Procurando apartamento em Vancouver (parte 1)

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Como eu contei em uns posts passados, eu esperava ter ficado nos apartamentos para alunos da UBC. Mas não deu certo. Fiquei numa lista de espera enorme e só me chamaram dois meses depois que a gente já estava alojado por aqui. Por que estou contando isso? Porque agradeço não ter ficado por lá. O alojamento da UBC – teríamos um ap individual, só nosso – é completamente fora de mão para o resto da cidade. Fica na pqp. Tem transporte público, mas para nós seria horrível ficar por lá.

 

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(breve pausa na busca por um lugarzinho para chamar de nosso)

Quando eu fiz as pesquisas ainda do Brasil, achei que seria tranquilão morar na UBC. Só chegando aqui e vendo como era a dinâmica da cidade que eu vi como seria ruim ficar por lá. Aqui entra meu primeiro alerta: alugar uma casa por um ano ou mais em um local que você não conhece é bastante complicado. No último post, sobre air bnb, eu falo de empresas que alugam ap por você, para quando você chegar no Canadá já ir direto para a sua casa. Como eu disse lá, o serviço parace prático, mas é um tanto desnecessário em diversos casos. É preciso analisar bem se vale a pena para você.

Se você é mais perfeccionista, exigente, etc, eu realmente não recomendo que você chegue aqui com a casa alugada. Claro que existem exceções, mas a chance de você pegar um lugar que não curta tanto é grande. Nós alugamos o nosso ap dois dias antes do nosso air bnb vencer. Estávamos há uma semana na cidade. Na hora a localização pareceu ser amazing. Hoje a gente quer mudar de lugar assim que tivermos uma oportunidade.

Isso que a gente já tinha conhecido a cidade, sabia dos ônibus, nas distâncias. Mas tem coisa que só o dia a dia na cidade vai fazer você aprender. Na minha próxima casa eu quero morar perto do skytrain (metro). Aqui a gente precisa pegar um ônibus para ir até o trem. No começo parece tranquilo, mas depois, quando você precisa fazer compras no mercado, chegar rápido em um compromisso, entre tantos outros, você começa a perceber a diferença. (Sobre transporte público devo fazer um post bem em breve com mais detalhes).

Eu acho fundamental estar na cidade para decidir o local. Mas sei bem que o bolso às vezes não tem como aguentar a nossa liberdade de escolha, então optamos pelo mais barato dentro da grande visão.

Então antes de contar efetivamente como foi a nossa busca, sugiro que você pense em alguns fatores que podem influenciar na sua escolha:

Você sabe onde vai trabalhar e estudar? Sabe a frequencia?

Isso ajuda bastante a definir o lugar. Eu pego apenas um ônibus para UBC, fato que me ajudou na escolha. Mas não sabia que o ônibus era tão demorado (1h a 1h30). Eu vi no google maps, mas lá tá por volta de uma hora. Raramente eu levei uma hora para chegar até UBC.  Quando escolhi aqui, foi o lugar mais próximo da UBC que conseguimos pagar. Naquela época queria ficar mais próximo da Universidade por pensar que iria ao menos 3x por semana para lá.

Mais para frente eu descobri que as minhas expectativas enquanto a universidade  acabaram não ocorrendo e acabo me descolando até lá apenas uma vez por semana. Nos outros dias eu trabalho de casa, afinal, se eu fosse até lá eu ficaria sozinha em uma biblioteca. Então para mim é bem mais proveitoso ficar sozinha no meu home office, sem barulho, bem mais aconchegante e sem perder 3 horas de deslocamento por dia. Se eu soubesse que não teria outros compromissos na UBC, eu teria escolhido um lugar mais longe (ou com mais trocas de ônibus), mas que fosse melhor e mais barato.

Por isso, saber exatamente o que você vai fazer, pode ajudar na escolha. (Farei um post contando melhor sobre as expectativas com o sanduíche e a realidade que encontrei).

Craigslist salva

Uma semana antes de sair do Brasil já veja diariamente, multiplas vezes, o que está saindo no Craigslist.É bom pra controlar preços e demanda.

