chegar e fazer sem nem ter dado um rolê na cidade ainda. Depois que a gente fizer isso tudo, vamos começar a fazer o resto com um pouco mais de tranquilidade. Mas, honestamente, me conhecendo, até conseguir o nosso AP, nada vai ser muito tranquilo!

Se der tempo ainda na quarta começaremos o capítulo dois da chegada:
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  • Procura por um AP
    • Saímos do Brasil com um bairro queridinho: Kitslano. Ele fica bem localizado entre o centro e a UBC. Em uns 20 a 30 minutinhos eu chego na universidade de bus. Conseguimos ir praticamente a pé até o centro da cidade. Seria ótimo morar por lá. Porém, vamos procurar também em outros lugares, como Fairview, Cambie, Shaughnessy, Marpole, Mount Pleasant (que até onde vimos possuem mais prédios e ficam no máximo a 45 minutos de busão da UBC). Downtown e Westend seriam legais, mas são as partes mais caras da cidade, então descartamos. North Vancouver, East Vancouver e Burnaby seriam opções, mas como ficam mais de uma hora de distância da universidade, só em último caso mesmo. Vai rolar bastante posts sobre como foi o aluguel e sobre os bairros da cidade. Inclusive, tô pensando em fazer uma série sobre cada bairro de Vancouver. Senti muita falta disso quando pesquisei, acredito que eu possa contribuir com isso.
  • BC ID
    • Para não ficar andando com o passaporte para cima e para baixo, fazer o RG canadense é bem importante. Assim que der um tempinho, o faremos.
  • Conhecer a cidade!
    • Tá aí uma coisa que vamos estar loucos para fazer, mas provavelmente só vai rolar depois que a gente pegar o ap. Mas, é claro, enquanto a gente procura AP, faz os passos burocráticos da mudança, estaremos sempre de olho ao nosso redor =).

Bem, esse segundo capítulo tem bastante coisa para ser resolvida. Mais explicações (e o terceiro capítulo) ficam para um próximo post!

 

O que vai na mala para um ano fora do Brasil?

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Bem, vamos pelo começo. Ao sair do país, cada pessoa tem o direito de levar duas malas de 32kls. Agora, o que levar?

Nas séries de desapego falei de como deixar roupas, móveis, livros. Hoje eu falo sobre como escolher o que vai na mala.

Primeiramente, é uma situação muito pessoal. Definir o que é importante o suficiente para levar precisa partir de suas necessidades. Estou aqui para dar umas dicas e falar do meu caso.

Como a gente se desapegou de muita coisa, quatro malas de 32Kls vai ser mais do que o suficiente. Acredito que vamos levar apenas três malas cheias,ou duas cheias e duas pela metade (já que temos 4 malas para usar). Isso nos ajudou na hora de decidir se levaríamos roupa de cama e banho, por exemplo. Como teremos espaço sobrando, claro que vamos levar.

Bem, mas vamos às malas: Faltando 25 dias para a viagem eu fechei a primeira mala. Lá estavam diversos casacos, roupas e sapatos que nem eu nem meu marido usaríamos mais antes da viagem. Foi bem fácil de selecionar, mesmo faltando quatro semanas praticamente.

A segunda mala fechamos faltando 15 dias para a viagem. Como estamos levando bastantes livros, ambas estão pesando entre 30 e 32kls, mesmo não estando completamente cheias (não precisamos abrir o ziper extensor).

Nessa viagem vamos levar dois conjuntos de cama, dois edredons, quatro toalhas de banho e duas de rosto. Por que tanta coisa? Porque eles estão novos – ou praticamente. Todos são de ótima qualidade e a gente não vê necessidade em gastar dinheiro comprando novos se a gente pode levar os nossos daqui.

Fora esses, vamos sim deixar lençóis e toalhas por aqui. Nosso critério de seleção foi o seguinte: as que estão mais usadas, mais desgastadas ou são de pior qualidade, a gente optou por não levar. Mas as que estão em bom estado serão muito úteis e vão para a nossa mala.

Fora isso, não vamos levar muitas coisas de casa para o nosso novo lar. Por exemplo, não vamos levar talheres, pratos, potes, panelas ou qualquer utensílio de cozinha. Acreditamos que nada que temos aqui que vale a pena o deslocamento. Muitas coisas podem quebrar e, para a gente, não vale a pena correr o risco. Várias coisas também estão velhas ou não são de muita qualidade. Essas ficarão com parentes ou vão para a doação.

Levar eletrodomésticos então, sem condições. Aqui em Santa Catarina é tudo 220v, lá é 110v. Provavelmente vamos levar uns quatro panos de prato e só. De resto, vão alguns itens pequeninos de decoração, fotos (sem moldura) e artesanatos da família/amigos.

