Visto para o Canadá – Documentos (parte 2)

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Continuamos com a saga do visto! No último post eu falei das comprovações financeiras. Agora falo de comprovantes de vínculo com o Brasil, o item que vai mostrar para quem avalia o seu processo que você voltará a sua terra natal.

De tudo que eu pesquisei, listo os que são mais necessários:

  • Carta de vínculo com emprego no Brasil

No caso de você sair do Brasil e ainda assim manter o emprego, é aceitável apresentar uma carta do seu chefe falando sobre o que você vai fazer fora, o que eles vão ganhar com isso, se você ainda receberá salário.

Se você foi contemplado por uma bolsa da Capes/CNPQ/Outra agência os comprovantes de contemplação valem também como vínculo e prova de renda no Brasil. Não esqueça que para um ano no Canadá é preciso comprovar cerca de $11 mil doláres canadenses para uma pessoa e $14 mil dólares canadenses para um casal (quem vai com filho adiciona cerca de $2 mil por dependente). Coloquei os valores que eu lembro de cabeça, mas para ter certeza acesse o site do CIC.

  • Carta de vínculo estudantil com Brasil

No caso de você ser aluno de alguma Universidade você pode anexar uma carta da sua coordenação sobre a sua saída condicional com a sua volta. É interessante incluir o tempo que você vai passar no Canadá, há quantos meses/anos você tá matriculada no Brasil, quanto tempo você tem para concluir o curso.
No meu caso, como sou aluna de Doutorado e vou para fora a convite de uma professora do Canadá, eu anexei quatro cartas: Uma da minha coordenação Brasileira, uma da minha orientadora Brasileira, uma da Universidade que eu vou no Canadá e uma da minha orientadora no Canadá.

  • Carta de vínculo familiar

Você tem uma filha que você precisará voltar ao Brasil para cuidar? Ou uma mãe? Ou uma avó? Anexar uma carta dessa pode ser interessante para provar que você não pretende ficar no Canadá para o resto da vida e que tem vínculos familiares com o Brasil.

Se você é casada e seu marido/esposa é importante apresentar a certidão de casamento, assim como se você tiver filhas/os é importante apresentar a certidão de nascimento (independente de te acompanharem ou não).

Last but definitely not least:

  • Carta de intenção

Quando eu contratei o serviço de despachante, perguntei umas três vezes se essa carta era necessária. Vi em diversos blogs e vlogs pessoas que viajaram falando da importância da mesma. Quem me atendeu disse que não precisava todas as vezes que eu perguntei.

No dia que eu fui entregar a documentação pessoalmente (a empresa faz pelo VAC de SP) eu a questionei mais uma vez. Daí, depois de eu insistir muito, ela decidiu confirmar ligando para um outro consultor da empresa matriz em São Paulo. Advinha o que ele disse? Que precisava.

Recomendo que mesmo que você escute a sua consultora dizendo que “não precisa, é besteira” que você faça a carta e a anexe ao processo do mesmo jeito. Se eu tivesse feito a carta de qualquer forma e levado no dia da entrega dos documentos para a empresa despachante, eu teria ganhado um tempo. Sem contar que: e se ela não tivesse ligado para outra pessoa para confirmar? E se eu não tivesse insistido perguntando sobre carta? Vai que faltasse essa informação que a carta esclareceu?

A empresa com certeza não me reembolsaria por uma falha deles. Confie em você e leve a sua documentação extra.

Só mais um desabafo – quem me atendeu também esqueceu de pedir a certidão de casamento minha e de meu marido. Acreditem se quiser… Todo o propósito do visto dele é ser vinculado ao meu e a pessoa não lembrou de pedir a certidão. Quem levou de qualquer jeito foi eu, pq eu já tinha lido bastante e sabia que era imprescindível.

Ainda sobre a carta de intenção, ela pode ser em português e pode ser uma por família/casal. Já vi marido e mulher escrevendo cartas separadas e já vi o aplicante principal escrevendo uma só (meu caso). Daí depende de cada caso. Como eu apresentei bastante documentação extra, julguei que não fosse necessário mais essa.

É fundamental falar porque você está indo para o Canadá, o que irá fazer e porque você vai voltar. Todos dizem que como – inicialmente pelo menos –  não há uma entrevista essa carta deverá ser como se você estivesse explicando para um membro do consulado suas intenções em visitar o país. Explique certinho como vai, porque vai, com quanto vai, com quem vai, e, principalmente quando volta. Não esqueça de falar da importância da viagem para você.

 

 

Visto para o Canadá – Documentos (parte 1)

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Bem, independente de fazer com uma empresa ou sozinho, você vai precisar de documentos além dos formulários que você vai preencher.