Dependendo do caso você já pode agendar visitas. Alguns lugares que a gente ligou quando chegou só tinha visita disponível uma semana, cinco dias depois. Vale a pena ver tudo isso.

Só não pague NADA antes de estar aqui e ver o ap. Scam é muito comum por lá.

Tenha dinheiro ou comprovante de dinheiro em mãos

Teve lugar aqui que queria que a gente apresentasse seis meses de aluguel para comprovar que a gente tinha como pagar. SEIS MESES! Teve outros que algumas pessoas ofereciam adiantar três meses de aluguel para garantir o Ap. Por via de dúvidas, traga um pouco mais que duas ou três vezes o valor do aluguel que pretende pagar, assim você também pode oferecer essa vantagem. (Não esqueça do depósito que você sempre precisa pagar e geralmente é metade do valor do aluguel).

Para quem vem alugar um quarto

Até agora só falei do nosso caso, de casal que veio alugar um ap. Mas tem muita gente – inclusive casais – que ficam em quartos alugados dentro de casas de repúblicas ou até bedstays.  Para morar com outras pessoas tem várias comunidades de facebook que podem auxiliar na escolha. Não recomendo que feche a estadia ainda no Brasil, mas com certeza dá para começar um diálogo e agendar uma visita ainda por aí. No caso dos bedstays você geralmente fecha com agências ainda no Brasil e chega já com o seu cantinho pronto.

Arrume uma linha telefônica assim que chegar

Você pode arrumar apenas um chip ou fazer uma linha. O importante é ter um número daqui para ligar para os contatos e mandar mensagens para verificar a disponibilidade dos aps. A gente só coneguiu efetivamente começar a busca por aps por aqui depois de ter nosso número.

Aqui eu explico o caminho das trevas de quando você muda de país (o que precisa ser feito antes, o que vem em sequencia…) Leia isso antes para saber o que você precisa para ter um telefone por aqui.

Boa sorte e até o próximo post também sobre aluguel!

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Como abrir uma conta de Banco no Canadá?

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Primeiramente, fique tranquila. É MUITO menos burocrático que qualquer coisa que você vá fazer no banco no Brasil.

A primeira coisa a fazer é ter o SIN Number. Sem ele você não abre a conta.

Você então vai até o banco, pede para abrir uma conta. Eles te levam para umas salinhas, onde alguém te atende. Uma funcionária cuidou do nosso processo. COm nosso passaporte, Poe letter e Sin Number ela abriu a conta.

Acho que uma das coisas mais chatas é que a gente tinha que pedir para ela explicar tudo novamente. Não por causa do inglês, mas pq ela falava como se a gente conhecesse bancos canadenses e como eles funcionam. E não a gente não conhecia. E não, não é igual ao Brasil. Tem muitas coisas diferentes. Me senti uma criança de 10 anos que foi ao banco pela primeira vez e ela era a tia meio grossa que não tinha muita paciência para perguntas bobas. Mas, SORRY, prefiro fazer 1000 perguntas idiotas a não saber como as coisas funcionam. Síndrome de jornalista talvez. Enfim.

Demorou quase duas horas para ela fazer tudo. Saímos de lá com o meu cartão de débito.

Outra coisa importante – para conta de estudante não há conta conjunta. Eu não sabia disso. A conta ficou só no meu nome, se eu quisesse incluir meu marido, seria uma conta diferente.

O procedimento deve ser semelhante em todos os bancos, o negócio é escolher algum que você prefira. Sobre isso, talvez eu faça um post no futuro avaliando os bancos. Posso falar que não estou 100% satisfeita com o meu banco aqui – mas tb nem sei se isso é 100% possível. Adianto que tive alguns problemas, inclusive já fizeram algumas cobranças não autorizadas/avisadas, tive que pagar por coisa que não sabia que teria que pagar e ainda por cima eles não foram  atenciosos como eu esperava.

Para resumir, escolhi o Scotia para ganhar ingressos de graça e para economizar na taxa mensal, já que ele não tem taxa para conta de estudante. No fim, não ter taxa quer dizer que você fica sem alguns serviços básicos –  você paga umas coisas absurdas como quase $60 dólares por um talão de cheques.