Para fecha a lista, comprei uma panelinha especial para depilação. Procurei bastante se tinha alguma parecida por lá, mas não achei e escolhi levar uma daqui. Junto com ela eu estou levando cera e papel para depilação. Me sentirei mais confortável tendo essa “ferramenta” em mãos. Novamente, é algo bem particular.

De resto, apenas roupas, sapatos, livros e documentos.

Voltando para a aventura do fechamento da primeira mala, após colocar as toalhas notei que a mala ainda tava folgada. Decidi colocar alguns dos livros que eu vou levar. Esta mala (a nossa maior) chegou aos 30kls. Ainda assim, ficou folgada, nem sequer precisei abrir o ziper para espaço extra. Tá aí, a protagonista número 1:

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Na mala número dois, foi o kit depilação, edredons, resto da roupa de cama, pano de prato, mais alguns sapatos e mais livros.

Na mala três (e quatro, talvez) estou planejando colocar o resto das nossas roupas, os itens de decoração que faltam e os livros restantes. Esta(s) eu ainda não fechei.

Ah! As roupas e sapatos de última hora (aquelas que a gente vai usar antes da viagem) tb vão aqui.

 

Faltam… 10 dias para a viagem!

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DEEEEEZ DIASSS!

Imagina a tensão da pessoa?

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Fotinho da Taylos Swift no countdown para um álbum dela

Antes de começar, aquela lembrança básica: fiz alguns posts sobre planejamento, com a minha organização desde 2014 e até com uma tabela que traz o que fazer até o dia da  viagem.

E tem a preparação 70 dias, 60 dias, 50 dias, 40 dias30 dias e 20 dias. SIM, você pode acompanhar passo a passo da nossa programação.

E a fila andou muito! Só faltam duas grandes tarefas!

  • Malas
    • Falta arrumar e separar algumas coisas que ficarão e outras que vão. Duas malas prontas, uma 20% arrumada e a outra toda para arrumar!
    • Preparar a mala de mão (farei um post sobre ela, mas provavelmente só depois da viagem!).
  • Providências de Chegada: Escolher banco, serviço de telefonia
    • Tenho uma boa noção do banco que vou escolher. Pesquisei e pesquisei e defini o que eu acho mais importante. Mais para frente eu farei um post sobre isso, já que é bem difícil encontrar informações. Daí já faço o trabalho completo, inclusive com o passo a passo de abrir a conta. A telefonia ainda tá um pouco ampla, pretendo fechar o foco nesses últimos dias.

Já está ok:

NOVIDADES:

  • Providências de Chegada: Moradia 
    • O laranja é por não ter sido 100% resolvido, mas não há mais o que fazer nesse momento. Infelizmente não rolou a moradia dentro da UBC… Fiz um post sobre como aplicar para moradia dentro da Universidade canadense.  dentro da UBC. Eu deveria ter entrado na lista assim que recebi a carta de aceite, foi burrice minha. Agora eu vou pagar (literalmente) por isso. Os primeiros dias por lá serão uma loucura atrás da nossa casa. Mais para frente também farei um post explicando como funciona essa busca pelo apartamento perfeito melhor possível. Adianto que sair com algo pronto aqui do Brasil – sem ser a moradia da UBC – seria meio que uma roubada.
  • Cancelar internet
    • Já agendei o cancelamento da internet aqui de casa. Não temos nem telefone nem tv a cabo, só precisamos cancelar ela mesmo.
  • Desbloquear cartão de crédito
    • Na hora de comprar o celular, geralmente eles pedem um cartão de crédito para o security deposit. Sem contar que ele é sempre um grande aliado nas emergências (inclusive médicas se vc tem seguro).
  • Tradução juramentada da Carteira de motorista
    • Levar a carteira de motorista traduzida ajuda bastante na hora de tirar a sua por lá.
  • Reunião com orientadora
    • Agendada para a próxima semana, já fiz todo o meu dever de casa, minhas pesquisas estão em dia, mesu resultados tb. Não consegui escrever muito nos últimos dias, mas nem adianta. É impossível manter o ritmo de produção no meio de uma mudança desse tamanho.
  • Seguro de Saúde
    • O laranja é por não ter sido 100% resolvido tb. O seguro via UBC acabou me dando bastante dor de cabeça. A UBC pede que o seguro seja pago via transferência bancária, ela não permite que eu pague o meu seguro por cartão de crédito. No site da Universidade, eu consigo emitir um boleto, que tem um prazo de 24h após ser emitido para ser pago. Fui em duas agências do Banco do Brasil e eles demoram mais do que o prazo dado para fazer a transferência. Fora que a taxa que o Banco do Brasil cobra para fazer o depósito em conta corrente de uma empresa é quase o mesmo valor que o seguro! Um absurdo! Burocracia no Brasil funciona muito bem para quem precisa pagar um seguro, mas na hora do Eduardo Cunha mandar dinheiro roubado dos cofres públicos pra pqp tá ok, né? Enfim, a UBC permite que eu pague quando eu chegue por lá. Sö vou conseguir resolver isso  100% depois de estar em solo canadense.
  • Acertos com a Universidade brasileira
    • Todos devidamente comunicados da minha ida.
  • Pastinha da viagem
    • Como na imigração vários documentos são pedidos, vou separar tudo certinho em uma pasta para ter ali tudo que eles possam pedir. Devo fazer um post mais para frente falando sobre os documentos interessantes de deixar na bagagem de mão.
  • Procurações e outros documentos 
    • Fui a um cartório próximo a UFSC e eles já tinham um modelo prontinho de produração para pessoas que cursam doutorado sanduíche. Lá tinha todas as funções necessárias para passar para um terceiro – inclusive para mexer na conta do banco e transferir dinheiro para o exterior.
  • Acertos bancários 
    • Precisava dar uma passadinha no banco para acertar o representante legal. Tudo resolvido =)

