Pós-Doutorado no Canadá, pode fazer?

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Recentemente recebi um feedback super positivo de vocês e algumas pessoas me pediram para falar sobre Pós-Doutorado no Canadá.

Bem, como eu já havia pesquisado sobre o assunto, resolvi afinal os detalhes para fazer este post.

Inicialmente, aproveito o espaço para dizer que há um edital brasileiro para pós-doc no Canadá aberto! É pela CNPq e fica aberto até dia 24 de maio. No site oficial há mais informações para você se inscrever.

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Começamos pelo básico. O pós-doc não é uma continuação do Doutorado. Em primeiro lugar, o objetivo principal não é uma titulação e sim a experiência que a nova pesquisa irá trazer. As recomendações sempre são que você faça o pós-doc em outra instituição, fugindo da sua experiência anterior e buscando novas especialidades e experiências.

Entendo que há duas possibilidades bem claras no Brasil – se você já é professor em uma Universidade brasileira e se você é um ex-aluno de doutorado.

Se você é um professor, o caminho que geralmente as pessoas recorrem é trabalhar como um Visiting Scholar na Universidade estrangeira pretendida. Frequentemente há (ou a havia) editais de fomento brasileiros para auxiliar professores daqui a ficarem até um ano fora do Brasil (com uma bolsa que equivale quase ao dobro da de doutorado, diga-se de passagem).

Agora se você não tem um vínculo com o Brasil, um caminho bem atraente é tentar bolsas e incentivos da instituição ou do governo do país de destino. Mas que fique claro que também pode tentar uma visita de Visiting Scholar com bolsa do Brasil.

Então como tentar? Em ambos os casos o contato inicial é muito semelhante com o do doutorado sanduíche. Você pode procurar grupos de pesquisa do seu interesse, professores com investigações que te atraem ou até procurar alguém que você já trocou ideia (e contato) em algum evento acadêmico por aí. Uma outra sugestão é ficar de olho em chamadas para pós-doutorandos. Alguns departamentos (nacionais e gringos) divulgam em seus sites as oportunidades.

No email de contato você pode questionar se a pessoa responsável pelo grupo de pesquisa teria interesse em receber você, se teria alguma bolsa, se toparia desenvolver algum projeto para ganhar uma verba para a pesquisa… É difícil limitar aqui por depender muito da sua área de pesquisa. Áreas de saúde e tecnologia conseguem verbas de investimento com bem mais facilidade do do que a área de artes e comunicação, por exemplo. São aproachs bem diferentes.

Há quem diga que três anos é o ideal para uma pesquisa ser desenvolvida.Novamente, acredito depender muito da área. Ah, quando você faz Pós-Doutorado você deixa de ser tratado como aluno e passa a ser tratado como colega, afinal, você subiu na escala da evolução acadêmica quando recebeu o título de doutor. rs.

Conheço duas pessoas que fizeram Pós-Doc no Canadá. As duas me falaram maravilhas. Porém, ambas foram através de agências brasileiras e eram docentes em Universidades Federais do Brasil. Em um caso a pessoa foi atrás de uma pesquisa que gostou e no outro a pessoa conheceu uma chefe de pesquisa do Canadá em uma visita à Universidade brasileira que ele lecionava.

Ainda sobre o Canadá, achei alguns depoimentos de experiência  nesse site.

Linko também uma matéria da Folha (antiga de 2010) falando sobre a falta de interesse em pós-doc. Retirei essa tabela de baixo de lá

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Bem, ainda dá tempo para tentar contato com uma instituição canadense e participar do edital aberto no CNPq. Procure algum grupo de pesquisa e tente se encaixar como Visiting Scholar!

Ah, no pós-doc geralmente você leciona, viu? A ideia é que o aluno de doutorado que tenha problema em atuar como professor ganhe a segurança suficiente para tal durante o pós-doc.