Ah! E o cartão para eu tirar meus ingressos gratuitos foi para um endereço errado e até agora não consegui arrumar a situação…Ou seja, o próposito inicial não foi alcançado. Paguei mais que pagaria em uma conta normal e não ganhei meus tickets. Damn.

Eu não recomento o Scotia, mas também, sendo honesta, não saberia o que recomendar.

Fazendo o Sin Number no Canadá

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Num dos meus últimos posts eu falo sobre a ordem das coisas que eu precisava fazer no Canadá assim que chegasse.

Hoje, enfim, retorno a esta lista com a primeira tarefa: Sin Number.

Chegamos no Canadá em uma quarta-feira, uma da manhã, com um fuso horário de quatro horas (ou seja, no Brasil era 5h). Confesso que a gente ainda estava bobo com a viagem de 38 horas, mas no mesmo dia fomos pegar nosso sin number e fazer nossa conta do banco.

Essa ali embaixo sou eu, descendo a rua da nossa casa provisória em direção ao centro. Note que estava calor (era na última semana de agosto).

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Então vamos a saga do SIN.

Levamos nosso passaporte e a carta que recebemos ao desembarcar. Conto aqui, sobre o desembarque e sobre essa tal carta.

Fomos há um Sevice Center no Canadá, avisamos que tínhamos acabado de chegar e precisávamos do SIN. Eles nos atenderam na hora e em menos de 20 minutos a gente já estava com o número. Foi muito tranquilo, não pegamos fila alguma e fomos super bem atendidos.

Agora vem a pergunta importante: Precisava ser no mesmo dia?

Bem, acho bom analisar de duas formas…

Como nós não trouxemos uma quantidade grande de dinheiro em espécie, a gente precisava abrir a nossa conta o quanto antes para transferir dinheiro para cá. Sem o dinheiro a gente não conseguiria alugar uma casa. Chegamos no dia 24/08 e precisavamos de uma casa para dia 1/9. Sendo assim, cada dia contava e era necessário sim.

Se a gente tivesse trazido dinheiro em espécie, se tivesse já uma casa alugada, tivesse mais de três semanas para achar um ap ou histórico de crédito no país, a gente não precisaria.

Então minha dica é: se você tem algum desses últimos quatro fatores listados, fique tranquila, não precisa apressar nada. Agora se veio em condições parecidas com a minha – CORRE, FILHA, QUE O TEMPO É POUCO!

No próximo post eu falo sobre a escolha e alguns dramas do Banco Canadense.

Primeiros passos no Canadá

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CHEGAMOS!

Bem, a essa altura já estaremos em Vancouver. Estou falando no passado por ter escrito esse post ainda no Brasil. Acredito que não vou ter tempo na chegada para escrever (nem meios, pois ainda estarei sem internet e sem computador).

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*fotinho ilustrativa minha em Las Vegas, não em Vancouver. Em breve fotos canadenses!

Decidi então publicar a minha listinha do que teremos que fazer assim que chegarmos a Vancouver. E olha… nesse primeiro momento, vai ter coisa pra caramba para resolver.

Hoje, quarta, é o primeiro dia que estaremos no Canadá. A chegada do nosso vôo estava prevista para terça-feira às 11 horas da noite (horário de Vancouver). Com todo o processo de imigração + bagagens, creio que chegamos no hotel por volta da uma da manhã. Soma aí que uma da manhã lá é cinco da manhã em Santa Catarina.