Vou passar a lista que me passaram para visto de estudante e de trabalho aberto em categorias:

Comprovantes de renda

  • Imposto de renda do ano com recibo
  • Prolabores/vencimentos/ contracheque (últimos 3 meses)
  • Carteira de Trabalho Assinada
  • Contrato social (caso seja sócio de alguma empresa)
  • Extrato conta corrente (assinado pela sua gerente e dos últimos 3 meses)
  • Extrato poupança/aplicação (assinado pela sua gerente e dos últimos 3 meses)
  • Extrato previdência privada(assinado pela sua gerente e dos últimos 3 meses)

Supondo que você é empresário: Você pode apresentar o IR da sua empresa e o contrato social.

Supondo que você é freela/autônomo: Você pode apresentar as notas fiscais dos serviços que você prestou, carta dos clientes falando dos serviços e dos preços.

Supondo que você é empregado: Você pode apresentar uma carta do empregador falando sobre quanto você recebe, quanto tempo você vai ficar fora.

Supondo que você não tem emprego: Você pode apresentar uma carta de custeio de quem vai pagar pelo seu tempo no Canadá. Vale lembrar que você terá que apresentar IR, Contracheque, Extratos, dessa pessoa. Ou seja, você deverá apresentar os seus documentos comprovantes de renda e da pessoa que vai te custear também.

Detalhe: Caso você trabalhe e queria complementar ou que não tenha a renda suficiente e queira apresentar alguém que vai custear o seu tempo no Canadá, também é possível. Paitrocínio e Mãetrocínio tão valendo.

 

Visto para o Canadá – Contratar ou fazer sozinha?

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Esse tópico chove no google, eu inclusive já li muito em outros blogs sobre como tirar o visto para o Canadá. Recomendo que você não leia apenas a minha experiência, procure também em outros lugares sobre o visto canadense – principalmente no site do consulado.

Lembro que não sou especialista e só estou  aqui para compartilhar a minha experiência e tentar auxiliar pessoas da mesma forma com que eu fui auxiliada. A diferença é que eu adicionei aqui algumas coisas que eu gostaria de ter lido antes de ter escolhido o que fazer.

As formas principais de aplicação que eu encontrei foram online ou pelo VAC. Como eu não moro nas capitais onde há o VAC, sozinha eu só conseguiria aplicar online, para aplicar no consulado eu precisaria de um despachante ou uma empresa de vistos. Tendo isso em vista, comecei a fazer minhas considerações.

Valores

Uma das primeiras dúvidas que eu tive era se compensava financeiramente contratar um serviço de despachante ou de consultoria. Pois bem, mesmo se eu fizesse todo o processo sozinha pelo site, eu gastaria uma grana considerável enviando documentos pelo correio. No final das contas, literalmente, achei que valia a pena investir em um despachante.

É difícil aplicar?

Depende. Eu sou fluente em inglês, o site não me incomoda. Se inglês é um problema para você, eu não recomendaria aplicar sozinha. Mesmo colocando em google translator, etc e tal, acho um pouco arriscado fazer um processo que você não tá entendendo.

Porém, às vezes, se você mora na cidade de um VAC, no próprio lugar eles podem te dar uma ajuda com o preenchimento do formulário. As cartas podem ser redigidas em português, já facilita para quem não sabe a língua.

Documentos

Você vai precisar de muitos documentos além dos formulários. No próximo post eu falarei mais sobre esses documentos. É um trabalho bem criterioso juntar a papelada necessária. Creio que se você tem todos os vínculos fáceis de serem comprovados, o processo fica mais simples. No entanto, no meu caso eu tinha tudo bem explicadinho e mesmo assim estava bastante insegura com os documentos. Eu queria que alguém com experiência desse uma olhada antes de eu enviar tudo, para ter certeza que o processo daria certo.

Para ser honesta, minha impressão foi que a pessoa que cuidava do meu processo sabia menos que eu. Fiquei super frustrada com isso. Mas, se fosse para fazer o processo novamente, eu ainda acho que contrataria um despachante. Provavelmente em outra empresa.

Então deixo a minha dica: coloque em uma balança o seu caso. Pense bem o que você se sente confortável, o que te deixa aflita. Você tem um caso complicado? Seria interessante contratar alguém, mas não obrigatoriamente essa pessoa vai cuidar do teu processo melhor que você. Acompanho um canal do youtube de uma menina que está em Toronto e que fez o processo por uma consultoria e teve o visto negado. Depois da negação, ela reaplicou sozinha e deu certo. No entando, na maioria dos casos eu vejo que a assessoria ajuda muita gente.

Se você mora em uma cidade que tem VAC ou perto de uma, vá até o consulado, converse com as pessoas por lá. Ouvi maravilhas sobre o atendimento deles. Dizem que quando você entrega os documentos no VAC eles verificam tudo para você. Se eu tivesse chance, eu teria aplicado pessoalmente.

Para quem mora em outras cidades e só tem a opção do online, talvez o despachante seja a melhor opção. Ou não. Novamente, depende de você e não há garantias em lugar algum.