Já estavam ok há mais de duas semanas:

  • Visto 
    • Foi aprovado no dia 30 de maio. Fiz um post com a timeline do processo.
  • Sair do Ap Alugado 
    • Nós morávamos de aluguel e sempre é bem complicado entregar o Ap (ainda mais depois de quatro anos de uso). Resolvemos sair antes de lá e ficar nessas últimas semana em um Ap da nossa família. Assim vamos economizar mais um pouco para a nossa viagem.
  • Venda de móveis 
    • Como saímos do AP que a gente morava, vários móveis a gente já vendeu. Viemos para um apartamento mobiliado, então só trouxemos os nossos pertences pessoais, nada de móveis e eletrodomésticos. Como AP alugado já era praticamente mobiliado, não tínhamos tanta coisa assim, mas o que deu para vendemos, nós vendemos. A graninha que rendeu está guardada para nos ajudar nas despesas iniciais de montar o ap no Canadá.
  • RG
    • Fiz! Já está em mãos!
  • Providências de Chegada: AirB&B, Hotel ou outra
    • Fechamos onde vamos ficar até dia 1ro de setembro. Mais detalhes no próximo post sobre: Hotel, AirB&B, Apartamento: onde ficar quando você acabou de chegar.
  • Traduções juramentadas
    • Por segurança, vou levar alguns documentos com tradução juramentada, caso seja necessário por lá.
  • Marcar Despedidas
    • Combinamos já com a família e já programamos com os amigos. Essa semana tem a primeira!
  •  Reuniões na pós do Brasil 
    • Tudo OK!
  • Consultas Médicas
    • Check up completo =D
  • Vendas de roupas, livros e objetos 
    • Processo finalizado! Fiz um post sobre o que levar e o que deixar e um sobre vender roupas, outro sobre móveis e outro sobre livros.

 

Planejando Gastos: Móveis (parte 1)

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Talvez você já tenha ouvido falar que os apartamentos alugados nos EUA e no Canadá geralmente não são mobiliados. Na verdade, a cozinha quase sempre (99% das vezes) vem completa, com fogão/forno e geladeira/freezer e às vezes com máquina de lavar louça e microondas. É muito muito raro não ter isso.

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Clássica configuração de ap Gringo (sem luz no teto)

Máquina de lavar roupa, no entanto, é um luxo. Pouquíssimos aps possuem. Geralmente há uma lavanderia em uma área em comum, onde você lava e seca a sua roupa usando (várias) moedinhas de 25 centavos. Área de serviço? Só em casas beeem grandes. Em apartamentos, nem pensar.

Assim como é comum ter a cozinha “completa”, o resto da casa geralmente vem vazio. Nada na sala, nos quartos ou na varanda. O banheiro é sempre completo, tem armários, espelho e geralmente uma banheira. Para quem aluga, só falta comprar a cortina e mandar a ver.

Então o que é necessário comprar para uma casa lá fora?

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Bem, lá na América do Norte eles não tem muito o hábito de terem guarda-roupas, é bem frequente cada quarto ter um closet. O closet é mais ou menos assim (fotinho ao lado).  É um espaço, com uma porta, que tem um cabo para pendurar cabides. Ou seja, a principio você pendura quase tudo. Em alguns casos há apenas uma prateleira superior para colocar roupas dobradas – em muitos nem isso tem.