Quarta é um dia cheio de atividades, o primeiro capítulo da nossa chegada. Vamos lá para o que está planejado:

  • Air BnB
    • Como chegamos na madrugada, tivemos que ficar em um hotel pertinho do aeroporto. Na quarta cedinho (ou mais cedo que a gente conseguir) vamos para a casa que alugamos no Airbnb. Esse será nosso endereço provisório para conseguirmos resolver as primeiras pendências no país.
  • Fazer o SIN number
    • Esse é o CPF do Canadá. Ele é o primeiro documento canadense que nós teremos. Pelo o que pesquisei, você vai até o local onde fazem ele e na mesma hora sai já com o número. É necessário o visto, a permissão de trabalho/estudo e um endereço. Mais para frente eu farei um post sobre ele.
  • Comprar o Celular
    • Não dá pra fazer quase nada sem ter um telefone. Assim que a gente conseguir o Sin, vamos para bater perna nas lojas buscar uma boa oferta para telefonia. Também explicarei melhor como foi a escolha em breve.
  • Abrir conta no Banco
    • Para abrir a conta no banco, o que precisamos: Visto, endereço, Sin e número de Celular! Ou seja, basicamente existe uma sequência para seguir nesse primeiro momento. Pelo o que pesquisamos, é bem tranquilo o processo, assim que abrir a conta, já recebemos um cartão de débito e podemos fazer transferências do Brasil para o Canadá. Vou explicar como foi e como escolhemos o banco mais para frente.
  • Pagar seguro saúde da UBC
    • Lembram que eu falei sobre os rolos para pagar o seguro saúde da UBC nesse post e nesse post? Então, precisamos passar no HSBC e pagar o meu seguro saúde. Depois encaminhamos o formulário do pagamento do seguro do meu marido por email (esse pode ser com cartão de crédito).
  • Metropass
    • Comprar o cartaozinho do transporte público em Vancouver. Como chegamos no final do mês, não vale a pena comprar o mês inteiro. Vamos recarregar com uns C$ e depois na virada do mês a gente compra o mensal. Se você está se perguntando: mas pq eles não pagam a viagem em dinheiro? Bem, aqui no Canadá é necessário ter o dinheiro certinho na hora de pagar. Não tem troco. Assim, é bem mais fácil usar o cartão, né. Mais explicações no futuro post tb.

 

Essas são as providências emergenciais! Das que a gente vai chegar e fazer sem nem ter dado um rolê na cidade ainda. Depois que a gente fizer isso tudo, vamos começar a fazer o resto com um pouco mais de tranquilidade. Mas, honestamente, me conhecendo, até conseguir o nosso AP, nada vai ser muito tranquilo!

Se der tempo ainda na quarta começaremos o capítulo dois da chegada:
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  • Procura por um AP
    • Saímos do Brasil com um bairro queridinho: Kitslano. Ele fica bem localizado entre o centro e a UBC. Em uns 20 a 30 minutinhos eu chego na universidade de bus. Conseguimos ir praticamente a pé até o centro da cidade. Seria ótimo morar por lá. Porém, vamos procurar também em outros lugares, como Fairview, Cambie, Shaughnessy, Marpole, Mount Pleasant (que até onde vimos possuem mais prédios e ficam no máximo a 45 minutos de busão da UBC). Downtown e Westend seriam legais, mas são as partes mais caras da cidade, então descartamos. North Vancouver, East Vancouver e Burnaby seriam opções, mas como ficam mais de uma hora de distância da universidade, só em último caso mesmo. Vai rolar bastante posts sobre como foi o aluguel e sobre os bairros da cidade. Inclusive, tô pensando em fazer uma série sobre cada bairro de Vancouver. Senti muita falta disso quando pesquisei, acredito que eu possa contribuir com isso.
  • BC ID
    • Para não ficar andando com o passaporte para cima e para baixo, fazer o RG canadense é bem importante. Assim que der um tempinho, o faremos.
  • Conhecer a cidade!
    • Tá aí uma coisa que vamos estar loucos para fazer, mas provavelmente só vai rolar depois que a gente pegar o ap. Mas, é claro, enquanto a gente procura AP, faz os passos burocráticos da mudança, estaremos sempre de olho ao nosso redor =).

Bem, esse segundo capítulo tem bastante coisa para ser resolvida. Mais explicações (e o terceiro capítulo) ficam para um próximo post!

 

Planejando Gastos: Móveis (parte 1)

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Talvez você já tenha ouvido falar que os apartamentos alugados nos EUA e no Canadá geralmente não são mobiliados. Na verdade, a cozinha quase sempre (99% das vezes) vem completa, com fogão/forno e geladeira/freezer e às vezes com máquina de lavar louça e microondas. É muito muito raro não ter isso.