  • Tem gente que gosta de comprar uma penteadeira para colocar no quarto, para ajudar a guardar as roupas. Tem gente que compra gaveteiros mais simples, de plástico ou metal. Vai da necessidade e do $$$ de cada um.
  • Todo mundo precisa de cama. Esse é uma necessidade principal. No meu ponto de vista. Comprar um bom colchão é imprescindível. Prefiro um bom colchão no chão do que um mediano em uma cama bonitinha. Se eu tivesse que escolher um item para investir dentro de uma casa, com certeza seria ele.
  • Criado mudo: Tem gente que não vive sem, tem gente que vive. Em um próximo post eu falo da Ikea e suas opções baratas.
  • Penteadeira: mesmo caso do criado mudo.

SALA: 

  • Sofá: Você consegue viver sem? Tem sim como substituir com colchonete, cadeira, chão, almofadas… mas depende de cada um.
  • Televisão: bem, trabalho com televisão e cinema e meu doutorado é sobre televisão e cinema. Eu não vivo sem tv. No entanto, conheço pessoas que deixam para comprar televisão bem depois da chegada.
  • Móvel para televisão: depende do tamanho da tv, da disposição do ap e é claro, do $$$ de cada um.
  • Mesa de jantar: se a sua casa tem balcão entre a cozinha e a sala, pode ser que você só precise de cadeiras. Caso não tenha, e bem provável que uma mesa seja necessária.
  • Escrivaninha: aqui é meu outro ponto fraco! Como eu trabalho muito em home office, com certeza vai ser uma das coisas fundamentais que terei que comprar assim que a gente tiver a nossa casinha. E a cadeira também.

COZINHA:

  • Talheres, copos, panelas, torradeira, liquidificador, batedeira, mixer, cafeteira. Talvez um microodas. Depende da necessidade de cada um. No futuro, pretendo falar melhor sobre preços e o que a gente comprou nesse primeiro momento.
    • Já aviso: por aqui somos pessoas simples, sem frescura e que não gostam de exageros. Nada de taça de cristal, panela de 200 dólares, talheres de prata… Nosso gasto vai ser o menor possível, garanto.

 

Essas são as possíveis necessidades iniciais. No próximo post eu falo sobre onde conseguir essas necessidades com ótimos preços!

 

Planejando Gastos: Alimentação

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Planejar alimentação é fundamental para você saber quanto vai gastar, principalmente quando o dinheiro é contado.

É possível calcular exatamente o que você vai gastar por mês? Bem, exatamente não, mas dá para você criar uma margem de erro de no máximo 50 dólares. Como? Vamos lá que eu vou explicar.

Primeiro, planejamento não se faz do dia para noite. Não adianta chegar um mês antes da viagem e decidir fazer um plano em cima da hora… Pode até funcionar, mas é bem provável que de errado. Por que?  Porque você precisa saber o que você gasta para conseguir prever o que você vai comprar por lá.

Em uma viagem curta, você pode estabelecer $20, $50, $100 diários para gastar com alimentação. Mas em uma viagem mais longa você precisar ter uma noção mais precisa do que vai consumir.

Há um ano eu faço as contas de quanto gastamos por mês em supermercado, para comer fora, com lazer… Nesse post foco apenas nas compras de comida.

Sabe aquela listinha que você faz quando vai às compras? Então, eu anotei tudo que a gente comprou no último ano, sempre calculando uma média do que consumimos.

Por exemplo:

  • Tomamos um leite por semana aqui em casa.
  • Compramos três caixas de ovos por mês.
  • A cada três meses, eu compro uma farinha de trigo integral de 1kl.
  • O Sabão líquido de roupas (3l) dura um mês e meio.
  • Comemos cerca de 400g de queijo por semana.

E por aí vai. Para essas constatações, foram meses de pesquisa e medições. Cada mês foi diferente, então fiz uma média para saber o que era consumido.

Com essa lista em mãos, é possível ir até o site flipp.com ou baixar o aplicativo e procurar nos folhetos dos supermecados o quanto vai ser gasto.

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É bem tranquila a navegação tanto no site como no app. No caso do Canadá, No Frills, Superstore e Walmart são os mercados mais baratos. Falo isso por acompanhar há cerca de seis meses os preços por lá (e por ter pego muitas dicas online).

Isso também me fez ter certeza de que não há uma variação tão grande nos valores das comidas. Em Floripa eu já cheguei a ver o mesmo ketchup com uma variação de 50% no preço no mesmo supermercado, variando pelo dia da semana que você decide comprar. Isso é bem mais raro por lá, felizmente.

Também é uma forma interessante de conhecer os produtos. Como eu morei nos EUA e visitei o Canadá antes, eu tenho uma noção boa de marcas – ainda que elas não sejam todas as mesmas. Mas a pesquisa de produtos é bem importante para entender o consumo. Eu amo sour cream e nutella. Aqui eu não compro porque não tem ou é muito caro. Lá, eu vou comprar. Já entra pra minha lista. No entanto, creme de leite e leite condensado são coisas que eu vou descartar na nova vida gringa. Só vai rolar bem de vez em quando.

Espero que as dicas tenham ajudado para um planejamento por aí.

Dicas para arrumar a mala para uma viagem longa

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Hoje trouxe algumas dicas para arrumar as malas para uma viagem de mudança (- mas que também podem ajudar nas férias!). Bem, tem várias matérias falando sobre o assunto, escolhi algumas dicas que pra mim são mais adequadas.

 

Captura de tela 2016-07-26 às 15.59.22.png1- Sacos à vácuo

É uma maravilha para diminuir espaço, principalmente de edredom ou de casacos fofinhos. Na foto dá pra ter uma ideia (mas tá meio exagerado isso ali)

É sempre bom estudar certinho para ver se a marca que você comprou realmente funciona. As importadas são bem melhores (e mais baratas) que as brasileiras.

Cuidar: Apesar do volume diminuir, o peso continua o mesmo. Tente não encher uma mala só com roupas em saco a vácuo porque provavelmente você vai passar do limite de peso.

2- Aproveitar os sapatos

Aproveitar os sapatos para colocar coisinhas dentro é uma ótima ideia. Sejam pequenos acessórios que possam quebrar, cremes, maquiagem ou ao menos suas meias. tudo poupa espaço e aproveita para não deixar o sapato vazio com muito peso em cima.

PS: Eu sempre limpo os sapatos antes de colocar na mala e os ponho dentro de um saco plástico para não sujarem o resto das roupas limpas.

3- Selar líquidos

Não esqueça de passar uma fita no seu shampoo ou nos seus cremes para etivar que a embalagem abra (ou estoure) e suje o resto dos itens na sua mala.

4- Proteger itens que quebram

Caso você decida levar algo que quebre, não esqueça de enrolar o item em papel bolha. Caso não tiver e não quiser comprar, sem problemas! Use suas próprias roupas para garantir que o item não vai quebrar. Eu sempre coloco casacos, roupas bem macias em volta do que pode quebrar. Eu também nunca coloco embalagens ou intens frágeis perto um dos outros. Sempre deixo um espaço no meio – ocupado por outros itens macios. Já viajei muito nessa vida e nunca quebrei nada. Aconselho vocês a usarem o método =D.

5- Usar suas roupas como proteção

Esse item é parecido com o último, também é para proteger o que quebra e até seus sapatos. Tente sempre colocar coisas macias para fazer uma cama no fundo da mala. Também deixe itens macios para fechar a mala, assim você não corre o risco de um salto de algum sapato acabar furando a sua mala.

6- Cintos nas laterais

Utilize as laterais das malas para deixar seus cintos abertos. Assim eles não amassam e ocupam menos espaço.

7- Documentos só na bagagem de mão!

A chance de perderem a sua mala não é grande, mas existe. Não deixe seus pertences mais importantes por lá. Carregue o que você mais precisa sempre na mala de mão.

8- Mala de mão apenas com líquidos até 100ml!

Essa é cliché, mas muita gente esquece. Líquidos com mais de 100ml não vão na mala de mão! Não adianta ter uma embalagem de 105ml ou uma de 200, mas que só tem 5ml de creme. Eles vão colocar fora.

9- Spray na mala de mão não pode

Essa  eu aprendi do pior jeito, quando botaram um spray meu novinho  de cabelo fora. Me falaram na ocasião que nem desodorante em spray pode! E, pasmem, não é questão de tamanho – o meu era de 50ml. O problema (que eu não sabia) é que eles consideram o spray como explosivo e não pode ser levado de forma alguma.

Já passei com spray em vôos? Já. Mas depois que jogaram meu belo sprayzinho fora, nunca mais.  Vai que realmente estoura? Eu é que não quero ser culpada por um acidente de avião.

Captura de tela 2016-07-26 às 16.26.4010 – Seja uma boa jogadora de tetris.

Eu sempre amei esse joguinho. Então pra mim, arrumar mala é mais ou menos assim. Você encaixa aqui, ali, e tudo vai cabendo certinho. Uma mala bem encaixada além de ser uma mala bem aproveitada é uma mala segura, já que os itens não ficam se movendo.