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Clássica configuração de ap Gringo (sem luz no teto)

Máquina de lavar roupa, no entanto, é um luxo. Pouquíssimos aps possuem. Geralmente há uma lavanderia em uma área em comum, onde você lava e seca a sua roupa usando (várias) moedinhas de 25 centavos. Área de serviço? Só em casas beeem grandes. Em apartamentos, nem pensar.

Assim como é comum ter a cozinha “completa”, o resto da casa geralmente vem vazio. Nada na sala, nos quartos ou na varanda. O banheiro é sempre completo, tem armários, espelho e geralmente uma banheira. Para quem aluga, só falta comprar a cortina e mandar a ver.

Então o que é necessário comprar para uma casa lá fora?

Captura de tela 2016-07-08 às 16.26.39QUARTOS

Bem, lá na América do Norte eles não tem muito o hábito de terem guarda-roupas, é bem frequente cada quarto ter um closet. O closet é mais ou menos assim (fotinho ao lado).  É um espaço, com uma porta, que tem um cabo para pendurar cabides. Ou seja, a principio você pendura quase tudo. Em alguns casos há apenas uma prateleira superior para colocar roupas dobradas – em muitos nem isso tem.

  • Tem gente que gosta de comprar uma penteadeira para colocar no quarto, para ajudar a guardar as roupas. Tem gente que compra gaveteiros mais simples, de plástico ou metal. Vai da necessidade e do $$$ de cada um.
  • Todo mundo precisa de cama. Esse é uma necessidade principal. No meu ponto de vista. Comprar um bom colchão é imprescindível. Prefiro um bom colchão no chão do que um mediano em uma cama bonitinha. Se eu tivesse que escolher um item para investir dentro de uma casa, com certeza seria ele.
  • Criado mudo: Tem gente que não vive sem, tem gente que vive. Em um próximo post eu falo da Ikea e suas opções baratas.
  • Penteadeira: mesmo caso do criado mudo.

SALA: 

  • Sofá: Você consegue viver sem? Tem sim como substituir com colchonete, cadeira, chão, almofadas… mas depende de cada um.
  • Televisão: bem, trabalho com televisão e cinema e meu doutorado é sobre televisão e cinema. Eu não vivo sem tv. No entanto, conheço pessoas que deixam para comprar televisão bem depois da chegada.
  • Móvel para televisão: depende do tamanho da tv, da disposição do ap e é claro, do $$$ de cada um.
  • Mesa de jantar: se a sua casa tem balcão entre a cozinha e a sala, pode ser que você só precise de cadeiras. Caso não tenha, e bem provável que uma mesa seja necessária.
  • Escrivaninha: aqui é meu outro ponto fraco! Como eu trabalho muito em home office, com certeza vai ser uma das coisas fundamentais que terei que comprar assim que a gente tiver a nossa casinha. E a cadeira também.

COZINHA:

  • Talheres, copos, panelas, torradeira, liquidificador, batedeira, mixer, cafeteira. Talvez um microodas. Depende da necessidade de cada um. No futuro, pretendo falar melhor sobre preços e o que a gente comprou nesse primeiro momento.
    • Já aviso: por aqui somos pessoas simples, sem frescura e que não gostam de exageros. Nada de taça de cristal, panela de 200 dólares, talheres de prata… Nosso gasto vai ser o menor possível, garanto.

 

Essas são as possíveis necessidades iniciais. No próximo post eu falo sobre onde conseguir essas necessidades com ótimos preços!

 

Planejando Gastos: Alimentação

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Planejar alimentação é fundamental para você saber quanto vai gastar, principalmente quando o dinheiro é contado.

É possível calcular exatamente o que você vai gastar por mês? Bem, exatamente não, mas dá para você criar uma margem de erro de no máximo 50 dólares. Como? Vamos lá que eu vou explicar.

Primeiro, planejamento não se faz do dia para noite. Não adianta chegar um mês antes da viagem e decidir fazer um plano em cima da hora… Pode até funcionar, mas é bem provável que de errado. Por que?  Porque você precisa saber o que você gasta para conseguir prever o que você vai comprar por lá.

Em uma viagem curta, você pode estabelecer $20, $50, $100 diários para gastar com alimentação. Mas em uma viagem mais longa você precisar ter uma noção mais precisa do que vai consumir.

Há um ano eu faço as contas de quanto gastamos por mês em supermercado, para comer fora, com lazer… Nesse post foco apenas nas compras de comida.

Sabe aquela listinha que você faz quando vai às compras? Então, eu anotei tudo que a gente comprou no último ano, sempre calculando uma média do que consumimos.

Por exemplo:

  • Tomamos um leite por semana aqui em casa.
  • Compramos três caixas de ovos por mês.
  • A cada três meses, eu compro uma farinha de trigo integral de 1kl.
  • O Sabão líquido de roupas (3l) dura um mês e meio.
  • Comemos cerca de 400g de queijo por semana.

E por aí vai. Para essas constatações, foram meses de pesquisa e medições. Cada mês foi diferente, então fiz uma média para saber o que era consumido.

Com essa lista em mãos, é possível ir até o site flipp.com ou baixar o aplicativo e procurar nos folhetos dos supermecados o quanto vai ser gasto.

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É bem tranquila a navegação tanto no site como no app. No caso do Canadá, No Frills, Superstore e Walmart são os mercados mais baratos. Falo isso por acompanhar há cerca de seis meses os preços por lá (e por ter pego muitas dicas online).

Isso também me fez ter certeza de que não há uma variação tão grande nos valores das comidas. Em Floripa eu já cheguei a ver o mesmo ketchup com uma variação de 50% no preço no mesmo supermercado, variando pelo dia da semana que você decide comprar. Isso é bem mais raro por lá, felizmente.

Também é uma forma interessante de conhecer os produtos. Como eu morei nos EUA e visitei o Canadá antes, eu tenho uma noção boa de marcas – ainda que elas não sejam todas as mesmas. Mas a pesquisa de produtos é bem importante para entender o consumo. Eu amo sour cream e nutella. Aqui eu não compro porque não tem ou é muito caro. Lá, eu vou comprar. Já entra pra minha lista. No entanto, creme de leite e leite condensado são coisas que eu vou descartar na nova vida gringa. Só vai rolar bem de vez em quando.

Espero que as dicas tenham ajudado para um planejamento por aí.

Hotel, AirB&B, Apartamento: onde ficar quando você acabou de chegar

HEAD_DIAADIAFinalmente a listinha dos dias andou! Aleluia!

Semana passada resolvemos os nossos primeiros dias por Vancouver. Ainda não sabemos onde vamos morar, estamos esperando uma resposta do housing da UBC para começar a procurar aps.

De qualquer forma, mesmo se der certo, o ap da UBC só ficará disponível dia 1ro de setembro. Além disso, sabemos que geralmente a data de entrada dos apartamentos é no primeiro dia do mês.

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Como a gente chega em Vancouver perto da meia noite, ficaria difícil ir até a casa de alguém para nos receber. Assim, nossa primeira noite será em um hotel perto do aeroporto. No dia seguinte a gente segue para um ap, alugado por 9 dias, via AirB&B.

Optamos por alugar pelo AirB&B porque a diferença de preço é absurda. É muito mais barato que hotel. Pelo menos nesse período que a gente vai.

Pegamos um ap onde gostaríamos de morar caso o housing da UBC não de certo. É na região de Kitslano, um local que não fica tão longe da Universidade e é mais barato que a região central.

FIquei umas duas semanas pesquisando até a gente fechar com esse ap. O preço foi ótimo e o local é excelente. Para quem está procurando um local para ficar no começo vale bastante a pena o Airb&b. Para ficar mais tempo não vale, acaba saindo muito caro. É só até arrumar uma moradia mesmo. E o lado bom de alugar uma casa/ap é que tem cozinha, o que nos possibilita economizar bons $$, não precisando comer o tempo todo fora.

Ficadica =)